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Tesouro de Uma Autora




Eu não sei o que farei, eu não sei o que acontecerá amanhã...
Mas se for viver, ou morrer, eu sei que será grande!
Isso por causa da minha escolha de aceitar a predestinação.
Eu poderia ter colocado o meu pé no caminho da glória do mundo, eu poderia ter ido fazer a faculdade que queriam que eu fizesse, ter um emprego, vender o meu tempo, vender a minha criatividade e intelecto em coisas que não acredito, ser obrigada a mentir e a sorrir quando não tivesse vontade para pessoas que não se importariam comigo, eu poderia ter salário, gastá-lo com muitas coisas e situações, fazer o necessário para alcançar o padrão pré-concebido pelo mundo da ideia do que é o sucesso na vida... Ser aquela que faria o mundo (fechado de um círculo ao meu redor) aplaudir.
Porém, eu resolvi deixar tudo, deixei Isnaia Poliana para trás, abandonei uma vida que nunca acreditei em busca daquela que me acena, que tem sabor, que salga a terra, e se vou morrer de frio na estação do trem antes de qualquer coisa, eu não sei, eu não sei...
Mas sei absolutamente que terei obedecido meu coração, terei obedecido meu Deus que sopra sua vontade dentro do meu sonhador coração... Terei obedecido as pinceladas lilases que o afeto do meu espírito me grita! Eu terei sido loucamente feliz na fuga!

Sido FELIZ dum modo imensurável cada vez que assisti a cena dos entes que me atropelam implorando movimento, como Fabrício, nessa carta transbordando de paixão por sua Rosa Rebelde. E sofrendo com o pressentir do que sempre lhes sobrevêm...

Terei feito amigos com os quais verifiquei ser possível, se não em tudo, em muitas coisas, maioria delas, uma conexão sincera, totalmente desinteressada de almas... Terei, como tenho de fato, visto que não somos as ilhas... não somos as ilhas temidas de Floriano!
Terei sido Clarissa feliz com seu peixinho.
Terei sido a princesa do figo bichado, sem coroa e nem reino, mas dona de um mundo que brotou dentro de mim.
Terei sido Poliana, sempre achando um motivo para ficar contente, porque deve haver, não é?

Terei entrado pela porta estreita... pela qual poucos escolhem entrar... eu terei, mesmo quando em dores. Mesmo enfrentando o "Vento Bravo"(Música do Tom e Edu Lobo que impressiona a Raquel fazendo-a cantar e dançar, que é trilha de Graciosa quando Amélia, Ana, Tenória, Maria Laura têm de ser fortes.)
Esse caminho, para mim, tem rosas... tem rosas perfumadas e eu amo, como eu amo essas rosas e os espinhos que elas têm me ferem, me machucam, mas não me impedem de continuar! Não impedem...
Você não acorda de manhã, ou lê um artigo no caderno de profissões no jornal, ou qualquer coisa assim e decide ser um escritor.
Ser um escritor, ah, é a consequência advinda das tempestades e fabulosidades que estouram dentro de si... Ninguém se torna um autor... O artífice das palavras nasce escritor e apenas busca e encontra o seu caminho.

O meu tesouro é imaterial... porque cada palavra que lavrei estão gravadas nas laudas da minha alma. Ali, onde junto meus tesouros, os ladrões não podem entrar, minar nem roubar. Eu abri a porta desse tesouro, que qualquer um pode entrar e carregar, a todos, mas só alguns compreendem como... e se não foi possível ser mais clara em cada um dos meus livros, é impossível fazê-lo numa postagem casual no facebook.

um abraço de ternura a todos meus amigos e amigas leitores/leitoras.
Aline


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