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Havemos de ter esperança! - É o que penso, quando algo não vai muito bem.
Tudo ocorre para o bem daqueles que amam e temem ao Senhor, já repete incansável minha mãezinha.
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O texto que postarei hoje não é de minha autoria. É da sensível e amiga escritora, a Bruna Longobucco, a qual tive a honra de prefaciar um romance histórico recentemente, do qual falarei em breve, em outro post.
Ando tão triste com uns problemas que venho enfrentando com as minhas publicaçãoes que, mesmo tendo já pensado num desabafo, não tive a coragem, por receio de aborrecer tão amáveis leitores que nunca me deixam só.
Sabem, acho permitido a um autor desanimar. Todos somos feitos de carne, osso, sangue e sentimentos... Mas não é permitido desistir, isso nunca. O fim de um sonho é só a morte. Por isso ainda há muito tempo para eu seguir tentando, como já ensinava uma querida professora e diretora que tive. Como mesmo aqueles amigos levaram a cama do paralítico para Jesus curar, enfrentando todo o grande impossível, e vencendo, afinal, meu drama pessoal não é nada comparado a isso.
A Bruna, que não só acompanha meus passos, como os caminha comigo, sensibilizada realmente, escreveu estas belas palavras que postou hoje em seu Blog, o Feitiço Literário.
As dificuldades são muitas, das quais em breve falarei. Mas agradeço por tudo que tive, que foi muito mais que se podia esperar. A Deus que proporcionou em minha vida desde sempre o impossível, ao meu marido Matheus que agiu no impossível, intrumento querido, me provando que tudo é possível àquele que crê, e a todos esses amigos como a Bruna, a Marcela e aos leitores, cada um em especial, que além de crerem em mim como escritora, o mais importante, fizeram-me crer e mim mesma, com suas ajudas e infinitas paciências...
Segue o texto...
NOVOS AUTORES E FALTA DE OPORTUNIDADES
Escrevi o seguinte post sensibilizada pela situação atual de uma amiga. Ela, romancista promissora, anda a sofrer a injustiça de ver adiada a publicação de seu livro, cujo contrato assinou meses e meses atrás. Não pode imprimir mais exemplares por demanda, perdendo leitores e vendas e, ao mesmo tempo, silente pelo contrato, não tem como exigir um prazo determinado para a publicação do original, que fica a critério da editora, podendo ou não após tanto tempo de espera, ficar a publicação de seu romance apenas em se.
"Expectativas. Um mundo de portas e janelas que encontramos fechadas. Vozes silentes dos autores que criam seus textos e esperam o contato com o leitor. Espera por vezes ansiosa, frustrante, como no caso de se obter um contrato editorial e depois nenhuma resposta. Não há demanda, a editora perde o interesse e a possível publicação sai da fila. Minguou o interesse, outro autor que está ganhando destaque toma o lugar do que chegou primeiro.
Mas além de um contrato frustrado, há os pseudo-contratos, as falsas oportunidades de publicação, com custos altos e, depois, um resultado desesperador empilhados na casa do autor.
Sem divulgação, sem lugar nas livrarias, o livro não vende se o artista não tiver disponibilidade para sair por aí e se expor, batendo de porta em porta.
O problema é que nem todos podem deixar afazeres que possibilitam sua sobrevivência em busca de um sonho, por maior que seja o apelo de alma, a perseverança.
E então, onde encontramos lugar para expor nossa criação?
Virtual, impresso, tanto faz o formato do livro. Com a internet, sabemos que nossa noção de tempo e espaço é outra, mas a expectativa não. É igualmente intensa. Tão intensa como no momento em que a invenção de Gutenberg trouxe a impressora de tipos móveis...
Ah! O artista quer ver sua imaginação criar asas, quer saber se vai sensibilizar seu público, se a redação merece ganhar forma, cor, cenário. Enfim, doendo ou não a crítica, precisamos conhecer a qualidade e o potencial do texto.
E quem nos diz sobre essa qualidade e potencial é ninguém menos que o leitor.
Vejo novas tendências, maior atenção aos nacionais contemporâneos, porém, precisamos de um país mais interessado na atual produção literária. Algo além dos sucessos de vendas que nos chegam de outros países, frutos de outras sociedades e pertencentes a uma realidade tão diferente da nossa.
Nosso país, tão rico em cultura, precisa dar chance a algo mais do que polêmica, violência, escândalo e sensacionalismo. Não é negar a realidade das ruas, das favelas, do tráfico e tantas outras agruras sociais, também não é fugir da ciência, do conhecimento necessário e que nos liberta da ignorância. É deixar, antes de tudo, o pré-conceito de lado. Demonstrar nossos sentimentos, as peculiaridades e valores, porque a arte precisa existir suas várias manifestações, seja romance, poesia, crônica, conto, telas, sons, formas...
E quem discute a diversidade da criação?
Não, não é isso que buscamos. Apenas discutimos a falta de espaço para o artista iniciante sem recurso, sem contatos, sem alcance editorial."
Bruna Longobucco
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Em momentos de grandes tristezas ou tragédias como a que nós, seres humanos, temos passado, seja com os desastres naturais ou pessoais, que nos mantnhamos firmes na fé, vivendo o um dia de cada vez, fazendo o melhor possível que nos venha as mãos.
Aline N. T. -- 11h30min

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