Eu, que andava a precisar de uma casa de pedra pedra e flores pedra e sol pedra e chuva pedra, amor, estações pedras, risos, lágrimas pedra, momentos pedra e lembranças, desencontrei desse antigo desejo mas reencontrei o sonho antigo, o anseio de versar. Eu, que estava a observar bem, meneios inconsequentes, meneios bonitos, meneios latentes, dissimulados atos das gentes papo aqui, papo lá, papo dez, topei no velho anseio do escape recanto retirado, sagrado, intocado e belamente invadido por esses convidados sorridentes, falantes, silentes, lacrimejantes, convidados... ao prazer de versar. Entre e sob, e sobre e ao redor, das pedras calcadas por mãos muito ansiosas que amam edifiquei uma terra harmônica para bagunçar minha demasiada organização embaraçosamente desarmônica. no segredo de uma palavra. Palavra, palavra, palavra... por meu versar. Pedra, palavra, pedra barulho, silêncio Palavra, pedra, palavra Crianças, velhos Lavra, hera, ...
Literatura e Outras Artes. Oficinas Literárias em Vivências Práticas