Pular para o conteúdo principal

Postagens

Histórias da Bíblia

Ia postar uma outra receita que fiz essa semana, que por sinal ficou deliciosa, mas um outro algo me inspirou... Quando a Sarah fez 4 anos, em abril do ano passado, demos a ela de presente sua primeira Bíblia. Fomos na livraria escolher e acabamos voltando com dois livros. Um era totalmente dedicado a contar a história do nascimento de Jesus. Falarei sobre ele em outro momento, porque merece um post só dele! O outro, Bíblia Sagrada — 365 Histórias Ilustradas, conta numa linguagem acessível as mais notáveis histórias dos evangelhos. Uma para cada dia do ano... Mas não seguimos isso. Ela escolhe as histórias que quer "ler" ou ouvir. Escolhemos este por ser o mais fiel às escrituras e, por suas ilutrações — lindas aquarelas — nos parecerem também tão verossímeis. As noites passaram a ser encantadoras! Quando a levamos para a caminha ela estica os bracinhos e diz que que quer "ler" histórias de Papai do Céu. Fico comovida com as perguntas que surgem em sua linda ca...

Conto - Torta de Limão

Ela tinha o nome mais lindo que alguém poderia ter. Aos seus ouvidos, era como dessas músicas em que um instrumento emblemático dá o tom inicial da melodia. Ele gostou dela, desde o primeiro instante. Para ele, foi sempre muito sério. Desde o primeiro beijo. Ela não era tão reservada como ele. Descolada, com suas roupas coloridas, sempre cobertas de tinta ou farinha, ela, em sua descontração que ele achou tão inusitada, conquistou-lhe o coração em definitivo, para todos, todos os dias que passariam depois de então. — Então você gosta mesmo, tanto assim, de cozinhar? — E eu seria uma estudante de gastronomia se não gostasse? — Quando você vai cozinhar pra mim? — ele intimidou-a, todo sorridente. Muitas tardes de vento, e sol, e nuvens ou chuvas. Muitos reencontros e amores e perfumes que dividiram. Quando tudo se agita para encontrar o lugar comum, ela o convida para comer doce em sua casa. Um brilho queimando nos olhos, ele aceita. Quando saem do elevador, a expectativa é ainda maio...

Cesta de Trabalhinhos - I

Vou inaugurar mais um Marcador aqui no Blog. Sobre o quê? Não é sugestitivo o título da postagem? Minha filha e eu gostamos de fazer nossas pequenas artes. Desde que ela era bem pequena, perto de fazer 2 aninhos, eu sento com ela e a incentivo a fazer o que chamei de "Trabalhinho". Ela adora, desde então, todo dia quer criar. Criar faz parte do ser humano tanto como respirar. Criar é requisito para a evolução. Por isso considero importante incentivar uma criança, desde a sua mais tenra idade a criar. Seja com sua própria comida, fazendo toda aquela bagunça com o pratinho entre as pernas, ou com um tanto de argila, tendo contato com a matéria de que é feita; e, importante, a voz que ela já escutava de dentro do ventre ali, incentivando-a, intruindo-a, libertando tão cedo o artista que tem dentro de si. Ser mãe é paciência, é dar amor, a esses pequenos que Deus nos confia, todos os momentos. Como admiro os artesãos! Dentre a infinidade de material usado por eles, s...

Ano Novo e Culinária

Andei um tanto sem voz. Que é a vontade de falar verbalmente. Mesmo sem a voz que clama em nosso interior. Que é a vontade de falar artística; escrever. Tenho minhas épocas de introspectiva. Pensando em muitas coisas, não tive certeza de nada. Mais um ano expirou e a minha única alegria sobre a passagem do tempo é que ela me aproxima cada dia mais de meu Pai, quem tão amorosamente me adotou, e de seu Filho. No passado houve dor, e as venturas constituíram os alicerces das alegrias que vivo hoje, que são ainda muito melhores que as que houveram. E são, definitivamente, pela Graça. Por isso, embora tentador seja, admito, falar em passado, tentarei falar sempre em presente, e com uma cautela prudente, encostar de leve no porvir. Hoje (penso que sei) que nossas vidas são feitas de pedacinhos. Então, depois dos dias de mudança, de dias de livrar-se das teias e coisinhas velhas de um ano já velho, sinto-me pronta para encarar este, que é uma porção que me é dada, e desejaria dividir com m...

Homenagem - Viver a Literatura

O que é viver a Literatura? Só escrever? Simplesmente ler, comprar, trocar e vender livros? Não. É estar no meio de gente que gosta de literatura. É semear o amor por ela. E deixar-se ser contagiado por ela. É falar a respeito com paixão, escrever sobre o que faz sentido para si, e falar a respeito disso com quem estiver disposto a ouvir. E estar pronto para o mesmo, em relação ao outro. Onde mora a literatura? Nos livros? Não. Livros são objetos inanimados. A literatura mora nas mente de que lê, dando vida a grafia que representa as ideias, sentimentos de alguém. Mora no coração e na mente das pessoas. Num varal poético, num evento informal, numa conversa de gostos... *** A Professora Carmelita que leciona matemática na escola Padre Antônio Vieira me ligou há cerca de duas semanas dizendo que seus alunos da 6ª Série teriam de homenagear uma personalidade artística de São José dos Pinhais - PR na Semana Cultural. Ela pensou num escritor e chego...

Poesia

Quelque Part - Felipecha No ano de 1876, houve uma noite, ou ainda, madrugada, em que esteve sóbrio e escreveu ao romancista do amor, J. A., sobre a inspiração trigueira a quem até seu fim lhe dedicaria os versos. Ao contrário do que pensara amou-a, e dedicou-lhe versos, mesmo depois do fim. Amor Infinito de Mari e Dudu — Canto de Amor e Dor (Inspiração de um romance emblemático do Século XIX) Nossas carnes juntas selei nos aromas todos do amor que primeiro sonhei. Ela veio, esteve em mim, partiu depois. E ficou! Que, se em um nos fizemos, em dois nos dividimos. Restaram promessas, eternas, de nós dois. Enovela a flor, resvala o amor Desfalece em ardor, alucinando tudo, em tremendo langor. Por quanto tempo a busquei? E por quanto a esperei? Retornou e eu a esperava ainda como antes apaixonado. Coração esmigalhado na espera dolorida de reviver outra vez, com semelhante afã, aquele infinito de nós dois. Suas lágrimas me molhavam em linhas salinas o peito...

Feira do Livro de São José dos Pinhais - PR

A Feira ainda não acabou, vai até hoje à tarde, mas já era mais que hora de eu vir escrever esse post contando como foi tudo! Antes vejam o slide show que montei sobre o livro na Feira de São José dos Pinhais - PR Para ver mais depressa ajustar no canto esquerdo. Acho que quando minha avó, Erondina Dissenha Negosseki, também professora, se casou, ali na Matriz de São José, não imaginava que uma neta dela, um tanto estranha, um dia, bem ali em frente (poucos passos da escadaria que desceu toda de branco e feliz ao lado do meu avô) e sob um sol semelhante ia falar para um tanto de crianças fofas, num microfone para quem quer que passasse no calçadão pudesse-a ouvir puxar demais nos erres e se emocionar com as coisinhas mais tolinhas do universo infantil. E me lembrei a primeira vez que falei com crianças no microfone. Tinha sete anos e porque eu era a aluna que lia mais desenrolada fui escolhida para ler a homenagem para as mães. 1993... A vida de uma professora entre 1950 e...