Posso dizer que, enfim, depois de muita emoção concluí esse romance. E isso foi no dia 30.12.2013.
Hoje quando fui subir o arquivo no Amazon fiquei tão emocionada que senti aquela tremedeira boa no coração. Tanto trabalho, cuidado e emoções que fica difícil explicar ou até falar a respeito.
Quero dividir com vocês a capa oficial. Quando comecei a escrever esse livro em fins de 2011 nunca pensava que daquele despretensioso casal que risquei com giz pastel viria muito depois não apenas um enredo, como uma trama toda Graciosa.
Eu poderia ficar aqui, sendo a eterna repetitiva, mas resolvi que é mais acertado postar a tal nota final que lá no preâmbulo eu disse que talvez escrevesse. Alguém lembra? O faria se tivesse mais a dizer... Mais emoções...
E coloca mais nisso! rsrsrs
Vou colar aqui, pois a nota fala por si mesma. Terei de cortar algumas frases por causa de alguns spoillers.
Sinto muito que eu não continue a postar em formato folhetim até o final aqui no blog, esse meio que tanto me fez crescer e conversar com pessoas queridas, sentir as emoções post a post com nossos protagonistas. Acontece de além de ter me envolvido em outros projetos, iniciamos um projeto em família que está tomando muito esforço e energia.
É algo bem grande, isso posso adiantar. Mas, depois, eu espero, quem sabe ver meus livros traduzidos para o francês, uma sonho muito, muito dourado e antigo.
Por enquanto está publicado apenas em formato digital no Amazon (em breve em outros formatos), pois não tenho condição (tempo e fundos) para providenciar uma tiragem física. Mas, farei um exemplar para mim e um para a querida Biblioteca Municipal Scharffenberg de Quadros, de São José dos Pinhais - PR.
Tive tanto trabalho para escolher a imagem perfeita para a capa até que me deu um estalo.
A graciosa Mary Cassatt que admiro desde a adolescência e suas lindas Lilases na Janela.
Nada mais perfeito, não acham? Olhem bem para as pétalas. Todos os tons pelos quais as emoções fizeram já os olhos da Amélia se transformarem.
Pensei nessa linda imagem quando estava revisando um trecho em que a paisagem é comparada a uma pintura impressionista (minha escola dileta) de Renoir.
Capa
Banner promocional.
Texto da 4ª Capa
Sinopse
Uma fábula sobre...
a filha da profecia.
A Rosa Rebelde dos olhos que lilaseavam
em sentimentos do mais puro amor
e do apaixonado e magoado namorado que apesar do desagravo
não podia arrancá-la dos olhos e coração.
O amor de Amélia e Fabrício
Escrito no sábio Rolo do Tempo pelo Grande Escritor
desde a eternidade imemorial.
E o formidável e eternal questionamento:
Destino ou Livre Escolha?
Graciosa
Um amor que foi prescrito antes do tempo...
Amélia ainda não nascera quando ele começou a procurar por ela.
Fabrício saberia que era exatamente ela quando visse as duas ametistas preciosas olhando para ele. Assim ele a reconheceria.
“Olhos como jamais viste te implorarão por perdão antes que saibas que eles pertencem a verdadeira dona do teu coração.” — Com aquelas palavras ele correria o mundo buscando-a, como um amaldiçoado numa sina inescapável, até o dia que soubesse que o que existe, o que somos, o que fazemos, o que vivemos e viveremos é fruto do casamento que houve da Livre Escolha com o Destino, que deram a luz à duas filhas: a Predestinação e a Liberdade. Assim, no final, em vista de tudo, de todos, a escolha caberia a ele.
Ir ou não, outra vez, em busca de Amélia, a desconcertante existência dos olhos violáceos como lilases em flor?
“Na Serra da Graciosa, longe do brilho enganador das galas dos salões, no enigma emblemático de uma lenda e de uma terra intocada, é que o sentido de tudo será alcançado, o aprendizado forjado, o amor refeito, as almas que se desfizeram em cacos, restauradas. Quando não mais souberes para onde ir, procure a Serra da Graciosa, a terra da qual emergiste! No amargor do mate escuro, à sombra dos pinheirais, você encontrará a doçura toda de que precisa. Nada além, nada inferior; tudo que merece.”
Com as palavras da mãe a ferver o coração desesperançado, Fabrício descerá e subirá, deslizará pelos perigos sem fim do desconhecido, e chegará às terras altas da Serra da Graciosa, tocará seus belos outeiros, e entenderá em cada flor, cada pedra, cada marulhar dos regatos puros, cada pinheiro, cada pinha e pinhão, no pousar das gralhas tão azuis, que toda ação tem uma consequência, a predestinação resvala-nos para o que é correto quando nos deixamos entregues, e a escolha é possível, mas não podemos argumentar com o resultado. Se escolher é sempre um destino, no estar destinado também se escolhe.
***
Nota Final da Autora
Graciosa...
Esse é um lindo
título para uma obra.
E não me
ocorrera até quase o meio da trama. Inspirado no conto imortal A Bela e a Fera
de Madame Beaumont, tinha esse mesmo por provisório, com o acréscimo do cenário
principal da obra. A Serra da Graciosa, que leva ao litoral do meu lindo
Paraná. Não tinha a menor graça levar o mesmo nome da história clássica pois isso não o diferenciava. Afinal, como um original tem suas particularidades. Nenhum nome me ocorria, no entanto. Com o desenlaçar das situações percebi que nossa protagonista, com seus
inesquecíveis olhos lilases, era tão graciosa quanto o nome da serra... E me
ocorreram ideias para os próximos livros. As ideias me atormentam, ribombam em
minha mente. Como não canso de repetir, como dói os dedos não serem tão velozes
como a mente. Não resistirem à velocidade da inspiração.
Graciosa!
Dezoito meses
vivendo essa vida paralela. Não, paralelismo não é a palavra adequada. Uma
mescla. Sim, uma mescla de existências eu experimentei.
Duas gestações para
trazer ao mundo esse livro e em 30 de dezembro de 2013 finalmente eu terminei
essa história que estava encravada dentro de mim.
De forma lírica
muito de verdade, de realidade e de sonhos estão romantizados nas linhas desse
enredo que me fez chorar, suspirar, sofrer, viver, aprender.
Amélia é uma
protagonista maravilhosa. Adorei cada minuto de sua companhia. Ela é
maravilhosa... Não sei se posso dizê-lo no recurso narrativo, no estilo, pois
não convém ser crítica de mim mesmas nesse sentido. Ela é maravilhosa no modo
que a tenho viva dentro de minha mente. Posso ver o modo que se move, que entoa
a fala, que sonha, que pensa, que anseia.
Seus sofrimentos
muito me comoveram e oscilei em sentimentos tanto quanto ela aqui no mundo fora
das laudas. Muitas vezes é difícil separar os dois mundos. Eu suspeito por que:
é um só mundo. É a expressão desse mesmo aqui. Por isso, penso, aprendo com
meus romances tanto e tanto.
Durante a
urdidura dessa trama experimentei consternações familiares, espantos
inesperados de saúde, decepções, surpresas boas muito inesperadas, milagres,
verdadeiros milagres e confesso com alegria que muito disso tudo influenciou
tantas coisas em cada parágrafo.
É o romance
histórico que mais gostei de escrever, que mais me surpreendeu. O que dizer dos
personagens de minhas outras obras que fazem uma “ponta” por aqui? Sorrio
pensando nisso, tendo a certeza de que tudo no universo está mesmo ligado e se
explica com o passar do tempo.
Senti-me livre
para compor, para narrar, para contar o que via ocorrer no filme da minha
mente. Para me emocionar e não calcular demais as demandas do meu coração. Meu
marido via as expressões em meu rosto e já sabia se o que desenlaçava aqui era
triste, alegre ou aflitivo.
Graciosa me
inspirou a desenhar, pintar ouvir as mais belas composições musicais. Quantas
viagens eu fiz sem me levantar do lugar! E também as fiz me erguendo. Regressei
até minha linda Serra da Graciosa em setembro do ano passado e experimentei
sentimentos e belezas inesquecíveis. Revivi os momentos maravilhosos de meu
regresso a Ilha de Paquetá em fins de 2011, quando comecei a gestar na mente
esse romance.
O intercâmbio
maravilhoso com os leitores, pois mais da metade do romance eu postei capítulo
a capítulo no blog trouxe aprendizados e indagações impressionantes e jamais
poderia deixar de falar dos diálogos inesquecíveis com a madrinha do meu blog e
minha terna ajudadora Ialy Cintra, para quem dedico essa obra, apaixonada
declarada e sonhadora do nosso protagonista. Nem da amiga e leitora Lúcia
Setina que primeiro devorou emocionada os capítulos postados e depois seguiu o
ritmo com amor, querendo sempre saber mais da epopeia de vida de Amélia e
Fabrício.
Ah, o
Fabrício!...
Resta pouco a
dizer depois de tanto narrá-lo.
Não duvidem que
ele exista. Assim como milagres e profecias. Eu sou testemunha e já vi e vivi
isso várias vezes. Senti tanto medo quando logo nos desfechos finais ele foi
apanhado pelo infortúnio [...]
Sabe, quando
escrevemos temos uma ideia do que vai ou pode acontecer no futuro da trama.
Então tudo começa a se desenrolar e certos fatos imperam aquém de nosso
controle.
Como leitora
muitas vezes que eu via uma personagem sofrer ou até mesmo morrer eu me via
tomada em raivas do autor. Depois que escrevi romances percebi: em muitos casos
a culpa não é deles.
É como se tivesse de ser como é.
[...].
Padeci de uma
sensação dolorosa quando estava prestes a terminar a obra, pelo que parei
simplesmente de escrever. Tinha as ideias, mas relutava em escrevê-la. Doía
despedir-me. Temia o desenlace final. Escrevi um romance inteiro em vinte dias,
no mês passado, quem sabe não foi para me consolar?
Uma bela noite
me achei a reler no tablet capítulos e mais capítulos e curada da depressão
pré-termino de obra, eu eufórica e apaixonada enfim concluí o que faltava e fiz
a revisão que terminei agora mesmo. E foi para surpreender tanto, mas tanto!
Nunca imaginara certos reencontros e ajudas. De quem menos se esperaria!
Como foi doce
fazer a revisão entre a bagunça de minhas filhas. E haja paciência também.
Quantas emoções
ao reler a obra completa, ao invés de trechos recortados e capítulos em
separado. Enfim, senti algo que muitos não imaginam que aconteça com um autor.
É... Como se lesse uma história contada por outro alguém.
Sinto que
Graciosa ficou profundo e sentimental. Quantas sensações e emoções graças ao
milagre da literatura! Um romance que me marca para sempre. Resultou muito mais
que eu esperava.
Quando
eu leio uma autora consagrada ou um escritor imortal que admiro, suas
biografias propriamente ditas, penso o tanto que ainda tenho por crescer,
quantos enredos tenho em mim gritando por serem desenterrados. Então, quando
chego à conclusão de um romance — estou ainda sob os efeitos aéreos de concluir
um projeto muito esmerado —
lamento pelo que fugiu ao controle e sou grata pela inspiração que me tornou
capaz de construir "momentos literários" tão encharcados de mim
mesma, daqueles que admiro, e do que me incomoda.
Terminar uma
obra: misto de alívio, saudade, melancolia e a vaga sensação de: não foi bem
isso que quis dizer, mas foi além do que almejava...
Terminar uma
obra: ansiedade pela próxima que virá.
Serei capaz de
uma história Preciosa?
Um abraço afetuoso e minha gratidão a todos meus
amados leitores!
Aline Negosseki Teixeira,
03.01.2014 — São José dos Pinhais, Paraná
***
Quero terminar esse post com um OBRIGADA gigante a todos que acompanharam, se emocionaram, mesmo que se mostrando apenas sob a identidade de um número no feed. Cada entrada nos posts de Graciosa me emocionavam muito, muito, muito.
Só de pensar que o romance ficava no topo dos mais lidos, mais até mesmo que o meu super manjado porta treco de caixa de leite, rs, meu coração galopava.
Um OBRIGADA imenso àqueles que comentaram seja aqui ou no e-mail, ou no facebook. Vocês já sabem como me incentivara.
E um OBRIGADA especial e eterno à três pessoas muito Graciosas, super imbuídas de amor estelar pela literatura nacional e à sensibilidade traduzidos em algo inigualável chamado INCENTIVO:
Ialy Cintra, Lúcia Setina e Carla Fernanda.
O mundo literário e afetivo é mais bonito para outra pessoa porque vocês existem.
Agora, o maior OBRIGADA do mundo ao MATHEUS, sempre e para todo sempre.
Fosse com boa vontade, carinho ou emburrado por ter de me dividir com o mundo de lá, rs, não fosse ele eu nunca conseguiria escrever esse livro. Seja por cuidar das Piúlas, seja por me despertar emoções e pensamentos, ele está sempre no espectro de meus passos e eu, almejo, nos dele.
Graciosa no Amazon!
Aguentem que assim que der eu divulgo a lista da trilha sonora completa que ouvi enquanto escrevia o romance.
Um beijo e uma ótima noite a todos!
Aline



Aline, estou lendo esta postagem hoje, dia 07 de janeiro, que é o dia do leitor, segundo acabei de ver no FB!
ResponderExcluirEntão, como leitora voraz e apaixonada, agradeço a todos os meus escritores queridos, prediletos e amados... e a Deus, que lhes concedeu o dom e o talento. E a você, Aline querida, um muito obrigada especial, porque é muito bom ler e amar as obras de um autor e poder dizer isso a ele - agora, receber feedback da sua autora predileta não tem preço!!
Amei a nota final também: poderia comentar quase tudo... rsrs
beijos.
ResponderExcluir“É o romance histórico que mais gostei de escrever, que mais me surpreendeu. O que dizer dos personagens de minhas outras obras que fazem uma “ponta” por aqui? Sorrio pensando nisso, tendo a certeza de que tudo no universo está mesmo ligado e se explica com o passar do tempo.”
Eu não resisti, tenho que comentar mais um pouco... a senhorita não pense que com essa ponta de um "certo personagem" vai ficar livre de nos presentear com a história completa deles, hem??? bjs