Visitas ‘Livrentas’
Esse fim de semana, 09 e 10 de Outubro, tão esperado, me foi muitíssimo especial.
Porque teve a Bienal do livro em Curitiba, ocasião que serviu para reunir umas apaixonadas por leitura.
Recebi a Marcela, amiga urdida nas manhãs insones, também escritora, que veio de Colatina - ES, a Lariane, minha primeira leitora e grande incentivadora, Joinville - SC, e a Isabela, Londrina, uma conterrânea paranaense na qual vi em seus olhinhos brilharem o orgulho por ler o nome de sua cidade no meu livro novo, que está prestes a sair, e também a Jheni, que me pareceu tão sensível, é muito dedicada e está em Curitiba para trabalhar (e muito!).
A Marcela chegou na sexta, e fui com a Sarah e o Matheus buscá-la no Aeroporto, aqui em São José dos Pinhais. O voo atrasou e quando pusemos o pé em casa estávamos famélicos. Eu fizera um pudim de leite moça para as doces visitantes, mas um vento chamado "Matheus" sentou à mesa e o levou (devorou) quase todo! A culpa é minha por preparar justo a sobremesa que ele mais gosta! Depois de ela ter matado a saudade do refrigerante de framboesa e provado minha compota de amoras, passeamos no calçadão sob aquele sol que pareceu se acender depois de muitos dias nublados, justamente para sua chegada. Uma brisa fresca batia contra nossos rostos e voltamos para casa com uma sacola cheia de doces (paçocas e chocolates!).
A gente tinha muita conversa para pôr em dia (porque afinal não nos falamos quase que diariamente), fomos ver O Conde de Monte Cristo na TV, e dei um desconto que ela tenha dormido nos primeiros 5 minutos do filme, porque, afinal acordara as três da manhã para ir para Vitória pegar o voo para cá, e já eram mais de dez da noite...
No dia seguinte, bem cedo, a Jheni veio trazer as meninas até aqui e como é curioso e mágico conhecer pessoalmente alguém que conversamos sempre por dois anos, mas que não fazemos ideia de como seja sua voz ou trejeitos.
Ah! Fiquei emocionada de ver as duas advogadas, Lari e Marcela, me defendendo da funcionária que queria me cobrar mais caro que o valor anunciado em letras garrafais na bancada das Larousses infantis com que presenteei a Sarah nesse dia das crianças. Foi somente quando a lembrei de que existe um Procon, para o bem do consumidor, que ela fez o preço conforme anunciado mas, entredentes, chamou-me de criança. Tsc. Se soubesse que o maior dos elogios me é chamar de criança!, como bem já disse em outras postagens. Por que delas, disse Jesus, é o Reino de Deus... Claro que eu poderia ter sido compreensiva, afinal ela esqueceu de tirar o anúncio com o preço, e pequenos deslizes todos nós fazemos. Mas se tivesse sido mais amável, não me insultado com seu gesto desaforado e com seu tom de voz ao me destratar, eu, a assídua cliente, tenho certeza, não teria sido inflamada no desejo de exercer meu direito de consumidora.
Esse foi o único momento desagradável do incrível passeio que estava só começando. Porque as coisas desagradáveis marcam tanto?

Mas, nesse dia em especial, as jovens Caingangues não estavam muito dispostas. Mas se eu tivesse podido, juro que teria comprado uma de suas lindas cestas que, mesmo de longe, me cresciam às vistas por tão belas.
Da praça ficaram as belas fotos que tiramos com meus livros, que primeiramente, a elas todas me uniram e isso é muito comovente para mim. Na foto estamos segurando o "boneco" de Por Falar em Disputa...
E como resistir as fotos que para sempre eternizam momentos tão felizes? Como evitar a bronca do segurança? “Sem flash, por favor!” Ah, cabecinhas não só sonhadoras, mas avoadas as nossas!
Depois de muitos livros nas sacolas para sortear ou ler, a Lari e a Isa nos seguiram rumo ao Shopping estação, para a Bienal do Livro do Paraná.
Nossas pernas já estavam doendo por conta de tantas andanças, mesmo com o descanso para o almoço. Mas ainda era tolerável andar e andar! Só a Marcela, coitada!, que, ignorando nossos avisos na esquina de casa para voltar e calçar um tênis, não podia mais suportar as bolhas que o sapatinho preto lhe fez e os Band-Aids não ajudavam em nada para aliviá-la.
Preferia ter visto a Bienal do Livro do Paraná ter sido mais evento cultural e popular que mercantil, mas de todas as formas foi um maravilhoso ponto de encontro e as editoras nos enchiam os olhos com seus títulos maravilhosos.
Foi muita emoção, nesse 09 de Outubro, depois de juntas conhecermos a bela nova versão da Barsa, vê-la autografar para mim, diante também de sua filha Ana Tereza, o volume de seu Berço Africano. Já estou lendo, no primeiro capítulo ainda, mas adorando sua delicadeza com as palavras e me sentindo totalmente dentro da história já na primeira situação, do cenário que ela compôs.
A única tristeza que vejo em seu rostinho é quando ela pergunta "onde está a de cabelo pletinho?" e "pla onde folam aquelas tias?"...
E foi assim que terminou nosso dia de Bienal e peregrinação em Sebos: muitos livros, sorrisos e lembranças para guardar no coração.
Elas ficaram encantadas e, como eu, desoladas por não poder ver a tal casa por dentro.
Logo elas partiram e ficou no ar muitos planos e promessas para um futuro literário! Em Joinville, Londrina, Colatina, ou Rio... Quem sabe? Bem que eu sempre repito que o tempo é relativo, e as coisas empolgantes terminam depressa! Esse fim de semana, e também o feriado, escorreu entre os dedos.
Agora, é esperar a oportunidade de nos reencontrarmos todas para maximizar 4 vezes esse amor que cultivamos por leitura e escrita. E, com as distrações de avoadas que somos, ao menos a Marcela e eu, aprendermos, como, por exemplo, que chegar realmente uma hora antes ao aeroporto é importante, para não perder o voo e ver a passagem da visita ser sobretaxada por minha culpa. Ainda, embora esse momento medo, O Terminal, do Tom Hanks, dê caso para contar para aos netos, e apesar de todo o medo que passamos, ainda ansiar por outras aventuras, porque a vida e a felicidade é feita de momentos e lembranças doces de diversões e partilhares.
Aline N. T. - 18h10min


Aline escritora singular. Obrigada pelas palavras carinhosas a mim dedicadas quando do e-mail. Você disse bem ao se referir a Marion "tanto descobrimos uma na outra de singularidades em comum". Nesses últimos tempos, tenho me descoberto num universo mágico e encantador - o das palavras. Afastada das bibliotecas - por aposentadoria de livre vontade - tenho tido mais tempo para as letras e aos encontros, ainda que virtuais, com pessoas lindas como você. Você conseguiu retratar de uma forma tão vibrante que não há como não se sentir dentro dos próprios sebos, dos próprios caminhos percorridos. A casa do conde, já a vejo, inclusive, nas poucas palavras tecidas. Parabéns e obrigada por este espaço. Um beijo e até mais. PS: sua filha é linda e abençoada por ter uma mãe como você. Realmente a pérola se esconde nas profundezas do mar e são difíceis de serem encontradas, mas não impossível - eu a encontrei. / Beijos e até a próxima. / Inajá
ResponderExcluirAline, adorei participar de um pedacinho desse fim de semana inesquecível e ver em primeira mão o "boneco" do Por falar em disputa... Espero vê-la em muitas outras oportunidades.
ResponderExcluirFelicidades para você e sucesso no novo livro!
Marion.
Aline, obrigada por partilhar conosco este passeio literário/cultural maravilhoso! Sem tirar o mérito dos locais visitados, a sua descrição e o companheirismo de vocês, que sentimos tão puro e afável, valem mais de metade do post.
ResponderExcluirQue saudades, reli tudo com um brilhinho nos olhos. Foi tudo fantástico, esse encontro vai ficar eternizado. ^^]
ResponderExcluirBeijinhos!