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As Luzes da Cidade - Charlie Chaplin


Desde que, em um dia de sol, meu pai me narrou a linda história desse filme que ele assistira há muitos anos, eu sempre tive curiosidade de assisti-lo. Não sabia, porém, o nome.
Encontrei ontem, por acaso, num site que tinha uma lista dos 10 filmes mais românticos já filmados.
Imagina o que é uma história que tenha o dom de te fazer rir, suspirar, filosoficamente refletir e até, para os mais emotivos, chorar?
Pois então!
Assisti ontem uma verdadeira obra prima, últimos suspiros do cinema mudo, As Luzes da Cidade.
Impressionada fiquei  em como um filme de muitas décadas antes de eu nascer, pode embalar dessa forma meu coração em plena era digital e de tecnologias 3D! Talvez por não ter uma das vistas eu compreenda o significado profundo desse filme. Talvez eu nunca saiba o que é ver um filme 3D.
Chaplin encarna um homem que embora nos pareça pueril, é emotivo, gentil e leal.
Em mesmo tempo para quem tem a capacidade de captar os detalhes, percebe em suas graças o que aparentemente que apontar.
Mais do que pontes entre as diferenças sociais, o amor é milagroso.
Mais que o humor ou o drama, o romance no cinema, eu creio, deve ter nascido, de verdade, ali.
Entre suas experiências fanfarronas que me levou às gargalhadas num clássico P&B, ele se apaixonada por uma linda, delicada, ingênua vendedora de flores que é... cega.
Ele se apaixona por ela e, elevado pelo sublime sentimento, perambula pela cidade.
Encontra um magnata prestes a cometer o suicídio e, entre cenas hilariantes, salva-lhe a vida.
Grato, o homem encontra em Chaplin um bom amigo e juntos vivem as maiores confusões.
Mas risos, mas emoções!
Pela manhã, todos os dias, o rico homem esquece de Chaplin, pois curado da bebedeira, se cura da sanidade!
Incrível.
Procurando encantar a florista, Chaplin deixa que ela pense que ele é um magnata, e tão terno a leva para passear no carro do amigo, compra-lhe todos os buquês de flores, ouvem boa música e conversam coisas belas.
Uma dia ele descobre que ela será despejada de onde mora com a avó que cuida dela se não pagar a grande quantia do aluguel: 22 dólares.
Ele promete que na primeira hora do dia seguinte vai ajudá-la.
Enfrenta mil confusões para conseguir o dinheiro. Desde a cair numa esparrela de mal-entendido de uma luta que além de nos fazer rir muitoooo, nos faz morrer de pena de nosso herói, até trabalhar como lixeiro.
Encontra o amigo rico, outra vez bêbado, que lhe dá mil dólares! Feliz em empolgado, ele percebe que a casa foi invadida por dois bandidos, e salva o amigo, chama a polícia que chega e... oh, entende tudo errado.

Lutas de box fanfarronas e mil confusões depois, ele vai até a casa da doce mocinha e lhe dá o dinheiro. Ele não lhe deu somente o fogo de sonhar com um milagre, mas o meio para o milagre ocorrer. Emocionada, julgando que ele  seja riquíssimo, mas amando sua pessoa e gentileza, ela pergunta se ele voltará. Ele sabe que não. Eles nunca haviam de esquecer um ao outro.

Chaplin fica tempos na prisão e quando sai, a humilde florista da esquina é a dona de uma elegante floricultura. Ela reconhecerá aquele "mendigo" de quem sente pena e oferece uma delicada flor?


O final é lindoooooooooooo!

Suspiro até agora em afirmar que As Luzes da Cidade é um dos filmes mais lindos que já vi.
Não sei se é verdade, mas ouvi dizer que até Einstein chorou com o desfecho encantador.
Querido, charmoso, filosófico, divertido, dramático e simplesmente GENIAL.
Um filme para que tem sensibilidade e aprecia arte!
Se fosse um livro me mataria do coração.




Comentários

  1. Incrível, nunca assisti um filme de Chaplin! Sempre vi aqueles programas sobre como ele é genial, tipo uma coletânea de suas melhores fases, conheço cenas de vários filmes, mas nunca pensei: vou pegar um filme de Chaplin para ver hoje à noite!
    Antes tarde do que nunca!!
    Vou procurar As Luzes da Cidade, para começar.
    Obrigada, Aline, pela dica.
    Beijos

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