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Postagens

Mostrando postagens de maio, 2010

Biblioteca

Sempre comento que se eu vivesse duzentos anos, não seria ainda suficiente para fazer tudo que deseja minha sede de vida e experimentações. Porque é tão vasta cada uma das formas de se expressar, existem tantas artes e tanto na natureza por descobrir. Para não mencionar o universo que está dentro de nós — terra desconhecida, em contrário do que se pensa. Uma alma do ‘complexo’, do transdisciplinar sofre. Existem, pelo menos, meia dúzia de cursos superiores que eu gostaria de fazer. Gosto tanto de História, de Idiomas, da estupidificante máquina que é o corpo humano e o funcionamento dos mecanismos físico-biológicos; expressar-se com palavras, música (sou uma gralha, nem penso em tentar), tintas (aí eu arrisco), dança... que, como eu disse, nem se o dia tivesse 60 horas ou fossemos afortunados como Matusaléns, seria suficiente para matar minha sede de abraçar o mundo e o conhecimento natural e humano com meus reles braços de mortal. Entro na Biblioteca Pública do Paraná (a maioria pode ...

Resenha

Sem Destino — Bruna Longobucco Pode haver experiência mais gratificante que duas autoras trocarem de universo durante o período que a leitura de uma obra compreende? Durante a leitura desse livro foi como se eu saísse do corpo e voasse até o universo criado pela Bruna Longobucco, e isso se deve, claro, ao modo tão próximo da oralidade mineira que ela lança mão para nos levar diretamente ao cenário de interior que explora com tanta propriedade. Por isso gosto de ler autores que falam do que conhecem, que falam de sua terra, da gente com a qual nasceram. Uma escritora da ‘Bel’rzonte’ de Hilda Furacão que encheu a mão das letras certas para narrar os conflitos de uma família que não terminou, apesar de tudo. Quem ler, entenderá que laços de afeto são tão ou mais fortes que os de sangue. No seu romance o enfoque da narração está principalmente nos sentimentos e ralações de afeto e desafeto, protagonizados pela jovem Leninha que, ao longo de todo o livro, como eu digo, se encontr...

Poesia

Luar. Lápis de cor e terebintina sobre off-set, 2010 Noite 20/10/2000 Os verdes campos brilham A luz do luar brilha As corujas piam Sobre as trevas, gritam Ao longe se pode ouvir As águas frias, cristalinas correrem A cachoeira encenando o véu duma noiva Linda paisagem, e ninguém a vê No céu as estrelas, cintilando, fulgurando Completando o doce enlevo para os olhos E a lua grande, cheia, branca, plena e Absoluta, observa a tudo com inveja As folhas a tremer com o vento Árvores, fotossíntese Flores, tudo meio colorido, tão belo...! E a lua? Coitada... branca! Aline N. - às 10h35 min