O ser humano não pode viver só.
Fomos gerados biologicamente dentro de um outro corpo, então, pelo menos, uma outra pessoa necessitamos ao nosso lado para nos completar.
Queremos um ouvido, uma mão, um apoio.
O outro pode significar segurança, suporte, esteio, alicerce.
Em busca disso nos empenhamos em preservar laços afetivos: amizade, coleguismo, família e, até mesmo, claro, laços passionais. As pessoas fazem entre si promessas. "Estarei aqui para o que der e vier." "Estou contigo!" "Estamos juntos no que for." "Nosso afeto vai durar para sempre, haja o que ou houver." - Mais ou menos assim. Tento colocar de uma forma mais genérica para abranger todos os tipos de relacionamentos.
A vida é feita em fases, camadas, situações; boas ou ruins. Tranquilas ou agitadas. Há os momentos de contentamento, apatia, ou dor.
De sanidade e confusão. Estamos a todo momento tentando compreender toda essa vastidão que nos rodeia. Mesmo que não percebamos, estamos imbuídos da eterna interrogação a cerca do funcionamento das coisas e questões.
Quando da alegria, temos em volta tantos para dividir conosco um momento de júbilo.
Quando da tristeza, apuro, vemos por perto aqueles que realmente estão afeiçoados à nossa pessoa: com falhas e boas qualidades.
Sozinhos é quase certo que desmoronemos. As saídas parecem impossíveis, nenhuma solução imaginada parece plausível ou possível.
Então, eis que temos um ombro querido, uma voz mansa e meiga, e todas as portas parecem se abrir diante de nós. As tempestades e terríveis trovoadas, já não parecem tão formidáveis assim.
O apoio é algo que não tem preço, valor estimável.
Nas adversidades financeiras, quando estamos doentes, confusos, é que podemos tocar naqueles que, de fato, tem um ouvido pronto para fazer o papel de nos ajudar a, com nossa própria fala que estimulou, nos encontrarmos.
Poucos são os corações prontos a se doar. Os corações que abrem mão de coisas importantes como tempo e ideologia para preservar um afeto cultivado. Poucos os corações dotados de temperança, para na hora de uma incompreensão ou raiva, aturar uma explosão de sentimentos.
As pessoas não represam todos os dias seus sentimentos numa panela de pressão cheia de ansiedade que é não ter entendimento sobre todas as coisas e compreensão de todas as pessoas que as rodeiam?
Quando nos vimos sozinhos, sem apoio, ficamos decepcionados, magoados. Ofendidos, temos vontade de desaparecer, ermitar num reino tranquilo onde, apenas nós mesmos, sejamos súdito e senhor.
Nessa hora eu me lembro das pessoas doces e deparo com a minha afirmação predileta: pelas pérolas e rosas, vale a pena o risco de se ferir na caminhada da jornada em busca de um dos maiores tesouros: a amizade.
Quando recebemos o apoio de tais pessoas, toda nossa existência se justifica. O mundo não parece mais tão grande e assustador. Eis que uma mão amiga se estende para nós.
Existem por aí pessoas mais interessadas no que de bom cada um tem a oferecer no que nos erros que elas possam, por ventura, cometer. Tarefa difícil é encontrá-las. Se a achamos, que alegria indescritível é!
E é muito bom ter alguém em que o dizer popular "Tamo junto!", é verdadeiro.
Aline N. T. -- 17h15min
Certamente! :)
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