Sou como a lua. A lua me descreve bem. Eu sofro, como sofro! São partos diários. Depois de algum resplendor, vejo que isso não é tão especial. O sol brilha sempre, é pleno, nunca mingua ou se esquiva. Sua face ocultada é consequência das nuvens cinzentas, filhas da ingratidão. Aí, então, minguando, desaparecendo, diminuindo, ocultando-me... me resguardo na recâmara misteriosa e imemorial para então outra vez ressurgir, cheia, cheia... cheia em plenitude! Para então reviver o processo. Esse é o meu fado, a minha sina que terei de aceitar e amargar até que volte o Legislador dos astros e me desfaça me desintegre com sua adorável graça me refaça... e então o orbitarei sempre constante, sem assaltos, nem tormentos ou essas dores refulgida para sempre... Sempre! sempre plenamente alegre por causa da sua Sabedoria e Verdade por causa de seu nome inexprimível que está acima de todos os nomes. Sou como a lua, ...
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