Pular para o conteúdo principal

Leitura & Escravidão

Dando continuidade à leitura de O Contrato Social, Rosseau, meu coração ainda mais sofre por saber o quanto o povo é enganado, escravizado e massacrado. Tinha vontade de citar tanta coisa. Alguém gostaria que eu citasse? Tenho receio de aborrecer. O capítulo sobre a escravidão é impressionante.
Alguém já questionou?...
Porque entre os livros obrigatórios do vestibular não estão aqueles que arreganham nossos olhos para verdade que querem a todo ardil esconder?
Porque dão tantos e tantos exercícios e matérias inúteis na escola? 
Para o aluno não amar a leitura, não buscar a verdade e não deixar de ser escravo.
Machado foi um gênio, mas quê Dom Casmurro leva o jovem a questionar se não a fidelidade de Capitu? Por favor, Machadianos, compreendam que não estou criticando o ilustre autor (sempre dão um jeito de jogar pedras em quem tenta se expressar no intuito de esclarecer), mesmo porque tenho muitos livros e escritos sem valor nenhum. Apenas sinto a necessidade de lembrar o papel fundamental da literatura como mediadora de liberdade.
O que não saberíamos hoje tivesse a biblioteca de Alexandria sobrevivido!
PROCUREM os autores (poetas e romancistas) que têm compromisso com FILOSOFIA, HISTÓRIA, RELIGIÃO, SOCIEDADE, CIÊNCIA, ARQUEOLOGIA, enfim, com a verdade. Vejam mais de uma fonte. Vejam dez, se possível mais. Analisem e abandonem o senso comum. Abandonem os seriados e a televisão cristalizados. Não estou dizendo que não possam se divertir. Mas se fizerem isso com todo o tempo livre, serão sempre escravos de poucos abastados.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Oficina de Haicai - Escola Rural Caetano da Rocha

No dia 26 de Setembro mediei mais uma proveitosa Oficina de Haicai. Que satisfação! Participaram crianças entre 5 e 11 anos, conheceram o Haicai ou Haiku, o qual como eu esperava jamais haviam falar, e foi, como esperava, uma experiência maravilhosa. Quando eu cheguei em casa eu estava tão deslumbrada com o resultado, com o brilho que acendeu-se nos olhinhos das crianças, que escrevi o seguinte: "Só tem uma coisa que eu quero fazer na minha vida profissional e o farei com todo meu amor, sempre e sempre: incentivar crianças (grandes ou pequenas) a não só lerem e escreverem, estarem em contato com a arte literária, como se abstraírem  para a poesia... a poesia quem em tudo está! Foi maravilhosa a Oficina de Haicais que mediei hoje na Escola Rural Caetano da Rocha! O que era aquele brilho nos olhos das crianças quando me despedi delas?... ♥"  26 de Setembro  de 2012, 18h09min A bela lua encimava o dia, e nisso não há contradição, assim ela quis nesse di...

As Artes e o Processo Criativo

Frederick Leighton Inglaterra 1830 - 1896 O estilo desse pintor é o 'Acadêmico'. Embora meu estilo predileto seja o impressionismo de meus queridos Renoir, Mary Cassat e Berthe Morissot, eu não deixo de admirar o sentimento com que tantos gênios impregnaram a arte plástica nas mais variadas escolas artísticas. Todas elas grandemente, profundamente, suspirosamente me inspiram para escrever. Vamos olhar cuidadosamente para cada tela? O que sente, o que imagina, para onde seu pensamento 'viaja' com cada uma das telas? "Casado" A acima me faz pensar no rei Davi. "A lua-de-mel de um pintor." Essa pintura do artista e sua esposa me dá ensejo para mil fantasias que eu poderia tornar em enredos. Históricos, claro. ;) Como mil questões passeiam em minha mente quando me deparo com qualquer manifestação artística, as respostas acontecem artisticamente na literatura... a arte com a qual mais me identifico desde ...

Lançamento! Um Farol Para Meu Amado - Novela

Uma surpresa que venho preparando para vocês, leitores e leitoras! Escrevi essa novela em 2010 e estive ultimamente preparando-a para uma publicação exclusiva para mídias digitais, inclusive PC. Espero que gostem... A história de Luís e Ana me faz literalmente andar por onde eu ando, porém num outro tempo! Um tempo em que amar demais não era exagero, era esmero! Um abço a todos, Aline! ;* “O que ilumina a jornada daqueles que se aventuram a amar? Há aqueles que diriam: a fé.”  Aninha nunca se esqueceu de Luís, seu amor de adolescente, que deixou a fazenda Simão para nunca mais voltar e lhe dar um de seus inigualáveis sorrisos. Sedenta em conhecer outro modo de viver, ela deixa aos 16 anos a Colônia em que nasceu, no interior do Paraná para, um enigma que não revela a ninguém, buscar uma faísca de destino no tempo. Em pleno período da Segunda Grande Guerra, ela vai para a Capital estudar enfermagem, na esperança de reencontrar seu grande amor que, an...