e num só momento capturar
a verdade vivida
na alegoria da palavra.
Mas o tempo tem seu dono
e não posso tocar se não
no único instante que é
o presente vivo.
Têm:
acontecimentos,
gestos,
olhares,
significações,
que ninguém
se não eu e meu Pai
podem sondar.
E meu Pai, ainda maisque eu.
A verdade vivida é tão imensa
que já é fustigante narrar.
Até inorganizável
se é que essa palavra existe.
A gente espera certas coisas
por toda uma vida.
Chega a crer que não são
mais possíveis, que foram extintas.
Então...
Elas vêm e o coração só sabe sorrir:
Obrigada Senhor, obrigada...
Júbilo
é uma palavra que tenta
dizer o que vai ao coração.
Não é eficaz, só chega perto.
e toda a importância se centra
não nas coisas, ou bênçãosrecebidas
mas no amor que Dele recebo
e na cura de todas, todas as feridas.
Quando já se é difícil narrar,
quando a prosa se faz dolorida
o verso é o bálsamo amado
com que conseguimos nos expressar
explicar,
e hoje dividirei com vocêstão estimados leitores do blog
a poesia que me Inspirou
de angustia e alegria
que lá me levou para
em emoção inestimável
declamar a verdade
do meu coração.
Senhor, Eu Agradeço
Cântico Pelo Aniversário de 18 Anos da Igreja Batista Central de São José dos Pinhais - PR
(Aline Negosseki Teixeira, 30.04.2011)
Senhor Deus
Para Quem eu elevo meus olhosE direciono minhas orações,
Senhor Onipotente,
O qual criou as bases que me sustentam
E estabeleceu os limites do infinito espaço
E que é único e eterno
Ouvi agora tua serva que com seu
Por ter sido motivo de tuas lembranças.
Senhor, meu amantíssimo Pai,
Que é o Deus dos desamparados
Que provém e conforta
As órfãs e as viúvas e é Aquele
Misericordioso que perdoa os pecados
Receba agora meus agradecimentos
E guarde-me em tua companhia.
Ainda que nunca me tenha abandonado
Andei não sem amor, mas distante de ti.
Se meu coração sofreu e ansiou
E deprimiu-se amargamente diante
Das execrações que teu inimigo engoda
Teus filhos sobre a face de toda a terra,
Foi o Senhor quem fez esse meu coração
O qual constantemente rememora que
Seja de carne, de pedra é que não.
Era o Senhor quem me mostrava tudo,
E que sem teu guiar
O único caminho que resta
É o do matadouro.
O Senhor ouviu o meu pranto,
naquele dia tocou em mim
e, tendo proferido a súplica tanto
Nesse lugar trouxe-me.
Não haveria mais lugar para congregar?
Perguntei ao meu Senhor.
Não haveria mais uma congregação
Que se reveste de amor e dedica-se
Ao santíssimo nome do Messias?
Se houver, pedi eu, leve-me lá.
Não haveria, meu Pai, perguntei eu,
Um lugar terno
Em que pudéssemos aprender,
Partilhar, servir e empreender?
Um lugar para compreender?
Se houver, pedi eu, leve-me lá.
Uma igreja
Cheia de almas ansiosas
por da vida eterna saber?
Almas que se olham nos olhos
E se chamam pelo nome,
Como no tempo
Daqueles bem aventurados
Que pelos santos de Cristo eram
Pessoalmente apascentados?
Se houver, pedi eu, leve-me lá.
Então o Senhor trouxe-nos aqui
Na igreja que batiza, comunga,
Delega, exorta, ora e não julga.
Senhor, eu agradeço
Pela sagrada comunhão da igreja
Que é suave e bom ante os teus olhos.
Senhor, eu agradeço
Pelo oásis nesses tempos difíceis
Em que o opositor não perde seu pouco tempo
No intento vil de desviar teu rebanho
Do ensinamento reto.
Senhor, eu agradeço
Com o júbilo fraternal
pelos anos dessa igreja.
Que essa igreja,
Que te pertence e a teu Filho,
Sempre testemunha seja.
Amém!
Aline Negosseki Teixeira - 12h40min



Aline, Parabéns pela poesia, assim como cada palavra nela escrita é como um bálsamo ao coração de quem lê. Vê-se que Deus tem alimentado o teu dom com tanto cuidado, transformando cada verso teu, a um verso a ser lembrado.
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