nana mouskouri - a place in my heart
Existe entre os viventes,
um ser excepcional que meu Senhor e Deus
colocou-me sob o guardo, até que o prazo terminasse.
É um ser de amor...
Frágil como o cristal, forte como a tempestade.
Ela é doce como framboesa, amarga como aqueles que a amargaram.
Tão maravilhosa que tantos a quiseram para si,
mas, aqui, foi mais minha que de qualquer outro.
Ela me ensinou as coisas belas, fabulosas do mundo
e me ensinou valores que nunca mais deixei...
porque eram realmente bons frutos.
Deixou de comer para que eu comesse,
deixou de ter para que eu tivesse.
Deixou de “ter” para que quem amava,
pudesse “ser”.
Atingiu-me com a vara
naquele momento em que reparação
era o que eu precisava.
Atingiu-me com a autonegação
quando segurança e amor
era o que eu precisava.
Quando eu realizava
me congratulava e chorava de orgulho.
Quando eu errava, firme, me amparava
e não me deixava cair.
Imergiu-me no banho frio
num primeiro e último porre
e me ensinou que, para saber da vida
eu não precisava passar na carne
as agruras que ela mesmo passara.
Não importa o quão sábia e forte fosse;
humilde,
se achava tola e fraca.
Sempre reconheceu as próprias falhas.
Encheu minha vida de luz e sonhos
e esperança
assegurando que tudo me era possível,
se eu cresse.
E assim foi...
Sabia separar amargura de doçura
e não deu a mim do bocado horrível
que sempre experimentou.
E toda sua grandeza,
com que quebrou o círculo... cadeia,
resplandecerá por gerações,
posto que essa é uma promessa
dAquele que me ensinou a invocar,
amar, honrar e louvar.
E já presencio que assim é.
Eu choro... choro lágrimas sentidas.
Não está ao alcance de mim.
Eu choro...
Um vapor estranho
levou-a de mim,
arrancou-a.
Vento etéreo de saudade.
O amor é paciente, tudo espera.
Espero-a ainda.
Aline Negosseki Teixeira – 18.09.2011 – 14h47min
Minha Mãe
Existe entre os viventes,
um ser excepcional que meu Senhor e Deus
colocou-me sob o guardo, até que o prazo terminasse.
É um ser de amor...
Frágil como o cristal, forte como a tempestade.
Ela é doce como framboesa, amarga como aqueles que a amargaram.
Tão maravilhosa que tantos a quiseram para si,
mas, aqui, foi mais minha que de qualquer outro.
Ela me ensinou as coisas belas, fabulosas do mundo
e me ensinou valores que nunca mais deixei...
porque eram realmente bons frutos.
Deixou de comer para que eu comesse,
deixou de ter para que eu tivesse.
Deixou de “ter” para que quem amava,
pudesse “ser”.
Atingiu-me com a vara
naquele momento em que reparação
era o que eu precisava.
Atingiu-me com a autonegação
quando segurança e amor
era o que eu precisava.
Quando eu realizava
me congratulava e chorava de orgulho.
Quando eu errava, firme, me amparava
e não me deixava cair.
Imergiu-me no banho frio
num primeiro e último porre
e me ensinou que, para saber da vida
eu não precisava passar na carne
as agruras que ela mesmo passara.
Não importa o quão sábia e forte fosse;
humilde,
se achava tola e fraca.
Sempre reconheceu as próprias falhas.
Encheu minha vida de luz e sonhos
e esperança
assegurando que tudo me era possível,
se eu cresse.
E assim foi...
Sabia separar amargura de doçura
e não deu a mim do bocado horrível
que sempre experimentou.
E toda sua grandeza,
com que quebrou o círculo... cadeia,
resplandecerá por gerações,
posto que essa é uma promessa
dAquele que me ensinou a invocar,
amar, honrar e louvar.
E já presencio que assim é.
Eu choro... choro lágrimas sentidas.
Não está ao alcance de mim.
Eu choro...
Um vapor estranho
levou-a de mim,
arrancou-a.
Vento etéreo de saudade.
O amor é paciente, tudo espera.
Espero-a ainda.
Aline Negosseki Teixeira – 18.09.2011 – 14h47min

bonito poema, essa menina é uma danda, escreve poesia e prosa =]]]]]]
ResponderExcluirobrigada =)
ResponderExcluirnão posso evitar... para mim... a poesia é o grito da alma, querendo tornar os sentimentos palpáveis, fisícos.
a prosa é a viagem da imaginação.
todos deveriam tentar!