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Campina dos Lobos



É com a maior empolgação e orgulho que anuncio a vocês a publicação do meu romance Campina dos Lobos. Publiquei ontem no Amazon: http://bit.ly/1idmEAj
Esse foi o segundo livro que comecei a escrever, porém, devido a complexidade da obra, não foi o segundo que terminei. Antes dele teve o término De Amor e Destino, Por Falar em Disputa e Por Falar em Lembranças... que foram iniciados depois.
Levei cerca de dois anos para escrevê-lo e o fiz assiduamente e com muita emoção.
Uma amostra pode ser baixada gratuitamente no Amazon para leitura em PC e demais plataformas digitais. Nessa amostra é possível ler o resumo da obra, notas, o pre-âmbulo que escrevi quando do término do romance e até missivas digitais com a amável e querida Dinda desse blog, no que se torna possível começar a compreender de que se trata esse livro que me é um filho tão caro que se estende por mais de 750 páginas.
Originalmente, eu planejei que tivesse cerca de 300, mas, quem mandava não era eu! ;D Não eram outros se não esses emblemáticos personagens que gritavam todos os dias pedindo destino.

Espero que leiam, quem sabe apreciem, e mais quem sabem ainda me escrevam me dizendo as impressões que esse querido entre queridos causou.

um abraço da mais profunda gratidão pela constante atenção,
Aline NT.


Resumo da Obra:


Idos da segunda metade do século XIX — 1862 - 1877


Vale Fluminense do Café...
A Corte do Rio de Janeiro...
A Recife dos abastados canavieiros...
Idílios paradisíacos e palcos de horror!
Opulentos espaços e sinistras reentrâncias!
Histórias de amor de vidas que se intercruzam tecendo a vida de almas sedentas por justiça, liberdade e... amor!

Fazenda Campina dos Lobos, Vale Campina – RJ

1871
Aidan de Henriques, rico financista, feito Coronel e herói na sangrenta Guerra do Paraguai pelo próprio Duque de Caxias, com cicatrizes riscando seu corpo e sua alma, assoma em Campina dos Lobos, opulenta fazenda cafeeira do Vale do Paraíba, em busca de retaliação.
Depois de ter deixado nas conflagradas regiões fronteiriças do Prata seu sangue, sua fé, e sua esperança, só um propósito de vida o demove: vingar-se de seu pai, o Barão Luís Tasso Carneiro, o qual lhe impusera terrível trauma muitos anos no passado, quando não era mais que um menino de calças curtas.

No entanto, ali entre os Carneiros, encontra tudo o que jamais esperaria.

Desde o primeiro olhar tem a vida e a devoção capturada pela figura contraditoriamente doce e rebelde de Arielle Moissonner, a filha de dezesseis da preceptora de seus meios-irmãos. Não hesita em fazê-la sua — os argumentos para isso não falham, embora o principal que ele não negará, seja o febril e ardente desejo que ela lhe desperta e o intenso amor que ao longo do tempo, dos anos que passam, se torna cada vez mais obsessivo.

Novo Senhor do arraial de Vale Campina e da grandiosa fazenda Campina dos Lobos, pequeno império que compulsoriamente Aidan exige hereditariedade, no escorrer dos dias, meses, anos ele encontra motivos para desviar-se do plano inicial que o movera a tomar a região.
Se de seus atos surgem consequências terríveis, o que ele fará incansavelmente e sem descanso é cuidar que elas não se tornem em tragédias cáusticas que fariam por sucumbir de vez o homem que da vida só teve ilusões desfeitas e as boas intenções varadas pela lança da hipocrisia e iniquidade.

Então o tempo, o reencontro, a paixão avassaladora...

Após quase cinco anos Arielle julgava ser indiferente ao marido que nunca mais vira desde a manhã seguinte a sua casta noite de núpcias da qual carrega lembranças e impressões inefáveis. Depois de enviada para a Corte, naquela manhã longínqua, dia a dia ela construiu suas próprias aspirações para o futuro. Numa noite inesperada ele a arrebata do portentoso Colégio da Viscondessa de Corusca e rumam para Botafogo, hotel Pharoux. E, daí, para Recife numa luxuosa nau, para a adiada lua-de-mel na qual já inicialmente se pressagia que uma verdadeira guerra está por começar. Arielle, nos anos de distanciamento, fez novos amigos, aderiu ao movimento abolicionista e republicano, estudou o Iluminismo, os filósofos e, decididamente, não tem certeza dos sentimentos que o formidável e temível militar alcançou nela quando não passava de uma inocente sinhazinha provinciana. Então, a estadia em Ilha da Jangada para lhe render, dobrar, domesticar. A selvagem e jovem baronesa entregará seu espírito Iluminado ou, antes Iluminará um obscurecido?
Era apenas uma batalha.

Quando Aidan de Henriques vê seu maior sonho a ponto de se realizar os Carneiros se engalfinham feitos lobos selvagens, fazendo-o pagar por seus atos e, outra vez, roubando-lhe o tempo e encarcerando seus pensamentos, seu grande amor.

Embora os anos venham engolindo as acres lembranças dos entreveros entre a tríplice-aliança e os paraguaios, empurrando a pútrida página de uma história vil para baixo do tapete do heroísmo, as impressões doridas de um Coronel enojado com a torpeza da guerra, sob os dedos delicados da baronesa incauta, a quem só resta esperar, se reavivam como brasas esquecidas sobre as cinzas da amargura.
Do alto da fabulosa Mantiqueira que aveludada abraça a Fazenda Campina dos Lobos, palco de alegrias e dores, uivam os lobos-guarás. As famílias coexistem enquanto, na mata, o inexplicável, por isso, creditado sobrenatural, acontece.

Os entrelaçares de vidas perfazem o conto de uma fatia de tempo do idealizado e romântico século XIX. 
O amor proibido do poeta e estudante de medicina abolicionista Eduardo d’Anjo Maia por Mariana de Faria, filha do Boi de Prata, escravocrata temível; as ardentias sensuais e inspirações melancólicas geradas desse amor impossível que vem a resultar no nostálgico “mal-do-século”.
A justiça idealística do amor de uma escrava mestiça e de um tenente filho da classe média carioca — antiga profecia e mistérios insondáveis dos antigos príncipes do reino d’África, os de Luanda.
O modo militar acrescido de uma tática obediência-recompensa do Barão Aidan de Henriques em sua fazenda, culmina no descontentamento dos escravos do Conde de Boaventura, da Fazenda vizinha. Cansado das exaustivas corridas a quilombos e lutas internas ele traz ao arraial os primeiros imigrantes italianos. Abatidos, combalidos, desiludidos e doentes eles chegam num dia certeiro a Vale Campina. O dia que o Dr. Tiago vem pela estrada, pensando no seu coração confuso que insiste em reclamar a baronesa para si, mulher de seu irmão mais velho. Nessa tarde, Dr. Tiago Carneiro será apanhado pela bela Giulia Merindello e, assim, o casal começa a escrever as primeiras linhas da futura cidade civilizada por ele idealizada.

Quanto às assombrosas surpresas, os vis infortúnios e a tortuosa caminhada pela senda psicológica que remete desde a infância, somente a personalidade impávida da audaciosa Arielle poderá suster o Coronel, como um homem completo — acima de qualquer título de nobreza, patente ou posição social. O homem que “é”, antes do que “tem”. Um homem pode resgatar a pureza adormecida no ofendido mancebo que foi?

Paixões proibidas, amores perdidos, velhas influências e conspirações completam o enredo que constitui o emaranhado de ações que se ligam de algum modo a desagravos de amor, de liberdade, de igualdade e de justiça.
Um romance que, mais que narrar fatos épicos da história do Brasil, sonda de perto o psicológico dos entes que o compõe e, por sua complexidade e entrelaçar de personagens, lembra uma obra de teledramaturgia.

São mais de 750 páginas de amor, romantismo, surpresas e idealismo.

Trilha sonora:



Comentários

  1. Aline

    Fico tão feliz com as notícias da publicação dos seus livros, mesmo que sejam digitais! Aliás, minha rendição aos livros digitais começou com os seus "filhotes"... ainda amo os livros de papel, é claro, mas os digitais tem lá suas vantagens!!

    Perdi um pouco o contato com o seu blog nas férias, e vi até que não estava mais "seguindo" o blog - não sei como isso aconteceu, mas já atualizei email e senha e recuperei meu status. Vou ler agora tudo que tinha ficado para trás, vi que tem muitas novidades...

    beijos

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