Desculpem aos leitores incansáveis de Graciosa, mas por enquanto, infelizmente, nada de post.
Hoje quero falar de algo que explode dentro do meu coração.
Tenho sido vegetariana por 8 anos, e sempre achei, muito antes de ter me tornado, desde adolescente, que não fazia sentido um animal morrer para eu me alimentar. Desde pequena eu tinha questionamentos sobre o fato de brincar com nossas galinhas, assisti-las na TV como queridas e amigas, e, além disso, comê-las.
Já tinha externado várias vezes um anseio de me tornar vegetariana.
Então eu via um bife, uma linguiça e não resistia.
Comer é muito mais que paladar e costume. É também social.
Depois, já casada com um extremo carnista, daquele que no churrasco nem comia os acompanhamentos para de 'deleitar' ainda mais com aquela glutonaria toda dessas ocasiões que hoje considero uma carnificina, finalmente me tornei vegetariana.
E, embora meus escrúpulos e emoção de melancólica poetisa sensível, creiam, partiu dele a iniciativa.
Um dia saímos da igreja e ele me disse que durante uma leitura individual sua de Gênesis, tinha sido tocado por Deus para que não comesse mais carne. Sim, dessa forma repentina.
Eu disse, e eu nem posso acreditar que disse, que quem tinha recebido esse desígnio era ele, não eu.
Durante cerca de um mês eu segui comendo, sempre olhando para o que eu comia, cheia de questionamentos e, mais que isso, impressionada com a obstinação dele. Simplesmente assim, do nada, "virou". Pediu para eu preparar 'carne vegetal', sobre a qual minha mãe lhe falou quando lhe contou a decisão.
Eu não sabia preparar e ficou horroroso, gosto de ração. Minha mãe me ensinou, fiz pesquisas e logo eu preparava deliciosos pratos. Reparei que as espinhas do Matheus diminuíram e que ele sentia-se mais disposto e admirei seu propósito e, sem um ensejo vindo de mim mesma ou qualquer pressão dele, apenas para apoiá-lo e procurando uma melhor saúde, eu também me tornei. Nem preciso comentar sobre as críticas ou apoio dessas e daquelas pessoas. De onde eu tiraria minhas proteínas e ferro (que tem em todos os alimentos) e essas coisas... Eu afirmava que não era pelos animais, pois havia o conceito de que "Deus" havia criado os animais para o homem, para que esse se servisse dele como bem quisesse, infelizmente, se arraigado em mim. Em outro post falarei disso.
Meu marido queria logo ser vegano, mas eu e minha mãe insistimos: "Somos mamíferos."
Então, por longo tempo, creio que mais de um ano, fomos lacto vegetarianos.
Há cerca de 2 anos, voltei a comer raramente salmão e tilápia. Eu sempre havia adorado peixe. "Afinal, Jesus comia peixe, oras!" < - - Assunto que estou preparando para outro post.
Mesmo que fosse por razões egoístas, apenas de saúde própria, mesmo que eu fizesse o possível para agradar as pessoas, servindo o que elas gostavam, como contei no post Nota Sobre Churrascos, o que me parece é que nunca se conformavam com nossa decisão. E, quando parecia que respeitavam, a despeito de não seguirem esse pensamento, no fim eu ia descobrir que eramos como uma 'atração de circo'. Parece que é aceitável que o outro seja diferente. Também parece que não aceitável que o outro seja diferente por iniciativa própria. Enfim...
Sempre gostamos muito de animais e, já contei aqui no blog, sobre nossa experiência de ter uma ovelhinha de estimação, a Sabrina, em Sobre Ovelhas. Não é segredo para ninguém que eu amo as ovelhas. Elas são doces, queridas, e o hino de meu amor por elas, é o belo poema de Henriqueta Lisboa, A Ovelha, uma ode a esse animal que tem sido amigo do ser humano desde tempos imemoriais.
Depois, em 2010, adquirimos a Dupi, nome escolhido por nossa filhinha Sarah, para uma sapeca, espuleta e dócil (claro) Ile de France. Não tenho palavras que descrevam as alegrias e momentos de felicidade que a Dupi nos deu. Compramos ela num frigorífico da cidade, um dia antes dela ir para o abate e, por causa disso, fiquei contente de pensar que a livramos de uma má sorte.
Ela vinha bater a patinha na porta da cozinha, pedindo pão, ela brincava e pulava com a Sarah que, na época, tinha 4/5 anos, e era a melhor amiga da Lady, uma vira-latinha que adotamos para fazer-lhe companhia. Cumprimentava as pessoas no portão e tudo que fazia era espontâneo. Nada dessas coisas de adestramento, nem nada. A prova de que a ovelha é uma animal de companhia (e não gado) é essa: sente falta de alguém, de um ente que seja, e berra e berra e berra, balindo incansável, horas, dias a fio, chorando por desejar uma companhia.
Porém, uma manhã acordamos e ela tinha prendido a perna dianteira na forquilha de uma manacá, que ela adorava petiscar. Que pavor! Que tristeza! A perna tinha quebrado, e ela não dera um pio, como seguiu sempre, silenciosa com sua dor. Como nas escrituras... está bem relatado... um animal que sofre os sacrifícios e dores sem qualquer choro.
Eu via que ela sentia dor porque olhava em seus olhos que nos buscavam, sempre, expectantes, deitadinha no aprisco que o Matheus lhe construíra. Eu ligava para os veterinários da cidade e, ou diziam secamente que não atendiam animais de grande porte, sem saber quem me indicar para cuidar dela, ou me mandavam fazer um churrasco. --' Uma médica veterinária chegou a rir de mim, quando argumentei afavelmente que não poderia fazer isso, pois a ovelha era de estimação, até mesmo muito querida pela minha filha de cinco anos, criada conosco desde cordeirinha. (Fazia pouco mais de 1 ano que a tínhamos adotado). Desliguei o telefone triste demais. Um veterinário conhecido do Matheus nos instruiu sobre o que fazer, apesar de não atender casos de animais de grande porte. E que poderíamos levá-la no Hospital Escola da PUC-PR. Ligamos lá e nunca poderíamos levar. O valor era muito mais que poderíamos pagar, naquele momento. A verdade era que não poderíamos arcar com nada. 1.500 reais era muito, mas hoje me arrependo tanto de não ter feito o impossível para levá-la e conservá-la ao nosso lado. Tentamos o que o veterinário instruiu. Tala. Ela teria de ficar 6 meses imobilizada. Ficou cerca de 1 mês... E piorava de mais a mais.
Não sabíamos o que fazer. Não queríamos perdê-la e não queríamos vê-la sofrer mais.
Minha mente pensava: "como a sociedade é injusta, alguns animais tratados como estimação, tem tanta atenção, outros, só valem os quilos que pesam, por conta do prato (e dos bolsos) que vão encher..." E quem disse que esse ou aquele é animal de estimação? Quem ditou? Que escolheu? Uma injustiça. Tínhamos um amigo que conhecia o dono de uma propriedade que tinha ovelhas par manter baixo o gramado de seu grande terreno. Ele se ofereceu de levar a Dupi e seu veterinário tentaria salvá-la, se não... Bem, nem preciso dizer. Então ele veio de caminhão uma manhã de sol, penso que foi em dezembro de 2011, e levou a Dupi. Enorme, tinha o tamanho de uma bezerra. Eu vi ela indo embora, a Sarah viu e nós choramos juntas. Aliás, a madrugada toda que antecipou sua partida, eu mal dormi, acordando de tempo a tempo, angustiada, ansiando por uma outra solução, choramingando no ombro do Matheus.
Mas o mundo não é injusto comigo. É injusto com milhares de seres indefesos, a mercê do bel prazer do ser humano. Eu nunca soube o que houve com ela pois não perguntamos nem nome, nem contato. A condição para ele cuidar era ficar com ela... Que era jovem e linda, linda. E nunca vou me esquecer do que um dos homens que veio ajudá-lo disse: "Mas que gordaaaa!" Eu posso estar errada, mas senti que ele disse isso com cobiça, a qual, todos sabem. Agradeço ao amigo que nos ajudou, pois eu já não aguentava ver a Dupi sofrer em silêncio com a perna infeccionada, e não ter o que fazer por ela.
Vejam só, a ovelha berra e chora quando se sente só, mas não quando está ferida... Ou quando acham que ela precisa ser sacrificada.
Até hoje a Sarah pensa que comprou a Dupi com as moedas de seu cofrinho e tem as melhores memórias que qualquer menina poderia ter. Uma infância de verdade.
Semana passada eu estava procurando um documentário para uma pesquisa que ando fazendo para um livro, sobre a Suméria. Bem, adoro assistir documentário. Depois de ler livros, no quesito conhecimento, é disso que eu gosto.
Estava lá, nos relacionados, o documentário "Não matarás", do Instituo Nina Rosa, que eu nunca tinha ouvido falar. O título me chamou a atenção. Cliquei para ver e o explicativo no vídeo me chamou a atenção ainda mais. Eu não creio em acaso. Tudo ocorre por uma razão. E meio que sem pensar eu comecei a assistir.
Eu não gostaria de falar outra vez sobre aquilo tudo, que me deprimiu, esmoreceu, e escrachou uma realidade já suspeitada, mas nunca plenamente compreendida por mim.
Me vinha a mente todos os animais de estimação que tive, todos os desenhos infantis que ensina que animaizinhos (ainda mais os de fazenda) são bonitinhos e queridos e, eu de fato, sei disso, pois convivi com eles muitíssimo. Eu sentia atravessando meu corpo e minha alma a hipocrisia da civilização humana que nesse processo não apenas subjuga os animais, mas escraviza sua própria espécia. Pensei em todos os animais que tiveram uma vida indigna e morreram para eu comer, num passado que, ainda bem, cada vez se distancia mais. Lembrei do cock abandonado na rodovia dos Tamoios que cuidei com tanta comoção, apesar de ter pavor (até então) de cachorros, porque um havia me mordido quando eu tinha 3 anos. Conhecendo o que era o medo de um bichinho e o que era receber vomito de lixo no colo, e sentindo uma compaixão tão grande, que a cura dele, e saber que ele havia sido adotado por uma família que cuidaria dele com amor, era muito maior que meu trauma. Lembrei de todos os gatos e pintinhos que tive e me perguntei como as pessoas conseguem? Como elas conseguem causar dor em uma animal vivo, torturas tão horríveis? Elas dormem depois disso? Elas não pensam em nenhum momento com remorso? O que é aquilo que fazem com os Beagles e os macacos e coelhos? E como alguém acha que isso é aceitável? Acha que isso "é a vida"! Não! É a morte! É morte de tortura nazista!
Indiquei para minha irmã (que vai fazer veterinária) assistir, e ela me falou sobre o "A Carne é Fraca". Quem já assistiu sabe, imagina como me senti. Não preciso ficar falando tudo de novo. Quem não viu, não pode deixar de ver. Saia da Matrix. Escolha a pílula certa. Vai muito além dos animais, da moralidade e da justiça sobre assassiná-los para comer ou não. É uma questão política (e como anda com as mãos grudadinhas com a indústria) social, ambiental, que envolve a fome no mundo e a destruição de todos os ecossistemas, direcionando o próprio homem a auto destruição.
Não me estenderei muito sobre, pois venho postando há dias no FB minhas impressões e aflições a repeito de viver num mundo onde torturar e matar deres amáveis e indefesos é tido por lícito, normal e, não raro, até bonito.
No final da postagem vou colar meus posts do face aqui.
De momento, queria contar a vocês que tudo isso, a verdade nua e crua do mundo da carne, e muito mais, artigos, depoimentos me tornaram desde então, vegana. Nem leite ou ovos vou consumir, pois, se querem saber o porque, procurem se informar sobre a realidade do dia a dia das vacas e galinhas, os sofrimentos sem fim que elas passam, dos hormônios, venenos e torturas que elas recebem momento a momento nos nervos. Sobre os bicos cortados a sengue frio e as mastites e gravidezes infinitas para... para o que? Dar vazão a velha mola que move esse mundo: o dinheiro, o lucro, e a ganância.
E além da sociedade patrocinar essa realidade horrenda, ainda ingere esse resultado impregnado de adrenalinas de dor e antibióticos e outras suplementações desenfreadas, sem qualquer noção das consequências que enfrentarão futuramente.
O Salvador disse "nada que entre pela boca do homem o contamina, mas sim o que sai." Quando as pessoas compreenderão que disse isso num sentido espiritual? Se não, porque tantas pessoas cheias de fé tem que tomar um verdadeiro coquetel de drogas conforme a idade vem chegando? O que contamina o espírito é a fofoca e a maldade. O que contamina o corpo é o tabagismo, as gorduras, os açúcares e as proteínas ruins.
Temos vistos crescer vertiginosamente nos hospitais: cancros e cânceres, e uma enxurrada de outras doenças cerebrais e cardiovasculares. Não temos? Assim como o consumo de industrializado cresce na mesma proporção que o consumo de produtos naturais decaem... Triste.
Não poderei expressar tudo que vivi e venho vivendo num único post. Futuramente escreverei mais a respeito e, desde já, conto com o apoio de que simpatiza por esse movimento de abolição do especismo e quem defende uma vida uma vida digna para todos os animais, não apenas para estes ou aqueles, mas todos aqueles que têm nervos, sentimentos, instinto maternal, raciocínio, não importa se aparentemente inferior ao humano, mas que respira e se move... Que é alma vivente! Que veio à existência não por nós e, por isso mesmo, não pode deixá-la por nossa causa.
Contei resumidamente isso tudo, pois hoje vivi um dia excepcional.
Voltamos ao frigorífico que compramos a Dupi (interessante ser exatamente na mesma época!), e lá tinha outros lindos, queridos e fofos cordeirinhos.
O valor? Cerca de 270 reais. É vendido por quilo, claro. E as pessoas acham curioso que não é para abatermos. Quando entrei no aprisco, e vi aquelas mimosinhas correrem da gente, para os cantos, sem rabo, marcadas, e designadas para seu "destino final" eu me segurei para não chorar, pois, dessa vez, a pessoa que entrou lá não foi só uma profunda admiradora de ovelhas, mas uma reconhecedora do que é a vida desses seres. Eu senti um ímpeto que não sei explicar... de comprar todas elas, e até disse isso para o homem que nos atendeu, um trabalhador que nada suspeita de veganismos e causa animal. Eu senti a vontade de ser uma sheik trilhardária e comprar todas as ovelhas, carneiro e cordeiros cativos. ='( O Matheus disse que isso não resolveria. Eu sei, sempre soube. É só um ímpeto tolo. Quem nunca viveu uma utopia? Depois visitamos outras propriedades rurais. Uma delas tinha os animais vivendo livres, em pastos fresquinhos, e águas limpinhas. Já noutro, muito maior, mais esquematizado, com um rebanho sem conta, haviam animais de todas as idades, nascidos no dia, de 15 dias, 30 dais... E eu olhava cada um e me perguntava, qual o destino de vocês?
400 reais cada um... Minha filha correndo por todo lado, sob o sol da manhã, sempre querendo comprar o primeiro que via. O coração dela é tão lindo, toda engajada nos nossos assuntos e pesquisas...
Depois percebemos que o dedinho da minha filhinha de 1 ano e 4 meses estava roxo, parecia luxado e resolvemos ir no médico. Passamos o dia lá no hospital. Fiquei preocupada! Parecia que uma lagarta venenosa tinha tocado o dedo dela e ela precisou fazer exames, ser observada. Muito mais tarde, depois de virmos em casa tomar banho, comer etc, voltamos e, muito interessante as voltas do destino. Passamos em frente um terreno que sempre reparávamos, numa avenida do nosso caminho, uma casa simples de madeira, rodeada de um imenso campo verde pastado por... ovelhas. O Matheus achou que devia parar lá e perguntar sobre os animais, se havia cordeirinhos, pois tinha visto de longe alguns. Ele suspeitava que não eram para venda. Uma senhora (com seu simpático netinho) nos atendeu e disse que vendia, sim, um cordeirinho, mas tinha toda aquela história que sempre tem, claro, de esperar desmamar, esquecer a mãe (o que me aperta o coração). Nos mostrou de pertinho os animais. Que vida boa eles levam ali! Nem fugiam da gente. Tão amados que não temem os estranhos... Mestiças de textel com sei lá o quê, pastando sempre livres, recolhidas ao aprisco só a noite, fartura, galinhas soltas, crianças a correrem de enlouquecer sempre nesse meio tão querido. A conversa estava tão boa, perguntas, casos, que não íamos embora... Ela começou a contar sobre partos e essas coisas e oh, eis que começamos a reparar no estranho modo daquela que ela nos contou estar prenhe. Ela tinha deitado embaixo do carro da senhora (esqueci o nome dela!) e estava dando a luz! Eu vi ali, na minha frente, a ovelha dar a luz a um pequenino e rico cordeirinho, para suplantar ainda mais meu fascínio por ter conhecido um cordeirinho que tinha nascido hoje com o nascer do sol. Aquela visão que tive, não tem como descrever... Pequenino, todo coberto de um líquido viscoso, amarelo, sendo "chocado", rodeado e mimado pela recém mãe, lutando sofregamente para se por em pé, e até mesmo um passante tinha entrado ali para mostrar as ovelhinhas para a filhinha de 2 anos lindinha feito anjo, assistiu também emocionando ao acontecimento conosco. Que dizer da Sarah e da Raquel? Hesitavam, querendo se aproximar, ou apenas assistindo impressionadas. Verdadeiramente empolgadas. Claro, explicávamos tudo, não se pode interferir com a natureza. A ovelha sabe como fazer tudo. Não pensa ela em alguma coisa? No meio de muitas outras, mãe e filho se reconhecem! Como os seres humanos que, perante outra espécie, poderia parecer tudo igual. O cheiro, o olhar, a aparência de uma mãe para seu filho, é único no mundo. O sol se punha naquele momento, um círculo enorme de fogo, por detrás da silhueta escura da selva de pedra curitibana. E eu tinha vontade de chorar? Sim... Senti tanta emoção, que é difícil explicar. Quem pode sondar todas as impressões dentro de mim? Meu marido ainda comentou: "Já pensou se vem outro cordeiro?" A dona disse que achava que não, era difícil. E na nossa conversa ainda mais entusiasmada, não é que a D. Ovelha começa a se ajeitar para ter outro bebê? Sim, vi sair outro cordeirinho de dentro dela, primeiro a cabeça e uma perninha, todinho ele com a bolsa gestacional (placenta) e todo o resto. Alguém poderia achar nojento, poderia não aguentar. Eu achei lindo, poético, comovente. Repugnante é comer, como a própria dona das ovelhas disse um animal tão querido. Ela não é vegetariana mas disse que não come nada disso. Não conseguiria. Nem suas galinhas, que ela tem para comer bichos de seu gigantesco quintal e usar de seus ovos. E eu sei que se visse semelhante situação de um bezerro e uma vaca, as sensações seriam semelhantes. O nascimento, a vida, é um milagre inefável. Como alguém consegue interromper? Ainda mais visando ganâncias? Sendo que pode ser amigo desses seres?
Depois de ir ao hospital e ver que o quadro da Raquel com seu dedinho é estável, e que apenas temos de observar se não piora (o coagulograma estava normal) eu fui para casa tendo ainda pena daqueles que ficaram no frigorifico, e dos tantos outros pelo mundo todo. É difícil olhar para a cidade toda... É, sim, muita dó dos animais, mas é muito mais. É vislumbrar como o ser humano perdeu sua naturalidade e como dá valor em coisas tão falsas e artificiais, que apenas sustentam injustiça e destruição. Quase tudo... Dizem que "Faz parte da vida..." Não. Faz parte da Morte. Faz parte do sistema. Das doenças, diretas ou indiretas. E me dói pensar que ainda leve dezenas de gerações até a Terra toda tomar essa consciência que eu sinto tanto não ter tido desde criança. Mas vim para casa reconfortada, sabendo que existe gente terna, que faz a alegria não só das pessoas, mas dos animais.
Eu senti tanto não estar com a máquina para fotografar momentos tão inesquecíveis para não só compartilhar, como guardar de recordação, mas não tem problema, está na minha memória emocional. Voltarei lá e, espero, teremos uma nova membra na família. Ou talvez 2, 3....
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Postado originalmente no Facebook:
"É justo? É moral? É um direito?"
Depois de ver esse documentário eu escrevi um texto gigante em minha mente e, não duvidem, um livro imenso. Então percebi que nada que eu possa dizer expressa meus sentimentos diante disso e deixei o texto pra lá. Nada, nada expressa... Diante do sistema maldito em que nasci e que prevejo ainda tanto perdurar... Que encobre perversidades tão asquerosas e superestima futilidades. Meu DEUS, o que eu chorei e de soluçar vendo isso, e desejei ter nascido uma índia no meio da selva, mas sei que nem lá o sistema daria paz. "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"... é muito mais que se supõe, e não nada a ver em se converter a uma bandeira religiosa, é muito mais, dói pra caramba, nem todo muito a quer, aliás, são raríssimas as pessoas que a querem. Quem se importa que assista... e tire as próprias conclusões. Pode-se argumentar o que for, eu não consigo ficar indiferente." [Documentário Não Matarás, disponível no youtube]
Depois de ver esse documentário eu escrevi um texto gigante em minha mente e, não duvidem, um livro imenso. Então percebi que nada que eu possa dizer expressa meus sentimentos diante disso e deixei o texto pra lá. Nada, nada expressa... Diante do sistema maldito em que nasci e que prevejo ainda tanto perdurar... Que encobre perversidades tão asquerosas e superestima futilidades. Meu DEUS, o que eu chorei e de soluçar vendo isso, e desejei ter nascido uma índia no meio da selva, mas sei que nem lá o sistema daria paz. "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"... é muito mais que se supõe, e não nada a ver em se converter a uma bandeira religiosa, é muito mais, dói pra caramba, nem todo muito a quer, aliás, são raríssimas as pessoas que a querem. Quem se importa que assista... e tire as próprias conclusões. Pode-se argumentar o que for, eu não consigo ficar indiferente." [Documentário Não Matarás, disponível no youtube]
"Se um dia eu disse que não me importo que não comam carne, eu retiro o que disse.
Acontece que eu era vegetariana há 8 anos, por influência do meu marido que era o maior carnívoro que havia conhecido e que de uma hora para outra, dizendo que havia recebido de Deus a ordenança de não mais comer se tornou a principio vegano, depois se tornando apenas vegetariano por pressão minha, o que me arrependo na alma e nos ossos. Para mim era mais por uma questão de saúde, por saber dos hormônios, antibióticos e pesticidas aos quais estes animais estão expostos e que repassariam tudo a nós pela alimentação. Além das pesquisas por saber que o trato intestinal, o estômago humano não é adaptado para esse tipo de alimentação, eu sempre tinha uma certa pena em pensar de que animais tinham de morrer para eu me alimentar, sendo que sempre os amei tanto. Tive uma ovelha de estimação que parecia gente. Carinhosa, cuidadosa, comunicativa, tão querida... Eu sentia muita falta de comer carne vermelha, reflexo do costume e pressão social... mas depois de ver esse vídeo, analisar como minha própria espécie é burra, tirânica, cruel e pensar na natureza dos ensinamentos do meu Salvador, não sinto mais falta alguma, pelo contrário, abomino. Não quero mais presenciar um dos estágios finais desse ciclo maldito, a ingestão dos cadáveres desses seres tão puros e amorosos, que nada me diferem de um gato ou cachorro, que desde que foram trazidos a existência tudo que conhecem é dor, tortura e sofrimento. Não quero presenciar principalmente dentro do meu lar. Sei que algumas pessoas me acharão radical, mas elas sabem que a vida toda tenho me preocupado ser uma pessoa justa e agradá-las, mas em questões de consciência chega um momento que não dá mais. Ainda mais quando vemos a verdade nua e crua, rasgada diante dos olhos. Chega sempre o dia do BASTA.
Muita vergonha do ser humano... E assim, desde pequenos, vamos vivendo essa vida mentirosa, perpetuada por aqueles que mais nos amam, não por ruindade, mas por ignorância... Vamos continuar a fazê-lo? Bem, minha intenção não é e nunca será convencer ninguém, pois creio naquela célebre frase do Saramago: "Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro." Apenas exponho para as pessoas, e cada tira as conclusões que puder. Como a mim, ninguém me convenceu. A exposição dos fatos para meus olhos, ouvidos, apenas reafirmaram uma velha suspeita que me persegue desde pequena.
Como um dia surgiram "us loucos" para dizerem que escravidão humana estava errado, que escravos (seja qual for a etnia) tmb tinham alma, aqui está a nova louca, para dizer com outros tantos "loucos" que é necessário e justo que se ame os animais de verdade. Sem hipocrisia. Uma ovelha tem tanto direito de viver e ser feliz como um cachorro.
Como dizem várias vezes as Sagradas Escrituras, e não apenas as hebraicas, como a de várias culturas: ANIMAIS SÃO ALMAS VIVENTES COM SENTIMENTOS E RECORDAÇÕES. E como a própria ciência atesta: têm nervos e sentidos de dor e prazer. "
Acontece que eu era vegetariana há 8 anos, por influência do meu marido que era o maior carnívoro que havia conhecido e que de uma hora para outra, dizendo que havia recebido de Deus a ordenança de não mais comer se tornou a principio vegano, depois se tornando apenas vegetariano por pressão minha, o que me arrependo na alma e nos ossos. Para mim era mais por uma questão de saúde, por saber dos hormônios, antibióticos e pesticidas aos quais estes animais estão expostos e que repassariam tudo a nós pela alimentação. Além das pesquisas por saber que o trato intestinal, o estômago humano não é adaptado para esse tipo de alimentação, eu sempre tinha uma certa pena em pensar de que animais tinham de morrer para eu me alimentar, sendo que sempre os amei tanto. Tive uma ovelha de estimação que parecia gente. Carinhosa, cuidadosa, comunicativa, tão querida... Eu sentia muita falta de comer carne vermelha, reflexo do costume e pressão social... mas depois de ver esse vídeo, analisar como minha própria espécie é burra, tirânica, cruel e pensar na natureza dos ensinamentos do meu Salvador, não sinto mais falta alguma, pelo contrário, abomino. Não quero mais presenciar um dos estágios finais desse ciclo maldito, a ingestão dos cadáveres desses seres tão puros e amorosos, que nada me diferem de um gato ou cachorro, que desde que foram trazidos a existência tudo que conhecem é dor, tortura e sofrimento. Não quero presenciar principalmente dentro do meu lar. Sei que algumas pessoas me acharão radical, mas elas sabem que a vida toda tenho me preocupado ser uma pessoa justa e agradá-las, mas em questões de consciência chega um momento que não dá mais. Ainda mais quando vemos a verdade nua e crua, rasgada diante dos olhos. Chega sempre o dia do BASTA.
Muita vergonha do ser humano... E assim, desde pequenos, vamos vivendo essa vida mentirosa, perpetuada por aqueles que mais nos amam, não por ruindade, mas por ignorância... Vamos continuar a fazê-lo? Bem, minha intenção não é e nunca será convencer ninguém, pois creio naquela célebre frase do Saramago: "Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro." Apenas exponho para as pessoas, e cada tira as conclusões que puder. Como a mim, ninguém me convenceu. A exposição dos fatos para meus olhos, ouvidos, apenas reafirmaram uma velha suspeita que me persegue desde pequena.
Como um dia surgiram "us loucos" para dizerem que escravidão humana estava errado, que escravos (seja qual for a etnia) tmb tinham alma, aqui está a nova louca, para dizer com outros tantos "loucos" que é necessário e justo que se ame os animais de verdade. Sem hipocrisia. Uma ovelha tem tanto direito de viver e ser feliz como um cachorro.
Como dizem várias vezes as Sagradas Escrituras, e não apenas as hebraicas, como a de várias culturas: ANIMAIS SÃO ALMAS VIVENTES COM SENTIMENTOS E RECORDAÇÕES. E como a própria ciência atesta: têm nervos e sentidos de dor e prazer. "
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