Tinha sido sempre uma boa filha. Fora as normais mudanças de humor que a puberdade e a imaturidade causam na adolescência, ela nunca dera dera nenhum desgosto significativo para sua mãe. Ela amava tanto sua mãe, que naquelas épocas que ainda não tinha sua família, desejara falecer, num hipotético dia vindouro, antes dela, para não ter de padecer o sofrimento da sua ausência. Depois, bem depois, quando se tornou mãe, compreendeu que era uma dor muito maior perder um filho ou filha, e imaginou o que sua mãe sentiria, casso fosse assim, e, por isso, esqueceu esse temor tão comum na infância. Sua mãe era bem doce, disponível, cheia de sabedorias as quais a filha apreendia bem, guardando-as no relicário de seu coração quais pérolas únicas, raras. O cheiro dela era tão delicioso, o modo que sorria tão cativante e o afeto que despertava tão imenso que o sonho dessa filha era morar ao lado de sua casa, no quintal quem sabe. O mais próxima possível. Tinha seu quarto, mas dormia mesmo no ca...