Serenata
Poesias, Poemas e outros
Versos Líricos com suas Narrativas Sonoras e
Melodias Silenciosas...
Dedico essa postagem ao Dr. Adhemar Dantas, que soube me revelar perfeitamente a canção que me descreveria.
Tão linda, que a escolhi para intitular meu livro de poesias.
Obrigada, amigo.
Não sem propósito eu escolhi o dia de hoje para lançar aqui no blog a mais esperada e feliz novidade.
Esperada por mim, é claro.
Publico oficialmente meu livro de poesias, hoje, 14 de março de 2013, Dia Nacional da Poesia.
Ai, ai. Esperei só a vida toda por isso.
E, penso eu, livro de poesia é algo totalmente pessoal, íntimo, intrínseco.
É uma expressão da própria alma, da vida do autor.
E duvido de poemas e versos que não tenham caráter biográfico.
Eu já o havia preparado uma vez, trabalhosa tarefa. Reuni todos, transcrevi-os desde os meus primeiros manuscritos que arrisquei adolescente e, então, perdi o HD e nele o arquivo do original. Sei porque: não era ainda a hora. Haveriam de ter muitas outras, inéditas, que acrescentar, sem falar nas perdidas que encontraria.
Como eu ia dizendo, sobre livro de poesias, não é para holofotes, a honra é de ser lido, a graça é que haja o interesse, o favor, quem faz, é o leitor.
Quando ele o faz, com sincero e vivo interesse, é a aí que há a conexão, duas almas se comunicam plenamente. Ainda mais quando é sensível a alma de quem lê
Por isso essa minha publicação é diferente. Não é a romancista quem a publica... A sonhadora, sim, sempre. Só que, embora esteja no formato de livro, maravilhoso apresentador de ideias e experiências, é como o canto silencioso de uma alma.
Reconheço que, embora poetas hajam muitos, não são todos os dias que nascem Coras, Cecílias, Quintanas...
Tenho minhas pretensões como romancista (não exatamente as da maioria dos romancistas, mas as tenho, outra vez falarei a respeito), mas não tenho nenhuma como poeta, se não a de ser lida e encontrar conexões de espírito.
Por isso, não tenho ambições ou ganâncias. Quem se interessar por lê-lo é porque antes se interessou pela pessoa Aline.
Concursos de poesias? Passo e passarei longe. Outro assunto para outra ocasião.
A poesia que eu escrevo, procuro ao menos evitar a preocupação com estilo, e premeditações.
A poesia, para mim, deveria ser a livre expressão, a liquefação, o escorrer da alma do artífice dos versos para o papel e jamais ser comparada, medida com a de outros sonhadores.
Anteontem eu estava ouvindo velhas canções... Quando criança as melodias de uma fita cassete, chamada Masterpieces - Os clássicos que todos gostam, me fez pensar exatamente no que eu gostaria de dizer nessa ocasião "oficial" da publicação do meu livro de poemas.
A música embala a alma do ser humano, e o carrega, como uma máquina mágica, a épocas, lugares, pessoas, sentimentos, desejos, dores e amores.
Aquela fita, com cada uma de suas composições me faz reviver tantas coisas.
E, até mesmo no silêncio, eu posso me lembrar delas, e sofrer a falta de todas as elas, principalmente das minha hipóteses sobre todas as coisas que eu sentia naquela época.
A poesia é mais que versos que falam: no silêncio, ela tem notas que cantam, embalam a alma de quem compôs, de quem lê.
A poesia é um acontecimento. Único, não dissecável. E, maravilhosamente, plenamente, sensitivo.
Não são somente os olhos que a absorvem. Quando diante de uma poesia com a qual se identifica, o sujeito sente abalado todo o corpo. A pele, a respiração, os suspiros, o sistema nervoso responde, o sorriso, ou a dor expressa na face. A melancolia, como quando leio a Florbela Espanca, a doce alegria como quando leio Vinicius de Moraes. As palavras meneiam, ondeiam, se desprendem do papel, provocam, enlaçam nosso espírito, provocam nossa carne. No simples sortilégio do versar...
Como é a poesia totalmente íntima, a capa, sem qualquer pretensão comercial, está exatamente como eu mesma gostaria de ser expressada... girassóis... girassóis... doces, belos, quentes, organizados, mas nem tanto, despreocupados, intencionados, mas expectantes por surpresa, girassóis girassolando pela capa a fora do meu livro de poesias... Girassóis pintados a óleo por mim, com olhos de estrela de empolgação... Uma Serenata ocorrendo num campo dourado, numa pradaria verde e amarela, romântica, infante, uma serenata ecoando num campo de girassóis. Serenata, meu livro de poesias. Com expectativas diferentes dos romances, mas filho amado, querido, com igual valor.
Ainda não sei ao certo quanto vai custar. Talvez por volta de 15 a 20 reais.
Ficou com 206 páginas!
Vou mandar essa semana fazer um para minha coleção particular.
Quem se interessar, me escreva por e-mail. Assim, mandarei imprimir cada exemplar sob demanda, respondendo às encomendas.
E, claro, vou enviar uma cópia digital para os leitores mais que especiais, que nunca têm me deixado só.
Os quais, sem eles, minha voz seria um eco solitário, a perder num infinito vácuo.
Minha vida anda corridíssma, por favor, se eu esquecer de alguém, não se ofenda. Eu imploro.
Eu aproveito cada brecha de tempo; às vezes, escolho entre comer e vir ao computador. Então, não se ofenda, mas me lembre! =)
Para terminar esse projeto a tempo, ninguém, se não o Matheus, pode imaginar a correria, rs.
É que eu tenho dessas cismas... queria que fosse no dia da poesia, mesmo achando que todos os dias o são!


Ahhhhhhhhhhhhhh, que lindo!!
ResponderExcluirO seu livro de poemas ficou um primor *-*
Parabéns afilhada querida por mais esse Dom, seus escritos (prosa ou poesia) enchem meu coração de ternura. E agora o dia Nacional da Poesia tem mais um motivo para ser lembrado com carinho ;)
Beijocas ;*
Parabéns Aline, por esta linda homenagem ao Dia da Poesia e também por seu talento como poetisa.
ResponderExcluirLembro-me que pintou este quadro de girassóis, e como gosta destas alegres e grandes flores.
Como faz bem à minha alma ler com tanta sensibilidade sua descrição sobre poesia, sobre seu livro ser como um "canto silencioso da alma". A poesia e a música realmente embalam a alma, nos faz agradecer pela sua existência e podemos sentir nossa alma sorrindo diante de tanta beleza.
Encomende dois exemplares para mim.
Beijo na sua alma poética e musical.