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Mostrando postagens de novembro, 2010

Homenagem - Viver a Literatura

O que é viver a Literatura? Só escrever? Simplesmente ler, comprar, trocar e vender livros? Não. É estar no meio de gente que gosta de literatura. É semear o amor por ela. E deixar-se ser contagiado por ela. É falar a respeito com paixão, escrever sobre o que faz sentido para si, e falar a respeito disso com quem estiver disposto a ouvir. E estar pronto para o mesmo, em relação ao outro. Onde mora a literatura? Nos livros? Não. Livros são objetos inanimados. A literatura mora nas mente de que lê, dando vida a grafia que representa as ideias, sentimentos de alguém. Mora no coração e na mente das pessoas. Num varal poético, num evento informal, numa conversa de gostos... *** A Professora Carmelita que leciona matemática na escola Padre Antônio Vieira me ligou há cerca de duas semanas dizendo que seus alunos da 6ª Série teriam de homenagear uma personalidade artística de São José dos Pinhais - PR na Semana Cultural. Ela pensou num escritor e chego...

Poesia

Quelque Part - Felipecha No ano de 1876, houve uma noite, ou ainda, madrugada, em que esteve sóbrio e escreveu ao romancista do amor, J. A., sobre a inspiração trigueira a quem até seu fim lhe dedicaria os versos. Ao contrário do que pensara amou-a, e dedicou-lhe versos, mesmo depois do fim. Amor Infinito de Mari e Dudu — Canto de Amor e Dor (Inspiração de um romance emblemático do Século XIX) Nossas carnes juntas selei nos aromas todos do amor que primeiro sonhei. Ela veio, esteve em mim, partiu depois. E ficou! Que, se em um nos fizemos, em dois nos dividimos. Restaram promessas, eternas, de nós dois. Enovela a flor, resvala o amor Desfalece em ardor, alucinando tudo, em tremendo langor. Por quanto tempo a busquei? E por quanto a esperei? Retornou e eu a esperava ainda como antes apaixonado. Coração esmigalhado na espera dolorida de reviver outra vez, com semelhante afã, aquele infinito de nós dois. Suas lágrimas me molhavam em linhas salinas o peito...

Feira do Livro de São José dos Pinhais - PR

A Feira ainda não acabou, vai até hoje à tarde, mas já era mais que hora de eu vir escrever esse post contando como foi tudo! Antes vejam o slide show que montei sobre o livro na Feira de São José dos Pinhais - PR Para ver mais depressa ajustar no canto esquerdo. Acho que quando minha avó, Erondina Dissenha Negosseki, também professora, se casou, ali na Matriz de São José, não imaginava que uma neta dela, um tanto estranha, um dia, bem ali em frente (poucos passos da escadaria que desceu toda de branco e feliz ao lado do meu avô) e sob um sol semelhante ia falar para um tanto de crianças fofas, num microfone para quem quer que passasse no calçadão pudesse-a ouvir puxar demais nos erres e se emocionar com as coisinhas mais tolinhas do universo infantil. E me lembrei a primeira vez que falei com crianças no microfone. Tinha sete anos e porque eu era a aluna que lia mais desenrolada fui escolhida para ler a homenagem para as mães. 1993... A vida de uma professora entre 1950 e...

Lançamento!

Talvez essa postagem saia corrida demais. Mas é uma das que escrevo com mais emoção. Sebem aquela de "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer?" Na verdade comigo se mostrou que tanto fazer hora, quanto esperar até que algo bom aconteça são lindos fatos. Fui, semana passada,  na Biblioteca de São José dos Pinhais insistir (azucrinar) para que pedissem meu livro em Braille no Instituto Dorina Norwill e não só farão isso, como me convidaram para um 'Bate Papo com Escritor' na Grande Feira do Livro de São José dos Pinhais pelos 70 anos da Biblioteca Municipal Scharffenberg de Quadros. Eu muito etérea que sou, voltei para casa imaginando essa emoção, a mesma biblioteca que um dia minha avó e minha tia-avó também devem ter perambulando. O tema: Literatura Infantil. Meus olhos brilharam. Tinha um projeto quase finalizado desde 2007 que, empolgada com as aulas de Braille,  pretendia terminar para lançar junto com Por Falar em Disputa... Foi faísca na gasolina! Cheguei em...