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Perdão


Como eu posso querer ser perdoada por meu Senhor se não faço o que Ele me pediu?

Que eu amasse ao outro como Ele me amou? Não importa o quanto me arrependa de uma transgressão, não importa a sinceridade desse arrependimento e a disposição de não voltar a cometê-lo; para ser perdoada eu preciso perdoar.




Imaginemos o quanto Yeshua (Jesus) perdoou...
Sua família achou que ele era louco, os apóstolos não entendiam seu ministério e queriam fazê-lo rei a força, como se a magnitude de seu propósito fosse meramente terreno, muitos o abandonaram durante os três anos de seu ministério. Os mais próximos ainda também o deixaram quando Ele foi entregue nas mãos daqueles que o mataria. Quando o humilhavam, com tanta injustiça e violência, e crucificavam, ele pediu ao Pai: “Perdoa, eles não sabem o que fazem.” E ele perdoou a todos!
Talvez digamos: “Mas eu sou humano, ele era Deus.” Não. Estamos errados. Ele não era Deus. Ele é o Deus verdadeiro e vivo. E viveu como homem, sujeito às sensações de homem. Ele também por vezes se entristeceu e se indignou com as desventuras humanas. Mas venceu a tudo isso e ressuscitou. Fez-se a verdade encarnada que apareceu a Shaul (Paulo) na estrada de Damasco. Paulo era um matador de Messiânicos (Cristãos), e estava a serviço do sistema religioso de sua época, mas o Salvador o perdoou antes mesmo que ele se arrependesse. E, chamando-o, o regenerou, dando-lhe um novo coração e novas vistas. Dando-lhe uma nova vida. E esse mesmo Shaul (Paulo) disse, tempos depois: “Tentem imitar-me porque tento imitar o Messias.” Mostrando a nós com os inúmeros exemplos de sua vida como é possível para nós perdoar àqueles que nos ferem, à semelhança do Messias homem.
Por não saber a real dimensão do que fazem, muitos magoam. Não uma vez. Mas vez e vez e mais vez. Magoam-nos tantas vezes que, estraçalhado e pulverizado, de tanta dor que nos causam, nosso coração, cheio de mágoas, endurece e esquece como quando éramos crianças era tão fácil perdoar, dar o dedinho e seguir em frente, se relacionando.
O Senhor, nosso Messias, veio explicar como é fácil vislumbrar o reino do Pai. Amando... E amar é perdoar.
“Então Kefa (Pedro), aproximou-se e lhe disse: Rabbi (mestre), quantas vezes poderá pecar o meu irmão contra mim, e eu terei de perdoá-lo? Umas sete vezes?” No que o amoroso Salvador lhe responde:
“Não; não até umas sete vezes,” Yeshua (Jesus) respondeu, “mas setenta vezes sete”
 Mateus 18:21-22
Se perdoar é amar, que tipo de amor é esse? Não é esse que o mundo tenta te convencer a crer. Um amor limitado e egoísta. Um amor que porventura pode acabar. Um amor ciumento e rancoroso. Um amor mesquinho que só acontece se houver algo em troca. O amor que do qual se fala em razão do Senhor é aquele descrito em I coríntios 13.

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; (...)”
1 Coríntios 13:4-8
Não foi assim mesmo e ainda o é o amor de nosso Salvador por nós?

Muitos dizem amar ao Senhor, muitos dizem confessá-lo, mas no instante seguinte está zombando, magoando, ferindo ou negando uma segunda, terceira, quarta, 19102938924ª chance ao seu próximo. Quando não basta declarar que O ama, não basta confessá-lo diante das pessoas, por receio de ser negado por Ele diante do Pai naquele dia do juízo. Confessá-lo por medo se tornará leviano se não for observado sua seguinte declaração:
“Quem tem meus mandamentos e os guarda, esse me ama; e quem me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me revelarei a ele. Yochanan (João) 14:21
Quem o confessa, é porque o ama. E quem o ama, escuta seus preceitos.
Quem verdadeiramente se comoveu com o exemplo de vida do Senhor Messias, quem ainda mais se comoveu com o sacrifício de horror o qual pacificamente Ele se entregou por cada um de nós, inclusive eu e você pessoalmente, anseia por si mesmo procurar saber quais são esses mandamentos, e obedecê-los, pois neles se manifestam a justiça.
São mandamentos que não são dados por homens, mas por Ele mesmo.
“E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão.” 1 João 4:21
 “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.” 1 João 4:16
“Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu” ?1 João 4:20

O amor é o maior dos mandamentos.

“Aproximou-se dele um dos escribas que os tinha ouvido disputar, e sabendo que lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos?
E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.
E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele;
E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.
E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada.”
Marcos 12:28-34

Não importa quantos louvores entoemos, quantas poesias de adoração escrevamos, quanto dinheiro damos para a obra do Senhor, quantos discursos empreendamos, para quantas almas levemos as boas novas da salvação. Se não amarmos, e isso inclui perdoar, uns aos outros, tudo isso será vão e inútil.  Vejamos o que o Senhor disse através de seu profeta Isaías, no livro que leva o seu nome, capítulo primeiro, nas sagradas escrituras.

12 Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu de vós isto, que viésseis pisar os meus átrios?
13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembleias, não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene!
14 As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer.
15 Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei; porque as vossas mãos estão cheias de sangue. (Quantas se assassina ao próximo em pensamento?)
16 Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal;
17 aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva.
18 Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã.  (...)

Se amarmos, nos arrependeremos, se nos arrependermos, faremos o bem a toda a gente. E qualquer manifestação daquele que não ama, que não perdoa, que não faz o bem, daquele que só manifesta sua caridade àquele que lhe convém, se tornará abominação para o Senhor.

Depois de refletir muitas coisas, e sentir uma tremenda angustia em meu coração, eu ouvi outra vez, e com que alegria! A voz de meu Senhor dentro de meu coração... E não importa o quanto minhas mágoas, ou as pessoas digam que eu não deva perdoar. Eu seguirei aquilo que me aliviou, aquilo que disse meu Senhor, que sempre me amou, me salvou e nunca me mentiu. Perdoar! Ainda que não me peçam. Ainda que nem cheguem a saber, por falta de oportunidades. O meu Pai sabe e tudo vê! Porque quando perdoamos não fazemos um bem somente àqueles que nos magoaram, como também a nós mesmos, livrando nosso espírito de um peso mui grande.
Amém!

Aline N. T.
22h22min
03.10.2012

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