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Amar Um Filho






Amar é libertar...
Amar, nem sempre é estar junto, colado.
Se eu pudesse vivia colada nas minhas filhinhas. Para todo o sempre.
Um dos anseios de minha alma é se as reencontrarei na vida eterna e se conviverei com elas.
Na maioria das noites elas dormem grudadas ao meu corpo. Eu nunca neguei proteção, carinho e afeto. Aliás, sempre desejei expressar isso ao máximo de minhas possibilidades. O calor do corpo delas, o som da respiração, as batidas dos pequenos e grandiosos corações é o meu paraíso na terra. 
Adormecer tão próxima a sonhos puros é o meu idílio.
Tudo nelas é perfeito. O cheiro, o sorrisos, as curiosidades e até mesmo as lágrimas.



Porém, nem sempre o rio da vida corre por várzeas idealizadas.
Imprevistos acontecem, e as dificuldades sempre se apresentam para manter nosso orgulho no limite que deve andar. A mão de poder nos promete o pão cotidiano e a vida eterna. Nada além. Bem, o além é a prova de sua mais profunda misericórdia.
Agradeço com tudo que sou por todos os sobressalentes que Ele tem nos concedido.



Fiquei um dia inteiro longe da minha pitchula...
Ao invés de festinha, como teve a irmãzinha, ela podendo optar preferiu passar um dia todo em um parque que nos diziam ser muito, muito divertido.
Embora a ideia fosse minha, eu não pude ir. No dia anterior senti prenúncios de arrependimento. Uma dor terrível em pensar que passaria um dia todinho longe dela. Nunca havia acontecido. Uma angustia que não se pode expressar. 
E não qualquer dia. O dia que marca o dia de seu nascimento.
Como em O Pequeno Príncipe, onde o vemos dizer que "Se você vem me ver às 3, ao meio dia começo a ser feliz." ou algo assim, muito antes eu comecei a sofrer por sua ausência e pela impossibilidade de assistir sua euforia, sua empolgação, seu divertimento.
Mas eu a deixei livre para ir viver seu momento. Com o seu SUPER HEROI, o Papai!
Embora com românticos rompantes corriqueiros de ogro, o pai mais paciente que já conheci, pois a nossa birrentinha não agasta a qualquer um com seu gênio mandão e extremamente emotivo.
Ela foi e, ao contrário do que pensei, no meu solitário dia, eu não fiquei triste. Fiquei vendo fotos desde o seu nascimento e pensando, agradecendo, por todos aqueles momentos, todos aqueles sorrisos. Parece que ela viveu tanta coisa! A maioria delas eu proporcionei e guiei. Que contentamento!
Ser mãe sempre foi meu maior sonho. 
E nem existem modos de descrever que é que isso representa na vida de uma mulher.
Creio que é a maternidade que faz uma mulher se tornar completa.
Não foi à toa as lagrimas ébrias de Ana implorando por gerar um fruto, um fruto que marcasse o mundo.
Minha pretensões não são tão grandiosas. Se ela fizer a diferença na vida de uma só pessoa, minha vida já terá valido a pena. As dores, incertezas, dúvidas e medo, terão valido a pena. E eu digo que isso já se realizou, pois ela fez a diferença em minha vida. Para todo o sempre.



Os olhos dela brilhavam como duas estrelas quando chegou em casa, cheia de histórias para contar.
Assim, eu compreendo que o sacrifício ensina muito mais que a bonança.
A dificuldade é preferencial à qualquer excesso.
E o amor de mãe é o único que acredito ser incondicional.



Amar um filho não é dar-lhe todas as coisas,
mas dar-se a si mesmo, por inteiro, a esse filho.
É dar-lhe em medida infinita tempo, intenção, atenção, carinho, verdade, sempre a verdade, emoções, esperança, proteção, exemplo, cuidado, instrução, convívio, o máximo possível de convívio e brincadeira! Muita brincadeira. Mais brincadeira.
E, afinal, e mais importante, guiá-lo com o exemplo pela busca do conhecimento espiritual, pois o mundo lá fora é muito grande, imenso, medonho.
O mundo fora do lar, a selva exterior, está cada vez mais difícil e o Senhor no qual tenho acreditado desde a minha mais tenra meninice em todas as dificuldades, todas me fortalece. Ele fortalece e eterniza a instituição mais sagrada que Ele instituiu: a família.
O que de eterno podemos dar aos nosso filhos não é nada que o dinheiro possa comprar. Mas, sim valores. Eternais valores.



O Amor



E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor. 
1 Coríntios 13:2-13



Sarah, eu te amo.
Sarah, nós te amamos. Sempre amaremos.
Para sempre.

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