É raro quem faça o bem. Há os que fazem o bem, só olhando a quem. Mais raro ainda é quem o faça sem esperar o famoso nada em troca. Supõe-se que, se fazemos algo por genuíno amor - o amor como descrito no livro das Sagradas Escrituras, aos Coríntios, o amor de Deus que tantos gostam de professar - não deveríamos mesmo esperar nada em troca além da ciência de saber que aquele que amamos está em paz, em perfeita harmonia, feliz. Essa seria nossa recompensa, não? O bem estar daquele para o qual fizemos o bem. Ou deveríamos esperar e exigir a gratidão? Reconhecimento? E como essa gratidão seria demonstrada? Com sacrifícios? Não deveria ser algo natural, espontâneo como qualquer sentimento? Sentimentos não podem ser exigidos pois, de outra maneira não serão sinceros, espontâneos. Como temos o descaramento de exigir gratidão? Em troca daquilo que demos, muitas vezes até mesmo sem que nos pedissem, não apenas aceitamos, como queremos ver o outro sofrer para nos retribuir. Queremos se...
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