Pular para o conteúdo principal

O que você tem a fazer?



O que o Criador gostaria que você, meu amigo, minha amiga, fizesse num dia de domingo?
Beba os dias, um a um, como quem come o "pão nosso de cada dia" que o Senhor nos tem concedido.
Seja Feliz! Faça os outros FELIZEEEESSSSSSSSS.............

Certamente, o domingo que eu tive hoje foi inesquecível.
A Sarah pegou catapora na semana que se passou. Seus olhos estavam caidinhos. As pálpebras inferiores e superiores muito vermelhas, inchadas. Ela sempre terna e meiga, sempre tratável minha querida filhinha. Mas, ah, tão tristinha. Parte o coração de mãe! Imaginem o que é ter que usar luvas para cuidar de sua própria filha, por receio de passar o vírus malvado para a outra filha, que te parece tão indefesa? Eu sei, muitas mães passam por isso. Mas, sei também, para cada uma em particular é uma dor particular. Eu vivo as coisas muito intensamente.
Geralmente não me desespero. A maioria das coisas não estão sob minhas forças, minha autoridade. Faço o que está ao meu alcance, mas sofro...
Foi uma semana difícil. Seria ainda mais se eu não tivesse uma marido tão companheiro, sempre pronto a me ouvir quando estou mal, a me ajudar a cuidar dessas pequenas que o Senhor nos confiou.
Uma ferida horrível se formou na testa da Sarah. Primeiramente achamos que era picada de pernilongo. Eu fiquei desconfiada, mas só quis acreditar que ela estava com catapora quando muito tarde da noite fui lhe dar banho e suas costas estavam crivadas das coceirentas feridinhas. Como impedi-la de coçá-las?
Ela queria me abraçar e não podia. Então dei um jeito de criar um modo para ficarmos perto sem me arriscar, uma nova brincadeira... E que, a noite, ela não podendo dormir conosco e nesse frio! (Com o novo membro na família tratamos de arrumar uma cama nova para caber todo mundo! Foi o melhor presente de dia das mães que já ganhei!) O Matheus ia ficar com ela, lá em seu quarto, até que dormisse...

Eu havia combinado de levá-la no domingo, hoje, para brincar com seu primo, o João Pedro.
Ele mal podia esperar, atormentando a vida de sua mãe que queria a Sarah.
E ela... ah, a Sarah sonhando em brincar com ele.
Ela me ligou para confirmar e eu disse que talvez não pudesse ir, por causa da situação da Sarah. Então, ela disse que se a Sarah estivesse se sentindo bem até lá, que fosse; ela preferia que o filho pegasse catapora que ficasse sem brincar com a prima Sarah. Qual é o preço disso? Simples: Não tem.
A Sarah ficou muito feliz e contava o tempo que faltava para o percurso de uma casa a outra terminar.

No fim, passamos um dia maravilhoso, com pessoas divertidas, comendo, conversando, ouvindo histórias de um modo descontraído, tão único. Uma cena típica de um dos meus romances... (!) E a Sarah, reverdeceu de alegria. Espuletou tanto, mas tanto no dia de hoje que quando chegou em casa quase desmaiou de sono... só que aí ela teve vontade de desenhar e ouvir minhas conversas "de adulto". E eu me lembro quando era criança e AMAVA conversa de adulto.

Depois, eu estava pensando...
Onde meu Pai Celestial gostaria que eu estivesse hoje, nesse dia de domingo?
Além daqueles que amo naturalmente, além daqueles que me fazem felizes, além daqueles que tenho obrigação de servir (eu pedi e ele me deu uma família para cuidar e para cuidar de mim, é assim que Ele nos cuida) era importante que no domingo, na segunda, na terça, na quarta, na quinta, na sexta, no sábado... nós estivéssemos nas ruas, nas prisões, nos hospitais, nos orfanatos, nas escolas, nas casas de outras pessoas, outras famílias e também na nossa, fazendo em tudo que nossos olhos, nossas mãos, nosso CORAÇÃO tocasse a sua obra de amor. Em cada gesto lutando contra nós mesmo para esquecermos de nós em prol do próximo. Alguém disse que seria fácil? Não; mas temos de lutar contra nós mesmos.

A minha vida pertence ao Criador e onde eu estiver foi Ele quem desejou primeiro que ali eu estivesse.
E essa semana, apesar da catapora da Sarah, da constipação da Raquel, foi infinitamente abençoada porque pude partilhar da presença da minha amada irmãzinha Emmanuela que veio me visitar, como foi abençoada a ajuda que me deu olhando a Sarah no auge de sua catapora para podermos levar a Raquel na neuropediatra a qual esperávamos a consulta há dois meses exatos, e esse domingo prazeroso e maravilhoso com minha querida prima, minha tia Regina e o lindo do João Pedro...

Desejo a todos que lerem esse texto uma semana repleta do amor do meu Pai Celestial!

Aline N. T. -- 22h24min -- 27.05.2006


Aline N. T. -- 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Por Falar em Disputa... enfim!

Dia desses eu escrevi um e-mail para alguém muito especial... Especial, não só porque ela gosta dos romances do Erico Verissimo, mas porque ela me apóia desde quase o comecinho - foi uma das primeiras a comprar O Último Baile do Império , quando eu tinha até receio de dizer a alguém "sou escritora". E, tendo gostado, disse que se tornaria minha leitora sempre e sempre. E eu vivo falando aqui sobre pessoas que me apóiam, blá e etc e, embora possa parecer repetitivo, só um autor em carne, coração e sangue, em início de carreira, talvez entenda porque é tão importante esse afeto, esse carinho dessas primeiras almas que creditam valor em nossa obra. Depois que ela leu pela segunda vez um romance de minha autoria, ficou ainda mais empolgada, queria ler a história anterior a essa... É uma série que estou escrevendo e resolvi começar a publicar no segundo semestre do ano passado. Mas coisas inefáveis me impediram. Não pensem que exagero. Inefáveis mesmo. =] Eu estou fala...

O Último Baile do Império

Como foi que essa história aconteceu? — I Quando começou minha história de tamanha afetividade com a literatura? Impossível, ou extenso, ou longínquo mensurar. Eu ainda devia estar aninhada nos genes de minha mãe, lá pela segunda metade dos anos 60 quando o pai dela incutia nela, em minhas tias e tio o gosto por leitura, por conhecimento... Mas vindo daí, pulando mesmo o importante momento da infância, darei um grande salto por tudo que acontece entre este espaço de tempo e onde começa a história que deu origem ao meu primeiro romance (finalmente concluído). Período que tem muitas e longas e novelescas histórias que são, muitos desacreditam, fatos reais. Como sempre me perguntem de onde veio a ideia... Aqui começo a contar como se deu em minha mente e alma o prenúncio de O Último Baile do Império. Contarei em partes para não enfastiar vocês, leitores. Essa história começou muitíssimo antes de eu vir espantosamente viver na casa que viveram por muitas décadas meus bisavós e minha tia-a...

Graciosa - Preâmbulo e Prólogo

Preâmbulo             Comecei a escrever esse romance quando estava gestando a Raquel. Em fins de 2011. Num gás de inspiração escrevi quase 50 páginas num período curto, talvez de uma semana.             Aconteciam-me coisas naqueles dias que, embora a inspiração continuasse, me fizeram parar de escrever. Prefiro contá-las em outra ocasião.             Agora a Raquel já nasceu, a Sarah está na escola, e eu com a velha inspiração a ponto de ferver, senti que já poderia voltar para ele, com todas as ideias que tem perambulado por minha mente.             Como ainda estou escrevendo não há muito que dizer nesse preâmbulo sobre sua constituição. Então, vejamos, talvez, eu escreva uma “nota final” quando concluí-lo.       ...