Pular para o conteúdo principal

Naturezas-Vivas

Eu gosto de alimentos... *-*
Nunca deixarei de gostar.
Frutas, doces, almoços, jantares, saladas, temperos, sucos, sumos, travessas, copos, potes, talheres, cumbucas, panelas, cestos, taças, utensílios, flores, uma galho de fruta madura pendendo para nossas mãos, nossos lábios... nosso paladar... tudo, tudo, tudo.
Eu admiro as formas que eles (os alimentos) têm, eu fico maravilhada com as cores e texturas. Meu Deus! Como sou grata por essas maravilhas inefáveis que criaste.
As frutas todas, os legumes todos, as sementes e grãos, as folhagens, Pai do Céu, é o vestígio de tua arte realizada naqueles 7 dias que estão gravados no meu DNA.
O sol.
A Água.
A Terra.
A Clorofila.
Os nutrientes.
Os sistemas do corpo prontos para transformar tudo isso em energia e vida.
Nenhuma mente humana jamais vislumbrou inventar coisas parecidas.
Deixaste um belo testamento, herança perfeita e pura, como não ser grata?
Não me contento em contemplar, em adquirir, em, por ventura, da terra ver brotar, em trabalhar com cada felicidade saborosa que nos deste!
Hoje em dia, outro vestígio de teu Espírito em mim, eu quero transformar em arte. A beleza de meu trabalho nos pratos que preparo fazem meu coração de mãe saltitar, só o Senhor sabe quantas gotas do meu amor derramo em tudo, e eu quero fotografar... Cézanne e Renoir fariam o mesmo.
Quiçá todos soubessem como sinto alegria, quiça sentissem essa alegria que sinto, em relação aos meus sentimentos a esse respeito.
As tintas sabem bem!... Elas saberão!... *-*
Senhor, como Van Gogh, Da Vinci, Renoir, Cézanne (ah, as frutas de Cézanne que conheci aos 12 anos), Pereda, Matisse, Claesz, Klee, E. Degas, Manet... tantos... inumeráveis tantos... Senhor, como eles eu gosto de registrar, pintar, fotografar essas maravilhas. Falar a respeito, pensar nisso, planejar sem pretensões o futuro em que estarei às voltas com essa dádiva que concedeu aos seus filhos e ensinou a dividir... Senhor, se até os mestres do passado amavam tudo isso, por certo poderei eu?...
Creio que sim. Que falta há nisso?
Que mal há?

Eu ganharia a minha vida, alguns sabem que sim, graciosando as suavíssimas e as fortes realidades da gastronomia!

A Raquel carrega no sangue essa herança.

Como a mãe, e o pai, e as duas avós, e as bisavós, e talvez as trisavós, ela ama TUDO a respeito disso. Ela até sonha com papás! Mesmo!!!! Seu paraíso é uma cozinha, uma toalha de piquenique sobre um gramado, ou um pomar abençoado pela fartura da natureza que bem engendraste.
Ela ama brincar de fazer papá com a criativa Mani que ela teve a ventura de ter, elas já aprendeu a servir, ajeitar tudinho, como ela diz, ai de nós se não formos seus convidados, clientes, comedores cotidianos de bolinhos coloridos, ama brincar disso tudo: de restaurante, de feirinha, de livro de receitinhas, de programa de (crú)culinária, enfim, tudo que se relaciona a isso, ela até sonha com isso, "escreve" sobre... como a mamãe dela, leu numa carta de mais de 50 anos atrás a bisavó Erondina dela fazer.

Senhor, já nos disseste, "o meu povo sofre por falta de conhecimento."
Senhor, ensine, mostre, e guie o teu povo aos profundos conhecimentos das tuas leis e imemoriais sabedorias. Que eles os queiram buscar!
Por tudo, Senhor, nós temos sido gratos.
Mas, antes de qualquer coisa, entre o que é material, pelo alimento que nos dá todos os dias, enquanto tantos não têm nada... num mundo em que titãs não querem dividir, e ainda alcançam a façanha de nos fazer sentirmos culpados pelo que temos, somos gratos pela tua infinita misericórdia. Pois ela dura para sempre!

Amém.

Na imagem, Edgar Degas, o pintor das bailarinas, também amava as naturezas mortas (que chamo de vivas)... ;) O nome natureza morta é assim pois diz respeito à pintura de coisas inanimadas.
Tenho certeza que ninguém deve ter falado para ele: "Degas, ó gênio, pare de pintar comida, procure algo melhor para fazer!" Se e que alguém disse, que eram eles? Os quais só sabiam falar dos mexericos de Montmartre, cuidados que se perderam no vento do tempo.
Ele estava realizando a plenitude de seus sentimentos que deixaria para as futuras gerações.
As peras, maçãs, romãs, bananas, cocos, cenouras, pepinos, tomates, salsas e a História por trás das tintas e pinceladas dos gênios ficaram para sempre.
Eu gosto de alimentos... *-*
Nunca deixarei de gostar.
Frutas, doces, almoços, jantares, saladas, temperos, sucos, sumos, travessas, copos, potes, talheres, cumbucas, panelas, cestos, taças, utensílios, flores, uma galho de fruta madura pendendo para nossas mãos, nossos lábios... nosso paladar... tudo, tudo, tudo.
Eu admiro as formas que eles (os alimentos) têm, eu fico maravilhada com as cores e texturas. Meu Deus! Como sou grata por essas maravilhas inefáveis que criaste.
As frutas todas, os legumes todos, as sementes e grãos, as folhagens, Pai do Céu, é o vestígio de tua arte realizada naqueles 7 dias que estão gravados no meu DNA.

O sol.
A Água.
A Terra.
A Clorofila.
Os nutrientes.

Os sistemas do corpo prontos para transformar tudo isso em energia e vida.
Nenhuma mente humana jamais vislumbrou inventar coisas parecidas.
Deixaste um belo testamento, herança perfeita e pura, como não ser grata?
Não me contento em contemplar, em adquirir, em, por ventura, da terra ver brotar, em trabalhar com cada felicidade saborosa que nos deste!
Hoje em dia, outro vestígio de teu Espírito em mim, eu quero transformar em arte. A beleza de meu trabalho nos pratos que preparo fazem meu coração de mãe saltitar, só o Senhor sabe quantas gotas do meu amor derramo em tudo, e eu quero fotografar... Cézanne e Renoir fariam o mesmo.
Quiçá todos soubessem como sinto alegria, quiça sentissem essa alegria que sinto, em relação aos meus sentimentos a esse respeito.
As tintas sabem bem!... Elas saberão!... *-*
Senhor, como Van Gogh, Da Vinci, Renoir, Cézanne (ah, as frutas de Cézanne que conheci aos 12 anos), Pereda, Matisse, Claesz, Klee, E. Degas, Manet... tantos... inumeráveis tantos... Senhor, como eles eu gosto de registrar, pintar, fotografar essas maravilhas. Falar a respeito, pensar nisso, planejar sem pretensões o futuro em que estarei às voltas com essa dádiva que concedeu aos seus filhos e ensinou a dividir... Senhor, se até os mestres do passado amavam tudo isso, por certo poderei eu?...
Creio que sim. Que falta há nisso?
Que mal há?

Eu ganharia a minha vida, alguns sabem que sim, graciosando as suavíssimas e as fortes realidades da gastronomia!
A Raquel carrega no sangue essa herança.
Como a mãe, e o pai, e as duas avós, e as bisavós, e talvez as trisavós, ela ama TUDO a respeito disso. Ela até sonha com papás! Mesmo!!!! Seu paraíso é uma cozinha, uma toalha de piquenique sobre um gramado, ou um pomar abençoado pela fartura da natureza que bem engendraste.
Ela ama brincar de fazer papá com a criativa Mani que ela teve a ventura de ter, elas já aprendeu a servir, ajeitar tudinho, como ela diz, ai de nós se não formos seus convidados, clientes, comedores cotidianos de bolinhos coloridos, ama brincar disso tudo: de restaurante, de feirinha, de livro de receitinhas, de programa de (crú)culinária, enfim, tudo que se relaciona a isso, ela até sonha com isso, "escreve" sobre... como a mamãe dela, leu numa carta de mais de 50 anos atrás a bisavó Erondina dela fazer.

Senhor, já nos disseste, "o meu povo sofre por falta de conhecimento."
Senhor, ensine, mostre, e guie o teu povo aos profundos conhecimentos das tuas leis e imemoriais sabedorias. Que eles os queiram buscar!
Por tudo, Senhor, nós temos sido gratos.
Mas, antes de qualquer coisa, entre o que é material, pelo alimento que nos dá todos os dias, enquanto tantos não têm nada... num mundo em que titãs não querem dividir, e ainda alcançam a façanha de nos fazer sentirmos culpados pelo que temos, somos gratos pela tua infinita misericórdia. Pois ela dura para sempre!

Amém.


*Na imagem, Edgar Degas, o pintor das bailarinas, também amava as naturezas mortas (que chamo de vivas)...  O nome natureza morta é assim pois diz respeito à pintura de coisas inanimadas.
Tenho certeza que ninguém deve ter falado para ele: "Degas, ó gênio, pare de pintar comida, procure algo melhor para fazer!" Se e que alguém disse, que eram eles? Os quais só sabiam falar dos mexericos de Montmartre, cuidados que se perderam no vento do tempo.
Ele estava realizando a plenitude de seus sentimentos que deixaria para as futuras gerações.
As peras, maçãs, romãs, bananas, cocos, cenouras, pepinos, tomates, salsas e a História por trás das tintas e pinceladas dos gênios ficaram para sempre.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Oficina de Haicai - Escola Rural Caetano da Rocha

No dia 26 de Setembro mediei mais uma proveitosa Oficina de Haicai. Que satisfação! Participaram crianças entre 5 e 11 anos, conheceram o Haicai ou Haiku, o qual como eu esperava jamais haviam falar, e foi, como esperava, uma experiência maravilhosa. Quando eu cheguei em casa eu estava tão deslumbrada com o resultado, com o brilho que acendeu-se nos olhinhos das crianças, que escrevi o seguinte: "Só tem uma coisa que eu quero fazer na minha vida profissional e o farei com todo meu amor, sempre e sempre: incentivar crianças (grandes ou pequenas) a não só lerem e escreverem, estarem em contato com a arte literária, como se abstraírem  para a poesia... a poesia quem em tudo está! Foi maravilhosa a Oficina de Haicais que mediei hoje na Escola Rural Caetano da Rocha! O que era aquele brilho nos olhos das crianças quando me despedi delas?... ♥"  26 de Setembro  de 2012, 18h09min A bela lua encimava o dia, e nisso não há contradição, assim ela quis nesse di...

As Artes e o Processo Criativo

Frederick Leighton Inglaterra 1830 - 1896 O estilo desse pintor é o 'Acadêmico'. Embora meu estilo predileto seja o impressionismo de meus queridos Renoir, Mary Cassat e Berthe Morissot, eu não deixo de admirar o sentimento com que tantos gênios impregnaram a arte plástica nas mais variadas escolas artísticas. Todas elas grandemente, profundamente, suspirosamente me inspiram para escrever. Vamos olhar cuidadosamente para cada tela? O que sente, o que imagina, para onde seu pensamento 'viaja' com cada uma das telas? "Casado" A acima me faz pensar no rei Davi. "A lua-de-mel de um pintor." Essa pintura do artista e sua esposa me dá ensejo para mil fantasias que eu poderia tornar em enredos. Históricos, claro. ;) Como mil questões passeiam em minha mente quando me deparo com qualquer manifestação artística, as respostas acontecem artisticamente na literatura... a arte com a qual mais me identifico desde ...

Lançamento! Um Farol Para Meu Amado - Novela

Uma surpresa que venho preparando para vocês, leitores e leitoras! Escrevi essa novela em 2010 e estive ultimamente preparando-a para uma publicação exclusiva para mídias digitais, inclusive PC. Espero que gostem... A história de Luís e Ana me faz literalmente andar por onde eu ando, porém num outro tempo! Um tempo em que amar demais não era exagero, era esmero! Um abço a todos, Aline! ;* “O que ilumina a jornada daqueles que se aventuram a amar? Há aqueles que diriam: a fé.”  Aninha nunca se esqueceu de Luís, seu amor de adolescente, que deixou a fazenda Simão para nunca mais voltar e lhe dar um de seus inigualáveis sorrisos. Sedenta em conhecer outro modo de viver, ela deixa aos 16 anos a Colônia em que nasceu, no interior do Paraná para, um enigma que não revela a ninguém, buscar uma faísca de destino no tempo. Em pleno período da Segunda Grande Guerra, ela vai para a Capital estudar enfermagem, na esperança de reencontrar seu grande amor que, an...