Passamos o maior susto de nossas vidas. A Raquel nasceu domingo, dia 25.03, às 06:20 da manhã, 3.250grms, 50cm. O parto foi super abençoado, rápido e perfeito. Porém qndo ela nasceu não respirou por ela mesma, e seu coraçãozinho parou de bater. Ela foi instantaneamente entubada e levada para a UTI neo natal. Eu não sabia direito o que estava acontecendo, fiquei aflita porque um segundo antes do nascim
ento a médica ouvira seu coraçãozinho bater normalmente dentro da barriga. Sabia somente isso, e que ela não havia chorado e depois me disseram que ela era 'nati morta', o que me assustou ainda mais, pois achei que ela tivesse nascido morta. Depois, só fui vê-la quase 6 hrs após o nascimento qndo muitas coisas foram esclarecidas. 'Nati morta' é apenas um termo médico para o recém nascido que precisa de estímulos para fazer o mesmo que fazemos aqui fora "do mundinho perfeito" do útero. Os médicos chamam o que ela teve de 'stress neo-natal' e não é incomum. Pode acontecer com ou sem anestesia (tive muito medo que fosse a anestesia) e nos dois tipos de parto (normal ou cesáreo). Ela teve de estar entubada apenas qndo do nascimento e quando a vi pela primeira vez respirava sozinha, estando apenas um pouco ofegante. Chorei muito ao vê-la, mas, coração tranquilizou quando ela agarrou meu dedo indicador, eu soube que tudo ficaria bem. A paz do Senhor enfim cobriu meu coração naquela hora. Ela está desde então na incubadora na UTI neo natal, e cada momento apresenta só grande avanços e melhoras. ='DDD Ontem a tarde tiraram o oxigênio e ela já respira o mesmo ar que nós. Ela não se alimentou de nada além de soro desde que nasceu e tive muito medo do meu leite secar, mas, desde então, a médica e as enfermeiras me instruíram e eu mal posso esperar, daqui a pouco (estou aqui esperando a hora) vamos dar o peito a ela, que já está cheio. Então vou segurá-la pela primeira vez. Ela é tão mimosa, dá vontade de agarrá-la e sair correndo, mas sei que está sendo bem cuidada e nada acontece por acaso. Só sofro pela ansiedade da Sarah que chocou tanto essa irmãzinha e ainda não pode conhecê-la. Mas sei que isso é temporário e queria dizer a todos, mais uma vez que todo o apoio e força me emocionaram muito e me encheram ainda mais de força para procurar a serenidade. As lágrimas de quando a vi, pela primeira vez, toda cheia de fios, naquela caixa "impessoal" logo serão apenas uma lembrança de como a VIDA é frágil e muito, muito preciosa.
Aline Negosseki Teixeira -- 27 de Março de 2012, 08h06min, em Hospital N. S. de Fátima, Ctba - PR
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