Pular para o conteúdo principal

Toc, toc, toc

É noite... Mas cá estou eu, escritora em ossos, sangue, e pensamentos, finalmente escrevendo a vocês. É noite e chego com minha vassourinha espanando as teias dos cantos do blog, chispando as pulgas, e deixando no ar o suave perfume [de talco] do regresso com que vou desinfetando o esquecimento.


Mas minha mente nunca cessou de escrever, todo esse tempo de afastamento do teclado.
Eu até sorrio escrevendo isso, sobre teias e pulgas, já que me lembro do estado que encontrei a casa que vivo quando para ela retornei, tantos anos depois de nela pisar pela última vez.
Bom, não perco mesmo a oportunidade de dramatizar... tudo isso só para dizer que depois de todo esse tempo sumida, voltei ao meu cantinho mais especial, o blog. =)

Muitas saudades de todos vcs que leêm minhas "viagens", me ajudaram e tiveram tanta paciência comigo... e ainda o têm.

Eu devia ter vindo aqui, logo após os lançamentos, para contar em detalhes o sonho que foi.
Recebi tudo que fantasiava, e muito mais. Onde minha imaginação não foi capaz de desejar, me foi concedido e quero agradecer a todos que tornaram tudo possível. Que Deus os abençoe largamente. Ainda farei um post só sobre isso.

Depois do lançamento aconteceram tantas coisas... vocês nem imaginam.
Fui a um retiro maravilhoso de famílias em Guaratuba, aqui no Paraná, realizado pela igreja Batista. A Sarah que só tinha visto o mar ao 7 meses, amoooou. Se mostrou uma exímia caçadora de águas vivas e adorou catar conchas e belas pedras. E ouvimos palavras maravilhosas sobre comunhão. O fim de semana passou num instante.
A seguir...
Fomos viajar, revi pessoas que fizeram parte da minha vida, da minha história, pessoas tão especiais para mim. Só que lá tive infecção no ouvido (otite) que foi pior que uma dor de parto, e eu nem podia pingar nada e tomar certos remédios usuais porque naqueles dias descobri que estou esperando outra criança. Sim! Queríamos a tanto, tanto tempo. Eu nem acreditei... O Matheus, certa noite olhou-me e disse "você está com cara de grávida, ah, você está grávida! Disse que já sabia, mas compraria um exame só para provar para mim que estava certo. :D Só acreditei quando vi o exame  de sangue e porque tudo em mim começou a mudar. Eu tenho que admitir aqui que nenhuma gravidez é igual a outra. Quando tive a Sarah não senti nada - desejo, enjôo, mal estar. Nada. A única mudança foi o ventre que cresceu.
Agora me vejo sentindo tudo e ao mesmo tempo. E ainda por cima, na primeira ultrasson, descobrimos um descolamento no saco gestacional. Eu nem tinha prestado a atenção na preocupação da médica que realizava o exame, tão enternecida, vivendo o momento sublime de ver aquela pequena vida, de cerca de 2 cm, com seu coraçãozinho a bater, a cabeça, os bracinhos, e a Sarah querendo pular dentro da TV de tão inacreditável ela achasse ver "o bebê" bem ali, visível a seus olhos. Depois, quando liguei para a minha obstetra para ler o resultado, ela se mostrou bastante preocupada com o descolamento e, além de medicação, me receitou repouso absoluto.
Ficamos bem preocupados e até mesmo tristes. Mas a resignação veio depressa. Nós confiamos plenamente no Criador dessa vida que cresce dentro de mim. Nada acontece por acaso para aqueles que depositam nEle sua confiança.
Até a próxima ultrasson tenho que ficar quietinha. Primeiro eu tinha de ficar só na cama, foi um horror. Dói o corpo inteiro, dá vontade de fazer as coisas mais incabíveis, como dar uma corrida na rua (odeio correr) e fazer faxina. Então agradeci a Deus por minha situação não ser sempre essa. Fiquei imaginando a vida de quem leva sua vida sobre um leito.
Agora já voltei à médica e posso andar pela casa, fazer coisas suaves sentada, porque ainda estou de repouso até a próxima ultrasson, em que ela terá certeza que está tudo bem.
Que mais posso dizer?
Estamos empolgadíssimos. Sempre sonhamos com uma família grande, quem leu meus romances sabe. =)
Não cabíamos dentro de nós quando a certeza veio. Planos para nomes, essas coisas. E também receios que muito outros pais dividem conosco. Tenho aplicado toda minha fé, minha pedagogia para que o bebê, assim como a Sarah, possam viver uma vida boa, tranquila, apesar do modo que o mundo vai. Que eles se amem como irmãos com toda a força quanto possível. Como eu amei minhas irmãs e ainda as amo.
Isso não é difícil, eu sinto. Porque a Sarah há 3 anos ia para seu quarto ajoelhar e orar para o Senhor (Papai do Céu^^) para nos enviar uma "filhotinha". "Um bebê amoroso para a gente cuidar", dizia. E ela não cabia em si quando a notícia se confirmou. Por causa do meu repouso, ai, não posso descrever seu carinho e desvelo. Perguntando se eu já melhorei, se eu quero água, se preciso dos meus óculos... Um dia esqueci de tudo, porque quis abraçá-la e erguê-la para o alto como sempre, e ela bem preocupada "não, mamãe! a bolsinha do bebê vai descolar."
Ela é altamente perceptiva e intui tudo que se passa com os adultos. Como muitas crianças, mas para mim isso é especial por se tratar da minha filhinha...
A situação tem, sim, (Polianando) muitos pontos positivos. Vocês imaginam o que é ser cuidada, mimada até o fim? *---* Outro dia lembrei de uma música sertaneja "Vou mimar você até quando eu pudeeeer..." E fiquei tendo ideias para romances, hehe. Tenho é pena do Matheus tendo de cuidar do trabalho, da casa (incluindo fazer comida), de todos os animais e da Sarah. Ele é o meu sonho com que Deus me recompensou e quero fazer de tudo para retribuir... porque merecer eu já disse a Ele que nunca irei.
Outra é que tenho conversado bastante com a Sarah que me faz companhia e fico surpreendida com suas conversas. Disse eu um dia rindo em surpresa: "Sarah e suas ideias..." Então ela disse que podíamos escrever um livro com esse título: Sarah e suas ideias! Oh! Eu amo criança! E fico estupefata com o fato indicutível do "criança vê, criança faz."

Fora tudo isso, tenho (temos) passado por um momento intenso de reformulação do nosso conhecimento, dos fundamentos da fé, muitas novas indagações têm surgido, muitas tem sido respondidas e com tudo que tempos passado nessa busca incessante, ela só tem sido mais e mais fortalecida. Logo dividirei com vocês.
Com tudo mais volto a afirmar o que minha mãe tanto me dizia, uma frase famosa: "há mais mistérios entre o céu e a terra que possa supor nossa vã filosofia". Quanto mais estudamos, mais descobrimos que não sabemos é nada.

"Mas a quem bate, se abre, quem procura, encontra, quem pede recebe". O Filho de Deus disse isso, e é uma grande verdade. O conhecimento pode cansar, doer, encher-nos de angústia, mas cada descoberta é uma realização indizível e parece que a isso o ser humano está fadado. E se é conhecimento que quer o homem e for obediente, o Senhor concede. É um preço muito, muito pequeno diante de tamanhas maravilhas e tanto amor que Ele teve por nós ao entregar seu Filho tão amado para um sacríficio que salvaria a todos, todos que confiassem...

BEM!

Quero dizer que estou voltando (aos poucos) aos meus escritos e projetos, logo reformularei o blog, e tenho muitos planos e ideias (tenho tido tempo para pensar!) para ele.
Logo reponderei os e-mails e colocarei meus planinhos em prática!

Uma noite abençoada a todos!... de um coração cheio de alegria e saudade.

Aline N. T. -- 20h00min

Comentários

  1. Acompanhei alguns de seus posts no Facebook, fico feliz que agora você já possa, pelo menos, se sentar. Espero que logo esteja liberada pra caminhar e pegar sua filhota no colo :-)

    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Cíntia, que bom saber!
    Não vejo a hora de voltar bem ao normal!
    Obrigada pela companhia! ;)
    bjs

    Oi Daniel, obgada!
    e pela paciência!
    Planejo em breve pousar em Marte, hueheuh.
    Até! o/

    ResponderExcluir
  3. Que bom saber suas boas notícias! Ficar em repouso não é fácil, mesmo. É claro que para 'segurar' uma gestação qualquer sacrifício fica menos penoso, mas não deixa de ser um pequeno sacrifício. Agora que já está liberada para faxinas virtuais vai ser melhor, e logo iremos ver esses resultados no blog.... ótimo!!!

    Continue se cuidando, viu?

    Beijos

    Lúcia

    ResponderExcluir
  4. Que bom saber suas boas notícias! Ficar em repouso não é fácil, mesmo. É claro que para 'segurar' uma gestação qualquer sacrifício fica menos penoso, mas não deixa de ser um pequeno sacrifício. Agora que já está liberada para faxinas virtuais vai ser melhor, e logo iremos ver esses resultados no blog.... ótimo!!!

    Continue se cuidando, viu?

    Beijos

    Lúcia

    ResponderExcluir
  5. Lúcia, obrigada pel lindo comentário. eu tmb estava com saudade de vc!
    Tenho muitas postagens planejadas para blog e estou muito feliz em estar de volta.
    Deppois me diz se sua sobrinha gostou do livro.

    um beijo no <3
    Aline

    ResponderExcluir
  6. Amiga, que bom que retornaste!
    Olha, até no fato de você ter qeu ficar de repouso a gente parece. A primeira gravidez minha foi um pouquinho complicada porque minha filhotinha estava fora do lugar certo e eu poderia perdê-la a qualquer momento. Fiquei de repouso e foi horrível poderia perder aquela "pequena bolinha" que crescia dentro do meu ventre e que eu já amava sem conhecer.
    Mas Deus, o Criador foi misericordioso. Depois de um tempo não teve mais perigo e eu trabalhei até na sexta-feira, sendo que na segunda-feira seguinte eu tive a minha Gabriela.
    Sei que vocês tem fé e acreditam. Tudo é possível para aquele que crê.
    Sinto imensa felicidade em ter notícias tuas.
    Deus abençõe você, o Matheus e a Sara ( nossa pequena travessa rsrss).
    beijos de coração!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Oficina de Haicai - Escola Rural Caetano da Rocha

No dia 26 de Setembro mediei mais uma proveitosa Oficina de Haicai. Que satisfação! Participaram crianças entre 5 e 11 anos, conheceram o Haicai ou Haiku, o qual como eu esperava jamais haviam falar, e foi, como esperava, uma experiência maravilhosa. Quando eu cheguei em casa eu estava tão deslumbrada com o resultado, com o brilho que acendeu-se nos olhinhos das crianças, que escrevi o seguinte: "Só tem uma coisa que eu quero fazer na minha vida profissional e o farei com todo meu amor, sempre e sempre: incentivar crianças (grandes ou pequenas) a não só lerem e escreverem, estarem em contato com a arte literária, como se abstraírem  para a poesia... a poesia quem em tudo está! Foi maravilhosa a Oficina de Haicais que mediei hoje na Escola Rural Caetano da Rocha! O que era aquele brilho nos olhos das crianças quando me despedi delas?... ♥"  26 de Setembro  de 2012, 18h09min A bela lua encimava o dia, e nisso não há contradição, assim ela quis nesse di...

As Artes e o Processo Criativo

Frederick Leighton Inglaterra 1830 - 1896 O estilo desse pintor é o 'Acadêmico'. Embora meu estilo predileto seja o impressionismo de meus queridos Renoir, Mary Cassat e Berthe Morissot, eu não deixo de admirar o sentimento com que tantos gênios impregnaram a arte plástica nas mais variadas escolas artísticas. Todas elas grandemente, profundamente, suspirosamente me inspiram para escrever. Vamos olhar cuidadosamente para cada tela? O que sente, o que imagina, para onde seu pensamento 'viaja' com cada uma das telas? "Casado" A acima me faz pensar no rei Davi. "A lua-de-mel de um pintor." Essa pintura do artista e sua esposa me dá ensejo para mil fantasias que eu poderia tornar em enredos. Históricos, claro. ;) Como mil questões passeiam em minha mente quando me deparo com qualquer manifestação artística, as respostas acontecem artisticamente na literatura... a arte com a qual mais me identifico desde ...

Lançamento! Um Farol Para Meu Amado - Novela

Uma surpresa que venho preparando para vocês, leitores e leitoras! Escrevi essa novela em 2010 e estive ultimamente preparando-a para uma publicação exclusiva para mídias digitais, inclusive PC. Espero que gostem... A história de Luís e Ana me faz literalmente andar por onde eu ando, porém num outro tempo! Um tempo em que amar demais não era exagero, era esmero! Um abço a todos, Aline! ;* “O que ilumina a jornada daqueles que se aventuram a amar? Há aqueles que diriam: a fé.”  Aninha nunca se esqueceu de Luís, seu amor de adolescente, que deixou a fazenda Simão para nunca mais voltar e lhe dar um de seus inigualáveis sorrisos. Sedenta em conhecer outro modo de viver, ela deixa aos 16 anos a Colônia em que nasceu, no interior do Paraná para, um enigma que não revela a ninguém, buscar uma faísca de destino no tempo. Em pleno período da Segunda Grande Guerra, ela vai para a Capital estudar enfermagem, na esperança de reencontrar seu grande amor que, an...