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Folhetim

Somente quando cliquei em "Nova Postagem" que criei coragem.
=)
Eis a nova surpresa literária que planejei para o blog.
O blog é a desculpa para todos meus desejos literários, já repararam?

Nem vou caçar rodeios. Vou dizer logo.

Vou postar romances aqui no BLOG. *-*

Eu poderia fazê-lo em outros lugares, como fóruns e páginas em redes sociais, com público-alvo específico, porém, criei tanto carinho por esse meu cantinho de letras, e é tão delicioso ficar acompanhando suas estatísticas que, desde aquela noite do lançamento de Por Falar em Disputa..., tão maravilhosa, que já estou com essa ideia em mente e ia fazê-lo durante a gravidez, mas, ah, tantas coisas me aconteceram.
Acho que agora, mais de um ano depois, vai. =)
Estou até acordando mais cedo para ter tempo de escrever, pois as ideias fervem a mil graus aqui dentro da mente e do coração. Mando a Sarah para a escola e sento aqui, na minha mais nova história, que em breve vocês poderão acompanhar.
Uma leitora tão querida gostou bastante e disse que isso é como os folhetins! Aqueles que saiam pedaço a pedaço nos jornais. E que emoção era acompanhar até ler o final. Fico imaginando se eu lesse José de Alencar tendo de esperar número a número para saber o desenlace de seus enredos. Principalmente A Viuvinha!  Teria um 'treco' de tanta ansiedade! 
E, puxa, foi exatamente a inspiração que tive quando da ideia. Como os antigos escritores folhetinistas, como cheguei a comentar aqui no blog. *Suspiros!*
Mas, voltando ao novo romance.
Ficam aqui dois adiantamentos:
O meu novo romance folhetim é histórico e se chama Serra da Estrela.
Está com vários capítulos prontos e quase todo o enredo formado aqui na caxolinha. O próximo post será o da sinopse e apresentação das personagens.

Quem vai ler levante a mão! ;)
Então, até lá!

Enquanto eu me preparo aqui, fiquem com um pouquinho da história do folhetim, que andei pesquisando e escrevi aqui para vocês saberem um pouquinho mais sobre isso que me encanta muitíssimo. Só um tira-gosto!


Alexandre Dumas, cujo estilo de
capa e espada vai emprestar-se
particularmente bem ao romance-folhetim.
Folhetim é uma novela popular, cuja publicação ocorre em episódios em um veículo de comunicação.
Em julho de 1836 publicava-se, na França o primeiro romance em formato folhetim.  A condessa de Salisbury, de 15 de julho a 11 de setembro, autor Alexandre Dumas (autor do célebre O Conde de Monte Cristo, e pai do autor de A Dama das Camélias, Dumas Filho, que inspirou nosso José de Alencar para seu lindíssimo Lucíola e teve várias adaptações para o cinema e a tevê). Essas publicações ocorriam em jornais e, não demoraria para que, nesse mesmo século, fosse importado para o Brasil em traduções muito ruins.
Joaquim Manuel de Macedo publicou dessa maneira A Moreninha, caindo nas graças do público com sua bela e romântica, emblema da época, história seriada.
O nova febre, sucesso absoluto em Paris, que tinha espaço nos rodapés dos jornais, foi logo mal vista pela crítica, que chamou-a de cultura industrial de massa. Os puristas e puritanos repudiaram. Rendeu processos, pedindo sua proibição, sob a acusação de que dessa forma não poderia existir qualidade de estilo e forma e, ainda, alienaria a imaginação, e disseminaria péssimos valores. Quem se importa com isso hoje? Difundiu-se mundo afora, ganhou sons com a era do rádio e imagens em P&B com o advento cinematográfico e, depois, televisivo. Até que... se tornou cheio de cores. *-* (Amo um filme de época ou uma linda história de amor contracenada por atores cativantes). O que vale é a difusão da informação, o entreter e a arte que não pode ser definida por essa ou aquela camada social, mas eleita por cada coração quando da leitura, na identificação que é individual a cada um.
Até o dia de hoje eu penso que nada concorre com o mundo que EU crio quando leio uma obra, um tempo vista como populista e, se de fato fosse, que alegria sabê-lo. Saber que houve um movimento que deu à massa a oportunidade da leitura que é transformadora e, sabemos, hoje começa-se lendo o que é o pop, amanhã se está buscando por textos mais profundos.
Sabe qual foi o melhor espaço que o folhetim ganhou lugar? Na internet! =]

José de Alencar, o maior folhetinista
brasileiro, publicou todos seus romances em
jornais.
Fansfics, originais, fóruns, blogs... muitos escritores saíram da gaveta, dos planos infinitos e mostraram ao mundo o que tinham dentro de si.
Porque o importante de se escrever não é ser lido?
Creio que não importa o meio. Se obra completa, série, papel tinta ou a branco (braille), áudio, ou internet. O que vale é propiciar ao "leitor" a incursão ao mundo que o autor criou bem ali, externando tudo que nasce dentro de sua imaginação para fora, de modo a ser internalizado e re-transformado segundo a bagagem prévia de cada um (leitor).
Eu comecei a escrever na escola, observando os autores que faziam parte do meu dia a dia, me apaixonando pela escrita quando a soube possível de criar tudo que eu queria, quando das aulas de "composição"; mas, foi na internet que eu comecei um contato estreito com leitores que me fortaleceram tanto a auto confiança, que eu soube que eu não queria fazer mais nada que não escrever, principalmente ficção. Só quem escreve entende o que é construir sonhos e fantasias no coração do leitor. E assistir, vez após vez, perceber tão de pertinho sua alegria e ansiedade por saber o que vem no próximo episódio, além do "Continua..."

=}
Como é bom falar do que se gosta com quem quer ouvir!

Mais informações:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Roman-feuilleton

E aí, algum jornal quer me contratar?
=D

Até mais,

Aline N. T. -- 14h02min

Comentários

  1. \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/, hahahaha!

    Eu já me imaginei diversas vezes acompanhando exatamente A Viuvinha em folhetim! Teria tido um treco com certeza, kkkkkk' Até hoje ao reler alguns trechos desse livro meu coração se manifesta como se eu nunca o tivesse visto. E
    já que sabe como a gente sofre com folhetim, por favor, nada de me aperriar hein Aline? :P

    Gostei muito dessa breve introdução sobre os folhetins. O que hoje consideramos clássicos da literatura já foi repudiado pela sociedade... Isso me lembra nossos romances de banca hoje quando a maioria torce o nariz.

    "Como é bom falar do que se gosta com quem quer ouvir!"

    Com essa frase final, nem preciso dizer mais nada! Concordo em gênero número e grau.
    Quem dera eu ter um jornal ou editora, você estaria assinando um contrato hoje mesmo!
    Sucesso Infinito Afilhada, você merece :)

    P.S: ADOREI a reflexão de agosto! *-*

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    Respostas
    1. Hahaha, Ialy
      tentarei, tentarei!
      Vida de mãe é cheia de imprevistos, mas eu tmb fico ansiosa por postar.

      Já imaginou ler A Pata da Gazela então? =D

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  2. Gostei da ideia... é gostoso ficar com esse gostinho de quero mais e depois encontrar o próximo trecho... só para querer mais novamente.

    Beijos... e até quinta (esse dia promete ser histórico!)
    Cris

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    Respostas
    1. Promete mesmo!, Cris!!
      Nem lembrei de divulgar, mas o faremos no próximo!
      Nesse a gente organiza as ideias.
      bjs e até amanhã!

      Excluir
  3. 0/ tamo na área se dirrubar é pernaltis =]]]]

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