Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Louvor

Poesia - Júbilo

Eu queria parar o tempo e num só momento capturar a verdade vivida na alegoria da palavra. Mas o tempo tem seu dono e não posso tocar se não no único instante que é o presente vivo. Têm: acontecimentos, gestos, olhares, significações, que ninguém se não eu e meu Pai podem sondar. E meu Pai, ainda mais que eu. A verdade vivida é tão imensa que já é fustigante narrar. Até inorganizável se é que essa palavra existe. A gente espera certas coisas por toda uma vida. Chega a crer que não são mais possíveis, que foram extintas. Então... Elas vêm e o coração só sabe sorrir: Obrigada Senhor, obrigada... Júbilo é uma palavra que tenta dizer o que vai ao coração. Não é eficaz, só chega perto. e toda a importância se centra não nas coisas, ou bênçãos recebidas mas no amor que Dele recebo e na cura de todas, todas as feridas. Quando já se é difícil narrar, quando a prosa se faz dolorida o verso é o bálsamo amado com que co...

Poesia

Postado originalmente em Momento de Ler , 28 de março de 2011 Arrebanhador 29/01/2011 Já te vestiu de lírios brancos? Já comeu as sementes da simplicidade com que o vento te alimentou? Já te entregou às vestiduras dos campos, estas engalanadas todas da singeleza do céu? Já provou, irmão meu, do fruto escolhido, o Maná saboroso, o pão santo, com que te presentearam na hora da aflição? Houve-te já um dia em que, resignado, nada esperou, e do porvir não cuidou e às horas do principio da tarde te trouxe e te alegrou o anjo da bondade com a oferta da caridade? Já chorou em face da injustiça? Já chorou porque choravam também os outros? Já se compadeceu com a dor de outra carne? Já desejou curar do mundo as chagas? Teve culpa por não ser digno de tal? Já foi fácil se colocar no lugar do outro? Já desejou ser cordial, gentil e benevolente ao teu desafeto? Desejou já jantar em casa dele? Ansiou que ele te tivesse um olhar afetuoso? Chorou porque foi desprezado?...

Poema

Milagre da alergia a lactose - I (Aline Negosseki Teixeira, 28.03.2011) Houve um dia e não há quem saiba dizer qual foi se não Aquele que o escolheu em que foi resgatada dos laços da morte. Cinnamomum camphora , popular Cânfora Talvez fosse no ano de 1987 ou talvez no dia da fundação do mundo, ou mesmo antes disso. O dinheiro era escasso A comida era escassa a vitamina pouca, o carboidrato pouco, tudo tão parco... e o amor, infinito. Mas seus seios que transformavam o nada em tudo haveriam de um dia secar. No amargo do ruibarbo, a etapa doce da lactação findou, e como entender porque? nem de vaca, nem de cabra... haveria de no pequenino estômago ficar, ainda menos, alimentar. As sopas, os receios, os desgostos as incertezas, as opressões... a intoxicação a infecção as vis devoradoras do frágil organismo bactérias malditas ameaçavam aquela pequenina, única vida que preenchia de alegria a vida d’uma mãe mui zelosa. Pobrezinha, pobrezinha... A...