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Lançamento!

Talvez essa postagem saia corrida demais. Mas é uma das que escrevo com mais emoção.
Sebem aquela de "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer?" Na verdade comigo se mostrou que tanto fazer hora, quanto esperar até que algo bom aconteça são lindos fatos.

Fui, semana passada,  na Biblioteca de São José dos Pinhais insistir (azucrinar) para que pedissem meu livro em Braille no Instituto Dorina Norwill e não só farão isso, como me convidaram para um 'Bate Papo com Escritor' na Grande Feira do Livro de São José dos Pinhais pelos 70 anos da Biblioteca Municipal Scharffenberg de Quadros. Eu muito etérea que sou, voltei para casa imaginando essa emoção, a mesma biblioteca que um dia minha avó e minha tia-avó também devem ter perambulando.

O tema: Literatura Infantil. Meus olhos brilharam. Tinha um projeto quase finalizado desde 2007 que, empolgada com as aulas de Braille,  pretendia terminar para lançar junto com Por Falar em Disputa... Foi faísca na gasolina! Cheguei em casa e num assombro de inspiração terminei tudo no computador, regletei em Braille (levei 12 horas! batendo reglete) e me joguei na criação da capa para a versão em tinta.



Primeira versão, primeiro exemplar, em Braille.
Escrevi esse livro no penúltimo ano de faculdade, pensando que se Haicais são "fotografias tiradas" com as palavras, quem não pode enxergar, principalmente as crianças, mereceria também a candura dessa literatura não adaptando-a para eles. Mas feita, especialmente pensando neles. Como? Priorizando os outros sentidos numa poesia concisa que se no original é totalmente da imagem, para ele falam em tato, olfato, audição e paladar. São as minhas sentidografias.
E a obra, na intenção de ir além das limitações fisícas, pretnede sensibilizar com a versão impressa em tinta aos que enxergam. Sejam crianças-crianças, ou crianças-adultas.

 Aqui está:

   Capa e Contrapa definitivas.

Sou apaixonada por Haicais desde os 14 anos quando, num curso de Ciração Literária que fiz no horário contrário da aula, na oitava série, o professor me abriu esse vasto mundo da sensibilidade do poema conciso. Ainda sei de cabeça o primeiro Haicai que escrevi, no ano 2000.  Quem conhece e admira a milenar arte dos Haicais, entende porque o haijin precisa de somente 17 sílabas para dizer tanto, o porque de tanta emoção com apenas 3 versos.
Minha mente que admira todas as culturas ao redor do globo, umas mais que as outras, é de brasileira. O brasileiro sempre que traz algo de fora para sua terra tempera com as coisas daqui, e sei disso por causa dos haicaístas brasileiros que admiro. Por isso, não pude resistir em não falar de outras coisas. Eu amo a natureza e quem lê minhas narrativas sabe disso porque não me furto à minuciosas descrições do ambiente, clima... Mas nos Hacais me era tentador demais falar também em outras coisas. Falo da natureza, pois sou poeta, mas falo também de... por exemplo? Comida, afeto... Mas mantendo tudo no efêmero em que se edifica o fazer haicai.

Para a capa do livro, elegi o Ipê, a árvore do Brasil. Atrás, a flor de cerejeira, quem precisa dizer quão nipo isso é? E só depois de ter o boneco do livro nas mãos percebi que ficou vermelho e branco como a bandeira japonesa. Havia escolhido por achar lindo esse branco e vermelho que afinal, inconsciente, tinha sua razão de ser.

Além dos haicais no livro está, numa linguagem fácil, lúdica a resposta a questões que, decerto, assim que as crianças (ou adultos) ouvem a palavra Haicai pela primeira vez, fazem:  O que é? De onde vem? Como se faz? E a explicação gostosinha das minhas sentidografias: Olfatografia, tatografia, palatografia, áudiografia.


O livro foi mais que aprovado por sua "cobaizainha", Sarah Negosseki Teixeira, 4 anos:









No final do livro tem um lugar para o leitor criar seus prórprios Haicais.




O espaço para ilustar!


E assim foi a emoção de assistir minha filhinha escrever sua primeira poesia: um Haicai que com alegria ilustruou.



Então se alguém for da região metropolitana de Curitiba, compareça hoje às 15hrs, na Praça 8 de janeiro, em frente a igraja matriz de São José dos Pinhais. Poderá ver de perto esse trabalho, ou prestigiar a literatura dos autores paranaenses que a cada dia tenho descoberto cada vez mais rica.




Aline. N. T. 11:18hrs

Comentários

  1. Como eu gostaria de ir! Ufa!!! Por que sou de Minas???? Rs.... Sabe o quanto torço por você e o quanto a admiro também! É muito lindo ver sua filhinha aí com o livro. Essas coisas dão sentido ao ideal que tanto perseguimos, não é? Projeto lindo e que certamente será um sucesso! Luz e inspiração sempre!!! Super beijo!

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  2. Eita que ninguém segura essa mulher! hahaha
    è um lançamento após o outro em suas mais diversas criatividades, Meu Orgulho s2

    E se princesa Sarah aprovou, está mais que aprovado. *-*

    É só teimar que dá certo, persistência é a palavra de ordem.

    Grande beijo querida e muitas asas para sua imaginação \o/

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  3. Pena que não pude ir. A descrição de todo o processo de criação e da experiência com a "cobaiazinha" já é fascinante. Parabéns por mais esta conquista. Muito sucesso!

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  4. Lari,
    tenho certeza que vc teria amado! *-*
    Tinha cada programação legal!! E muito livro barato.
    Espero que eles repitam outros anos esse evento! Tão pertinho de Jlle.
    Obrigada por seu apoio, sempre tão significativo para mim.
    bjs

    Bruna,
    com certeza vc esteve, pois na imaginação tudo é possível e só esse desejo já valeu como se estivesse. Vc realmente entende os significados: Só de a Sarah ter adorado, todos os esforços valeram, e depois ver os olhos das crianças brilhando me contou porque escrever é vocacionado nobre e não para ganhar dinheiro...
    Obrigada, bjs.

    Ialy,
    Esse lançamento nem eu esperava. O Senhor jogou de presente em meus braços, no dia que menos esperei!
    Será que vc é pisciana? Lágrimas? Já procurando aulas de Braille? Parece eu... ^-^ Alguém disse que sou uma caixa de sensibilidade e, lendo vc no Poetas de Marte, tenho percebido que se emociona com as mesmas coisas que eu e fico feliz que meu interesse que tmb veio de uma emoção, tenha despertado interesse em vc. Quanto mais pessoas para difundir e entender quão complicado é fazer acontecer a escrita a branco, mas a inclusão se fará presente!

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  5. Marion,
    pois eu sou tão avoada que depois que me toquei que por estar lá, vc não poderia estar cá!

    Quero saber tudo sobre como foi em Porto Alegre.
    Obrigada pelo doce comentário^^
    bjs
    Aline

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  6. Nossa, eu estou realmente encantada com você e com o livro. Parabéns! Pela sua iniciativa, pela sua força de vontade e por esse seu dom lindo que é a escrita.

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  7. Buba,
    obrigada!
    Conhecendo vcs que me incentivam tanto, dá ainda mais força para continuar e transpor os obstáculos!

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