Eu,que andava a precisar de uma casa de pedra
pedra e flores
pedra e sol
pedra e chuva
pedra, amor, estações
pedras, risos, lágrimas
pedra, momentos
pedra e lembranças,
desencontrei desse antigo desejo
mas reencontrei o sonho antigo,
o anseio de versar.
Eu,
que estava a observar bem,
meneios inconsequentes,
meneios bonitos,
meneios latentes,
dissimulados atos das gentes
papo aqui, papo lá,
papo dez,
topei no velho anseio do escape
recanto retirado, sagrado,
intocado e belamente invadido
por esses convidados sorridentes,
falantes, silentes, lacrimejantes,
convidados...
ao prazer de versar.
Entre e sob,
e sobre e ao redor,
das pedras calcadas por mãos
muito ansiosas que amam
edifiquei uma terra
harmônica para bagunçar
minha demasiada organização
embaraçosamente desarmônica.
no segredo de uma palavra.
Palavra, palavra, palavra...
por meu versar.
Pedra, palavra, pedra
barulho, silêncio
Palavra, pedra, palavra
Crianças, velhos
Lavra, hera, rama, pedra!
Numa doce amarga saudade de versar...
Saudade que inspirou lindos versos nesse caminhar.Parabéns.
ResponderExcluirAmigo (a) leitor (2) se puder leia minha entrevista ao Blog Poetas de Marte, desde já agradeço.
http://poetasdemarte.blogspot.com.br/search/label/Arnoldo%20Pimentel