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Poesia

Quelque Part - Felipecha



No ano de 1876, houve uma noite, ou ainda, madrugada, em que esteve sóbrio e escreveu ao romancista do amor, J. A., sobre a inspiração trigueira a quem até seu fim lhe dedicaria os versos.
Ao contrário do que pensara amou-a, e dedicou-lhe versos, mesmo depois do fim.

Amor Infinito de Mari e Dudu — Canto de Amor e Dor
(Inspiração de um romance emblemático do Século XIX)

Nossas carnes juntas selei
nos aromas todos
do amor que primeiro sonhei.

Ela veio, esteve em mim, partiu depois.
E ficou! Que, se em um nos fizemos,
em dois nos dividimos.
Restaram promessas, eternas, de nós dois.

Enovela a flor, resvala o amor
Desfalece em ardor, alucinando
tudo, em tremendo langor.

Por quanto tempo a busquei?
E por quanto a esperei?
Retornou e eu a esperava ainda
como antes apaixonado.

Coração esmigalhado
na espera dolorida de reviver
outra vez, com semelhante afã,
aquele infinito de nós dois.

Suas lágrimas me molhavam
em linhas salinas o peito
Suas falas me choravam o feito
(e todo o desfeito)
amargo, de ardil, que nos separou
na espera insana daquela que
tanta injúria me revelou.

Depois do rancor, traiçoeiro feitor,
na confiança de sua inocência, perdoei.
Mas estava já quase-morta, sem cor

a minha carne.

E. d’A. M.

Aline Negosseki Teixeira - 12h20min

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