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O Hoje e a Semana da Passagem 







Feira de Artesanato: Páscoa, Rua XV de Novembro, hoje à tarde.
 Só mais uma tarde de sol?


Não.
Todos os momentos da vida, sejam de tristeza ou alegria, são preciosos.
Não adianta ficarmos somente vivendo em razão do porvir. Claro que planejar é importante. Mas, eu creio, temos, de um modo geral, a tendência de viver pelo amanhã.
Deixamos de fazer coisas maravilhosas agora, porque entregamos nosso ventre para ser torturado na ânsia do que faremos, do que comeremos, do que assistiremos, do que usaremos, de como andaremos, etc, etc, etc.




Dia de Biblioteca, Sarah pesquisando palavras com P.


Por outro lado, de que adianta cuidar do agora: comer quando der fome, sair quando vier o tédio, e tomar banho quando estiver fedendo e não preocupar-se com a primordial força que move esse monte de carne e ossos que, passado uma parca partícula de eternidade, terá sido consumido pela terra?






“Os homens vivem dentro do tempo, mas Deus os destinou para a eternidade. É essa a razão pela qual Ele deseja vê-los se aplicar às duas coisas ao mesmo tempo: à eternidade de um lado, e, de outro, a este ponto do tempo que é o momento presente, que é o instante em que o tempo toca a eternidade”.



C.S.Lewis


Do que você vai se lembrar quando faltar dois minutos para sair dessa carcaça?

"Quando eu terminar o ensino médio...
Quando passar esse cursinho...
Quando chegar as  férias, passar a faculdade, depois do mestrado, quando eu casar... quando eu me estabilizar, quando meu filho tiver tantos anos,  quando eu for promovido, quando eu puder fazer assim ou assado, quando eu conseguir perdoar, quando o negócio sair, quando eu passar no concurso, quando o divórcio sair, quando eu sarar da depressão, quando fulano lembrar que eu existo,
então... só então... começarei a viver."

Se a vida é vivida desse modo que mencionei, sempre na espera, sempre angustiado que a libertação está no porvir inalcançável que, embora chegando, nunca traz o esperado e, por isso, nunca chega, nada que se aproveita resta para ser lembrado.
Ou o que houve para ser lembrado, não foi percebido, porque a mente estava perdida nas preocupações vazias.

Mas do que vale a pena ser lembrado?

Sempre tem que ter algo ovelhento!
Se eu tiver de experimentar a morte eu me lembrarei do amor que dei e recebi. Mesmo e, talvez principalmente, daqueles a quem já não posso e não poderei amar.
Como esse amor se constrói?
No bloco a bloco de nossos dias.
No amor, amor em sua zilhonicefacetação [inventei essa porque não estava conseguindo me expressar :D], não cabe rancor, não cabe inveja, não cabe esquecimento, nem inclemência.
Se houver qualquer sentimento negativo no amor, não é amor. Você terá que procurar outro nome para o sentimento.
Amor é o que está em I Coríntios, 13.
O amor verdadeiro não acaba. Ele é maior que as mágoas e que o orgulho. Tudo sofre, crê, espera e suporta. Ai daquele que sabe viver amor assim e o jugo com quem ama é desigual.
Amar não é fácil. Amar é um exercício contínuo. Árduo. Amar é ainda mais difícil que lapidar um texto. Sabemos que o lapidar de um texto pode durar até o último dia da morte de uma escritor. Ele pode até deixar seu texto como está, aquele romance como está, mas, se ele não for pérfidamente orgulhoso, ele sempre amarga determinados pontos que gostaria de ter feito diferente, ou acrescentado.
Na hora de explorar livremente,
o encanto com os livrões.
Amar só se torna fácil a partir do momento que a luz de Cristo desperta em nós. Alguém conhece quem viva um amor de Coríntios 13 e não tenha Cristo verdadeiramente em sua vida?
Alguém aprende a amar como o amor de Coríntios 13 em um dia? Alguém, além de tudo, amará assim, a ponto de entregar o próprio corpo para ser queimado ou apedrejado, se não tiver sido sobrenaturalmente tocado pelo próprio Cristo?
Alguém ainda dúvida que ainda existam mártires nesse mundo que tão aterradoramente carece de uma partícula de um amor assim, de Coríntios 13?
Amar verdadeiramente é um acontecer que não acaba. Amar é reconhecido pela postura de alguém que não se incomoda de ser humilhado, magoado, desprezado por aquele a quem se ama.
Amar é sempre ter esperança que alguém possa mudar, embora ninguém mude verdadeiramente não sendo pela graça.
Talvez, quem ama, pode mesmo reconhecer que determinada pessoa não lhe faça bem e deseje não mais vê-la. Mas, se a vê, não a consegue desprezar. Não a consegue isolar, ignorar. Porque seu coração é infantil e pulsa, encharcado de contentamento pelo simples fato de ver a pessoa amada.

Imaginem então, como era a o amor assim perfeito de Jesus que era Dele, e não de Paulo?

Mas eu não queria falar de amor, embora goste mais em muito.
Estava falando da felicidade construída em serenidade e coisas simples e boas.
Estudei em minha monografia a filosofia transdiscilplinar. Porque eu sempre achara loucura repartir o ser em pedaços, sendo que suas capacidades estão interligadas e são, de certo modo, indivisíveis.
Contudo, em mesmo tempo, eu gosto tanto de voltar meus olhos para o pedacinho! É como podemos contemplar as células que constróem o corpo de nossa existência.
Talvez por isso eu tanto tenha me apaixonado por haicais e com eles lembre da Dona Luzia, japonesa amorosíssima que conheci, com suas hortas e panos de prato, e nem sei se ela gostava de haicais!

"Vc tem que ver os livros para quem não pode ver!"
disse minha nova amiga de 90 anos
num corpo de 9 =D
Temos a tendência de sempre esperar que algo tremendo nos apanhe para dar a alegria. Como se felicidade precisasse ser algo estupendo e arrasador para sair bradando ao mundo. Sabem? Essas felicidades efusivas que os jovens tanto têm buscado nas noites, na bebida e outras coisas que acabam, que passam, de que nada restam e, na maioria das vezes, destroem?

Sempre apreciei comida simples, já sei que os roceiros comiam bem e viviam longamente e com pouco remédio. Mas eles comiam também o trabalho braçal se afeiçoando dia a dia a coisas simples. Sou preguiçosinha para tudo que não for de criatividade ou de intelecto, mas, na medida do possível eu tento me esforçar. Amo os girassóis porque são tremendamente belos e pueris.
Saltos e maquiagens só em ocasiões esporádicas e dias de gala, porque afinal, uma moça sempre quer um dia de princesa. Mas meus dias sempre foram e as fotos podem comprovar, vividos com sandálias rasteiras e, a última que comprei, minha irmã dissera a rir que parecia de franciscana. Ora, como vou apreciar cada coisinha na biblioteca, cada nuance da cor do céu, cada palavra bonita que alguém tiver a dizer se estiver praguejando internamente de dor nos calos?

Minha mente é complicada mas, penso, faz seleções e opta pelo simples.
Eu li muitos autores (sei que não foi o suficiente) mas creio que tenha gostado mais, dentre todos, do Erico e da Cora, de quem sempre falo (ó repetitiva) porque eles nunca, que eu tenha lido, empolavam ou demonstravam querer falar difícil.
Que eu tenha escrito em liguagem difícil creio que foi somente certo romance de quase 600 páginas... Mas não foi minha a liguagem, antes foi da época em que ele se passa, que tomou posse de mim e não pude controlar. Se tivesse usado outra linguagem não haveria "a viagem".

Não foi mais uma tarde de sol a de hoje.
Xeretar a feira de artesanato e desejar possuir todos os fantoches, sonhando as histórinhas que contaria com eles para a Sarah foi um momento eterno de satisfação.
Futricar a toa na biblioteca, na ala de livros infantis, foi outro.
Cada palavra com P que a Sarah soletrou para mim, ainda outra eternidade de momento cheia de contentamento.
Estar no caminho daquela mente vasta presa num corpo de quase 9 anos da menininha comunicativa que lá conheci, alegria incomensurável.
E alguém acha coincidência ela fazer aniversário no mesmo dia que a Sarah, que vem a ser segunda que vem, e, sem saber nada sobre mim, ficar falando de brailles, histórias e livros bíblicos que conheço e tanto gosto?
Já disse, eu acho, que eu não acredito em sorte ou coincidência.
Quem tem olhos para ver, vê um propósito em tudo que lhe ocorre em baixo desse céu.
Ninguém que encontramos é por acaso.

Vejo a sociedade sofrer... E parece ter prazer no sofrimento. E constrói frivolidades que adotam como leis inescapáveis. Eu mesma já sofri porque foi colocado de algum modo que se não dermos determinadas coisas, em determinadas épocas a nós mesmos e a nossos filhos, os quais não damos a chance de liberdade, nessa educação impensada, nós não seremos e nem os faremos felizes.

Jesus nasceu, viveu e morreu por cada um de nós, descendentes de Sem, Cão e Jafé, ou talvez dos outro filhos de Noé que espalharam outra vez a semente humana sobre a face de toda a terra.
Tendo nascido, vivido, a única coisa que nos pediu a respeito da páscoa, que significa passagem, foi que comessemos e bebemos em sua memória. Lucas 22! Depois ele morreu e ressucitou e ainda esteve quarenta dias, se não estou enganada, entre os homens, até que subiu. E mais: disse que quem o ama é aquele que segue os mandamentos de Seu Pai. Ele está no Pai e o Pai nele. Ele é/era o próprio verbo que estava/está com Deus. O verbo era/é Deus.

Porque, então, muitos cristãos celebram a páscoa e nem tocam no assunto, muito menos conversam sobre a vida e os ensinamentos maravilhosos do Senhor da páscoa?

Jesus não pediu que arrancassemos os cabelos da cabeça, e os contados reais de nossas contas para alimentar um famigerado e ganancioso mercado.
A páscoa não deveria estar, em sua data, relacionada com o carnaval, festa pagã que se não fosse pecado, qual seria a razão da cinzas? Qual a razão de tomar as cinzas sabendo que no outro ano se tomará parte de tal festa que não cabe aqui descrever tudo que remonta e ocasiona?
Porque coelhos e ovos, se isso vem de costumes pagãos, de devoções a deuses abominados pelo Pai do próprio Jesus a quem importava fazer tudo em amor Dele?

Os ovos e os coelhos da páscoa descentralizam e desviam o verdadeiro motivo da comemoração da páscoa. Que é a vida de Jesus, o amor que nos deixou, os ensimentos e a exortação a comunhão.
Que a partir desse tempo a páscoa aqui seja assim, e não mais na ansiedade vazia das vaidades e supérfluos comerciais que causam tantos males e injustiças. Enquanto algumas crianças ganharão, cada uma, 10, 15 ovos de chocolate puro levando um selo de royalty mais caro que a matéria prima, muitas não terão nem uma barra de hidrogenado.
É com esse tipo de coisa que contribuirei?

Alguém poderá achar uma postura radical, mas seja qual for a religião, católica ou protestante, estará em sua bíblia o seguinte versículo:

Apocalipse 3: 15, 16

Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!
Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.

Não ficarei me prolongando, mas poderia citar aqui muitos versículos que deixam claro o tamanho da abominação da parte do Senhor em relação a coisas oferecidas a ídolos e a idolatria. Os ovos eram oferecidos as deusas da antiguidade, nos rituais de passagem no equinócio da lua, a páscoa pagã que foi incorporada as coisas santas depois de alguns séculos da propagação do cristianismo.

Não quero ofender ninguém. Se houver interesse, que se empenhe tempo e se pesquise história, dados, relatos, provas.
Estou falando sobre mim, somente sobre mim e, se alguém concordar comigo, ficarei feliz.
Se não, importa Deus e eu, e como nos relacionamos.

Tudo que sei é que tento ser uma seguidora do caminho fiel, porque muito mais fiel é Jesus a quem quiseram misturar a data do memorial de sua passagem para a vida eterna com as profanações mundanas.

Eu não via maldade em ovos de páscoa. Cheguei mesmo a comprar um ovo pintado, daqueles, as tradicionais pessânkas, com sua trabalhosa e rica arte.  Mas sabem, quando você vê que andava na inocência de uma criança? Então você cresce, estuda história e enxerga que existem verdades e, pior, as mentiras colossais tidas como verdades por conta do costume tão longo que não se quer largar a chupeta?
Então, quando aconteceu e acontece situação semelhante comigo eu penso em "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."

De repente não há mais em mim a tristeza e opressão que havia nas épocas de páscoa. E eu não entendia porque isso acontecia.
Jesus que é o Senhor da páscoa disse "E não é mais importante o corpo que a comida?" e que a comunhão, o ameis uns aos outros como ele nos amou não é o maior mandamento?

Minha (nossa) decisão de tirar os ovos de páscoa, os coelhos e seja lá o que for de nossa semana em memória da morte e ressurreição está amplamente baseada naquilo que Paulo, o apóstolo, disse "Sedes pois meus imitadores como sou de cristo."
O que foi que Jesus fez quando viu que tranformaram a casa do Pai em mercado, ganância? Foi a única vez que o vi agressivo. E agora, a páscoa, ÚNICA festa que Ele instiutiu, feita também em obra de ganância?
Eu me dizia cristã, porque amava a mensagem do evangelho, mas fazia pouco e tentava pouco ser imitadora de Jesus. E isso é pouco, isso não adianta. "Sedes perfeitos, como o pai é perfeito." Disse também o próprio Senhor da páscoa.
Não é  perfeição da soberba, que machuca, fere e humilha. A perfeição divina de quem quiser ser o maior, seja o menor.
Foi querendo saber todos os detalhes reais da páscoa para ensinarmos a nossa filhinha, que o Matheus descobriu muitas coisas. Pesquisamos, buscamos por conta própria. "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Lucas 11:9)
 Não tem a ver com a igreja que vamos, que não ata fardos aos seus membros, que vivem a liberdade cristã. Tem a ver com nossa própria consciência.

Talvez seja melhor ser burrinho. Ser o tolo. O pobre de espírito das bem-aventuranças de Matheus 5, porque os pecados ignorados não são imputados. Mas, quando você tem uma ânsia por saber dentro de si, não há muito que se possa fazer. Creio que essa ânsia, que também me obriga a escrever, me foi dada. Eu sempre queria saber tudo: "Mas e antes? E antes? E porque?" mamãe, exasperada, me deu uma enciclópedia de capa dura e amarela. Foi lá que, com 9 anos, fiquei conhecendo em detalhes sobre as sabedorias de homens... Big Bang, evolução, etc etc. Todas teorias, embora praticamente aceitas e ensinadas como fato. Lá não estava a teoria de um "designer". Um criador, um engenheiro, tão cientificamente lógica quanto essas outras, tão recém nascidas em compração ao relacionamento de Deus e o homem.
Porque querer saber demais eu sofri. Deus sabe o que eu sofri, porque Ele estava lá comigo, me guiando e não permitindo que eu me perdesse, jamais, jamais... Ele me chamará, dizendo: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Salmos 2:7 Eu direi: "Tu és meu pai, meu Deus, e a rocha da minha salvação." Salmos 89:26

E a quem muito é dado, muito é cobrado.

Quanto mais eu souber, mais serei cobrada. Mas não existe nada, botão, dispositivo, ordem mental que me faça parar. Tem uma voz interna que me manda buscar, me manda saber. Seja com a razão ou coração.
E me manda buscar fazer tudo, na medida que posso, com perfeição.

Não falo perfeccionismo como o fazer de trabalhos manuais e outras coisas terrenas, cheias de vaidades. Mas aquela conduta que no mais ínfimo dos deslizes, a consciência clama.

Hoje não foi só mais um dia de sol. Foi um dia para a beleza se manisftar nos detalhes da natureza, e para a vontade do que me criou se cumprir em cada palavra que disse, em cada pessoa que encontrei, em cada gesto que agi.

Sei que o post ficou grande demais. Mas também tem isso. Eu não poder calar as vozes do meu espírito.
Quem teve paciência, e leu, obrigada!

Para aqueles que sempre estão por aqui, lendo o que escrevo, eu conheço vocês e sou feliz por isso. Aos que não conheço e não se manifestam, espero poder conhecer então ficarei feliz por isso. A ambos eu desejo uma semana da passagem transbordante do amor que Jesus nos veio legar. E que o doce da páscoa não seja o chocolate, que embolora, apodrece e é consumido, mas seja doce, infinitamente doce a maravilha da certeza da salavação, da vida em abundância prometida, a fonte de água viva a jorrar de dentro de nós, da luz e do sabor do sal com que se tempera o mundo e não o permite desfazer-se, da vida eterna numa nova terra, sob um novo céu onde tudo que haverá é esse amor tão grande que foi o do Filho de Deus, amor tão grande mesmo que não cabe no cerébro humano compreender. O meu e o seu cerébro são menos que um PC ENIAC enquanto na sabedoria do Criador cabem todas as infinitas enésimas potências dos trilhões de terabytes que quiçá possam vir a existir.



"Quem você gostaria que estivesse em nossa festa de páscoa, Sarah?"
Então ela desenhou...
A mesa com o pão e o vinho ao ar livre, Jesus (de cabelo ocre), papai (de cabelo e chapéu preto) a mamãe, ela (Sarah)
a Lady e a ovelhinha Dupi. Atrás, o viveiro das galinhas e do patinho.
Clicar para ver ampliado.



Aline N. T. -- 22h49min




Comentários

  1. é um desperdício viver em função do amanhã e burrice não pensar no futuro. o segredo da vida é o equilíbrio. tudo demais ou de menos atrapalha, mas tudo na dose certa resolve =)

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