--> Arte escrita e plástica! --> Imaginei uma cena. Muito romântica e que acontecesse em uma noite agradável no longínquo ano de 1889. Imaginei-a vendo por detrás dos olhos de Angelina de Aragão, minha primeira protagonista. Uma Sinhazinha ingênua que desconhece a grande força que possui em suportar fatos demasiados terríveis. A cena acontece quando ela pisa pela primeira vez os jardins da morada de Augusto, o homem que sempre a amou, sem que ela soubesse. ...e descrevi essa cena assim, conforme o espectro da inspiração me ordenava: “Via o céu, que lhe enchia os olhos e a alma de contemplação. Para além da balaustrada, o mar: calmo, sereno e cheiroso parecia repousar. Achava o mar muito aromático e agradável, gostava de, por vezes, em fins de tarde, molhar os pés na água salgada. Desejava, mesmo, era banhar-se de corpo inteiro, mas não poderia ousar tanto. Muito longe, agora naquele momento além do mar que ali se estendia por uma baía, a capital...
Literatura e Outras Artes. Oficinas Literárias em Vivências Práticas