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O Último Baile do Império - Final

Como essa história aconteceu?

Não leu as outras partes? Clique aqui: Parte I, Parte II e Parte III


Uma noite, certamente foi em maio, eu não tinha aula e o Matheus me levou a faculdade especialmente para eu ver se o Professor havia terminado de ler e corrigir. Imaginem minha ansiedade? Quando me viu já sabia o que eu queria. Ele: “Terminei, sim! Tenho de pegar porque deixei no carro.” Enquanto íamos até o estacionamento, encoberto naquela noite por um céu estrelado, disse ele para a pretensa escritora que aguardava o parecer que, quem sabe, determinou seu futuro fazendo-a escritora: “Os erros de concordância e gramática haviam. Mas estou impressionado!... Não perdeu a linha da narrativa uma vez sequer e não pude desvendar até que fosse esclarecido o mistério da morte de Estela de Aragão.” Eu não tinha palavras e apenas o aguardava pegar o volume impresso em papel reciclável. “Essa narrativa parece Janete Clair, Aline.”

Janete Clair?

Sei que agradeci a ele um pouco emocionada uns “muito obrigados” e, atarantada, enquanto andava com pressa pelo estacionamento, já avistando o Matheus que me esperava do outro lado da rua, além de eufórica, me perguntava quem seria Janete Clair.

Ao invés de irmos para casa, fomos até minha mãe lanchar. E perguntei a ela se sabia quem era Janete Clair. Então quando me contou, entendi que o Professor tinha feito um grande elogio ao meu enredo e, a partir desse dia, passei a acreditar em mim como escritora e tudo que mais queria, era começar a escrever outro livro.

Minha sogra leu em seguida e também ficou impressionada e, às vezes, telefonava dizendo que não conseguia parar a leitura, a cada capítulo, querendo saber o que trazia o o próximo. Recomendou que eu devia mandá-lo para a tia de meu esposo que é escritora de livros infantis e, como eu, pedagoga, para que lesse e desse uma opinião imparcial, uma opinião de quem já estava habituada ao meio literário.

A Sávia foi um encanto. Falamos-nos por telefone e isso foi estranho: eu não travar ao falar ao telefone com alguém de fora do meu convívio cotidiano. Talvez porque ela tenha uma fala mansa de quem cresceu em Minas Gerais, às margens do São Francisco que tanto conheci pelas histórias de meu avô, ou por que seja mesmo simpática ao extremo e seus assuntos sejam todos esses que me encantam, livros e cultura. Logo lhe mandei via sedex o livro e, depois de um tempo, ela ligou para minha sogra dizendo que pegou dele numa noite e também não conseguia parar de ler, que tinha que saber logo o final e que ele precisava ser publicado! Recomendou-me as editoras que eu deveria enviar o original, já me alertando que era quase certo que não tivesse resposta. Mas que com ela também começou assim. Seu primeiro livro foi independente e promovido com muito trabalho mas que, no fim, com amor, a gente sempre chega lá. Recomendou que eu deveria montar um site e, quem sabe, um dia, quando pudesse, eu fizesse uma edição independente para verificar a aceitação do público. Me animou, já prevendo as recusas das editoras, o que é notório de acontecer com um autor desconhecido de um modo que em todo esse tempo apesar de várias vezes ter desanimado, nunca me ocorreu desistir definitivamente de minha vocação. Ao contrário. Quanto mais obstáculos encontro, mais eu quero lutar.

Com um orgulho desmedido mandei o primeiro de vários originais a Biblioteca Nacional, o que é muito importante para garantir os direitos autorais. Quando enviei estava na última semana de prazo para entregar a parte escrita da monografia mas consegui escarafunchar um tempo para passar as correções para o arquivo e fazer isso, porque a ansiedade era demasiada.

Escrever minha monografia e realizar o projeto prático (a confecção de uma casa popular ecológica em escala como material didático) me deu tanto prazer que acabou tornando-se outro livro que um dia espero ver publicado e tudo que envolve isso, também daria outra longa história, assim como o verdadeiro milagre que foi o fato de eu conseguir me formar ( dá uma história).

Aqueles meses do meio do ano de 2008 foram inesquecíveis e Deus sabe como sinto saudade do Campus de Educação do Aquarius e das professoras pelas quais adquiri tanto carinho. A Renata, Vera Catoto, Angélica e sua pequena Marina... todas enfim!

Depois da formatura em oito de agosto me vi estirada num estado de “mofamento” outra vez. Todo o alvoroço de meus dias amainara e eu não estava trabalhando nem estudando. Queria esperar o concurso da prefeitura para começar a trabalhar e aproveitava o tempo escrevendo já que não resisti por começar a escrever logo outro romance já naquele junho, embora tivesse maquinado começar somente quando a apresentação da monografia diante da banca tivesse passado.

Os dias passavam e as meus infortúnios familiares continuavam acontecendo, Deus sabe as quais e como. Para afastar meu tédio eu comecei a postar um terceiro romance que iniciei, num fórum onde vim a travar amizades inesquecíveis, recuperando assim a fé de que, afinal, existem almas por aí feito a minha. Ser assim toda etérea, imaginativa, e sensível com tudo, que já fora até motivo de ternas zombarias das amigas na adolescência, é na verdade o dom de sentir na carne os sentimentos diversos dos outros e das personagens que crio. E, ainda bem, que grande alívio, existe quem possa compartilhar disso comigo, me entendendo a fundo, por também ser assim.

O Matheus sofre de hiper-hidrose (sente muito, muito mesmo, mais calor que todo mundo) e não havia tratamento que resolvesse. A cirurgia que fez ajudou um pouco ao suor que tinha na mão, mesmo no frio, mas no calor de São José dos Campos ele via seus dias passarem insuportáveis na frente do ventilador, ou sob o ar condicionado de qualquer lugar que fosse. E não havendo tratamento, disse o médico, “melhor acha lugar mais frio para viver”. E tudo isso, calores e mágoas familiares, entre outras coisas, culminou com a nossa mudança para São José dos Pinhais, região de Curitiba, o que nos deixou muito felizes. A mim porque sempre tinha as melhores lembranças das viagens que para cá fazíamos quando eu era criança e adolescente e porque havia muita nostalgia, mistério e magia em pensar que eu vinha viver no mesmo lugar que viveram meus bisavós Anna e André e minha tia-avó Anna que foi uma mulher excepcional (essa também dá uma ótima história), tanta era sua bondade e devoção ao próximo e a religião que acreditava.

Muitas coisas maravilhosas aconteceram por conta da mudança para cá. Mas muitos apuros também. Os dias, depois dos primeiros meses de encantos e euforias, seguiam tediosos... Os empregos que me apareciam eram praticamente para trabalho escravo, e quando tive a estupenda alegria de passar no concurso da prefeitura foi para me ver impedida de aceitar a vaga por conta da distância e dos cuidados com minha filhinha, que sendo tão longe, eu não conseguiria concatenar os horários para uma presumível escolinha para ela. Resultado, meu tédio domiciliar continuava, acrescendo a isso as saudades descomunais que derramava no travesseiro por causa da distância que se impunha entre minha mãe e irmãs e eu e as ansiedades que postar nos fóruns da internet me causavam.

O Matheus demorou a arrumar emprego e, quando arrumou, não foi dos melhores, até que de uma tragédia distante, surgiu a benção aqui. Mas essa também é outra história! Estou vendo que é muito difícil resumir o que parece tão simples: a publicação de um livro e imagino que muitos autores deva ter uma história cabeluda feito a minha.

Quando ele, que é engenheiro civil, saiu do emprego para como o Zé Vítor da Carol construir sozinho sua obra desde o projeto; primeiro rasgando a terra da fundação chegando a última telha e ainda assim segue firme de domingo a domingo rumo aos acabamentos, ele recebeu um acerto. Um terço foi para pagar contas e mais contas, outro ele comprou um computador porque o que tínhamos o disco rígido expirava devido a sua avançada idade, pobrezinho!, e o outro terço haveríamos de usar para uma emergência eventual.

Era outubro e eu o via perambular por aí, entre ligações misteriosas e saídas a cargo de “ir fazer pesquisa de material para construção”. Um dia ele chegou em casa com um enorme sorriso e disse-me: ajeita o seu livro que vou publicá-lo! Eu não tenho nem palavras nesse momento e nem imaginação para adivinhar que expressão eu devo ter feito. As edições sob demandas que havia pesquisado eram caríssimas. Não tínhamos quase nada, e o que tínhamos era para uma emergência. E, então, ele me explicou tudo. Quando passei uma semana em São José dos Campos, com a Sarinha, visitando meus parentes ele finalmente, depois de dois anos em que eu discretamente implorava por isso, leu meu livro e gostou tanto, mas tanto, que sentiu na pele o meu próprio desejo de vê-lo editado. E ele detesta ler! O que eu leio numa semana, seja talvez o que ele tenha lido em toda sua vida, diz ele não raro. E contou-me que lia com ansiedade, sempre querendo saber o que vinha a seguir. Não sei se isso é amor de marido ou se realmente a história era mesmo boa, mas o fato é que ele se tornou um obstinado a vê-lo editado!

Passou, a partir de então, se empenhar numa correria louca atrás de muitas coisas para tornar isso possível. Pesquisou incansável e assistiu milhares de vídeos sobre edição caseira de livros. Diagramou o texto e gastou nossa reserva para imprimir as capas que ele mesmo criou com alguma sugestão minha no Photoshop, para comprar papel direto na fábrica, grampeador, cola e outros apetrechos. Desenvolveu por ele mesmo, Prof. Pardal que é, uma prensa com (oh) a madeira da porta da minha querida estante de livros porque, tão perfeccionista que é, se agastava que o livro não tivesse a forma muitíssimo plana e reta dos de grandes editoras. Comprou uma impressora a laser, que queimou quando chegou em casa porque ligou na voltagem errada — a raiva de si mesmo que ele teve foi grande no momento, mas hoje rimos disso —, mas não desistiu e deu um jeito de tê-la consertada, além de ter suado, visto que era um intenso verão, atrás de cartuchos! E correu muito porque queria ver tudo isso pronto até o natal! Seria meu presente. Apesar das grandes tragédias gregas e dramalhões mexicanos que já passei na minha vida — mesmo que muitos digam que eu tenho um jeito de criança ainda —, eu nunca esperava um marido tão maravilhoso como o que Deus me deu.

Nós, naquele natal, não tivemos um centavo para nada. Nem presentes, nem ceia fausta como as muitas que já tivéramos nas nossas adolescências junto de nossos pais, mas foi inesquecível. O natal de 2009 foi inesquecível! Serei muito velhinha, como as velhas Terras do Erico Verissimo, e vou me lembrar do natal de 2009.

A Marcela, uma amiga que mora tão longe, dois estados entre nós, veio passar conosco a festa cristã que deveria ter por sentido o compartilhar do amor e espírito, como nos ensinou o próprio homenageado em tão popular comemoração. O que, infelizmente, nessa enxurrada de consumismo pouco acontece. Há famílias que comemoram o aniversário de Cristo, mas não fazem qualquer oração. Bem, enfim, cada um sabe de si. Ela deslumbrou-se conosco, com nossa ceia humilde de Proteína de Soja Texturizada Xadrez e a maionese caseira, e os doces que fiz, assim como o açaí cremoso, especialidade do Matheus, que ela desconhecia ser tão maravilhoso, e muita conversa sobre “filosoficies” que tanto trocáramos por internet e nossos passeios pelos lugares históricos, sebos e biblioteca, e os parques, lugares fabulosos que não se gasta um tostão para visitar, e que faz sobressair a amizade compartilhada quando lá, em cada um desses lugares, se está.

O que eu pude dar de presente a ela, que me deu tanto com sua presença? Um livro! O segundo exemplar da primeira tiragem de O Último Baile do Império, porque o primeiro dediquei a minha mãe que o correio não lhe entregou a tempo, trazendo-o de volta para mim. Porque ela foi para Portugal passar o natal, há um ano que não volta e isso me faz sofrer muito. Mas, voltando, a Marcela... Achei singelo demais dar de natal uma coisa que eu mesmo escrevi, mas ela me assegurou o quanto isso foi precioso para ela.

E agora ela vai voltar, dez meses depois para me ver, embora nos falemos com uma frequência assustadora entre duas pessoas que se conheceram graças a formigas espectrais que me invadiram a cama em mais uma de minhas tediosas manhãs de princípios de 2009.

Iremos a Bienal do livro, peregrinar outra vez nos sebos, conhecer antigas amigas de leituras e a minha primeira leitora, a Lari, que foi a primeira pessoa que deu um voto de confiança ao que escrevo que não fosse parente ou o professor...

Mas agora, depois da atitude corajosa do Matheus de investir nossos últimos tostões no meu livro, mesmo aquém de minha vontade em princípio, eu penso que sou uma autora de verdade. Porque não restou um volume de nossa primeira tiragem de quarenta livros que ele foi montando um a um conforme eu vendia ou presenteava meu professor num carinhoso agradecimento, ou à Sávia que tão terna escreveu um Prefácio para o livro, ou à minha madrinha, pelas mãos da minha prima querida, a Josi, que veio de Santos - SP, tão longe, para buscá-lo! Também nunca vou esquecer o carinho de meus sogros quando aqui vieram, por seus olhos brilharem de orgulho, ou sorrindo nos ajudando ao comprar quatro exemplares e também ao divulgar!

E O Último Baile do Império foi agora aceito por uma editora e estou muito feliz porque, além de ser esse o anseio de todo o escritor, mais e mais pessoas poderão partilhar da história de amor e superação da Angelina. Engraçado que é uma editora do Rio de Janeiro, tão querida que me inspira as histórias de um tempo remoto e idealizado, a cidade de minha querida Ilha de Paquetá. Embora ainda tenha aqui em casa algumas resmas de papel logo virá, aguardem!, a publicação do segundo livro e a cada dia que passa, como me disse a Bruna Longobucco, colega de alma e literatura, “Quem sabe o que vamos fazer ou onde vamos chegar? Mas seja como for, como tudo, já valeu pela expectativa. Escrever é magia. E ver nossos livros tomando corpo é realizar um sonho, ainda que no Brasil seja tão difícil publicar, distribuir, acontecer. Com fé, a gente acontece nossos objetivos.”, no que comunguei demais de suas inspirações e acrescentei meu maior sentimento que a literatura evoca: “Se nada melhorar não só a expectativa valeu, como também valeu por conhecer as pessoas maravilhosas que a sina de escrever nos proporciona.”

E é assim que me sinto, por tudo que se passou entre a primeira imaginação que tive do livro, até agora, no momento que escrevo estas linhas enquanto a Sarah mergulha de cabeça na loucura de seus brinquedos e o Matheus, sentado no carpete de nossa sala de jantar, futrica em suas tralhas de aeromodelismo.

Não me importa as sucessivas recusas das editoras, não me importa as dificuldades de ter voz, mesmo em plena democratização das publicações. Tudo que me importa é que minha imaginação não para nem por um segundo, tudo que me importa é que Deus nunca deixou de pôr tantos anjos no meu caminho, porque hoje eu sei que existem também anjos de carne e osso. E quando penso nas pessoas maravilhosas que conheci por causa do livro, dos livros, tendo já sido um tanto solitária, fico verdadeiramente agradecida e comovida e só consigo pensar na capa da comunidade do Erico Verissimo, onde também conheci duas almas grandes. Deixo aqui para vocês que tiveram toda a paciência do mundo de conhecer um tantinho do meu universo em particular:




"Sei que como escritor possuo algumas habilidades e muitas debilidades. O que me torna diferente de tantos outros confrades nacionais é o fato de eu ter tido a fortuna de encontrar um número considerável de leitores. (...) Não me considero um beletrista, um literato, mas sim um contador de histórias que se sente muito feliz quando verifica que as coisas que escreveu lhe valeram milhares de amigos, muitos dos quais não conhece pessoalmente" (Erico Verissimo, "Conversa de Natal", 1948).




Como diz outra de minhas mais antigas leitoras, a Ialy, um abraço apertado a todos!



Aline N. T. - 17h50min

Comentários

  1. Aline, li tudo e adorei saber como foi o processo de criação e publicação do seu romance!
    To super curiosa pra ler, assim q tiver mais folgada de money, vou comprar! ^^
    Paquetá é super fofo, né? Anooooos q não vou lá!
    Adorei conhecer mais um pouquinho de você =)

    Beijos,
    Fabíola

    ResponderExcluir
  2. Aline, querida! Adorei cada detalhe... acho bom você registrar esse enredo também, porque dá um ótimo livro ( o seu solo de clarineta)!!! Estou muito curiosa a respeito dos próximos livros, não vejo a hora de você avisar: está pronto, aqui está meu mais novo filhote!

    Estou relendo 'A Moreninha' - não é que encontrei um volume na sala de leitura lá no meu trabalho? Todo dia almoço bem rápido para conseguir ler um pouco também... é um romance muito fofo, não é mesmo?

    Beijos,
    Lúcia

    ResponderExcluir
  3. Fazinha!
    Fiquei master feliz que tenha lido! \o
    Às vezes te vejo falar o 'tu' de carioca no twitter e fico divagandoo... *-*
    Paquetá é mesmo maravilhosa, se morasse por aí, como vc^^ iria sempre!! Mas um dia voltarei, huá!

    E saiba que ainda quero muito terminar de ler um certo livro! =D
    beijinhos!

    Lúcia,
    que emoção seu comentário. Mesmo das tantas semelhanças, um Solo seria honra demais para mim!

    Olha, eu imaginava que contar a história do livro daria umas 4 ou 5 folhas, então cresceu para 14!

    Fico mais feliz ainda de saber que está relendo A Moreninha! Depois que eu terminar a pilha da biblioteca tmb vou reler! Que legal! Um trabalho que tem sala de leitura^^
    Beijinhos

    Obrigada a todos que leram! Fiquei muito feliz em dividir, mesmo que resumindo um monte de coisa, tudo isso.

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  4. Aline, você é muito especial. Parabéns e obrigada por compartilhar um pouco do seu mundo, da sua vida. Você e o Matheus são um casal muito rico. Que Deus os abençoe.
    bjos,
    Marion

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  5. Amém, Marion, e a vc tmb! Que tmb é tão especial e dividindo tantas coisas em comum!
    Todo dia tenho me assombrado... Eu que agradeço pela atenção de sempre!

    Beijinhos
    Aline

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  6. Oi Aline, quando se faz um livro manualmente a gente se coloca muito mais... eu fiz isso em Goiás, quando lá morei. Uma tiragem limitada. Foi maravilhoso. Você gosta das histórias e 'estórias' de São José dos Campos, eu amo tudo isso. A respeito do cemitério indígina, é no bairro da Vista Verde, ainda não há uma projeto para fazer um sítio arqueológico no local. A história fica por conta da oralidade, pois documentos... nenhum. Li que gosta de Cora Coralina, não sei se conhece o livro Cora Coralina Raízes de Aninha que Clóvis Carvalho Brito e eu escrevemos, é uma biblio/biografia de Anna Lins do Guimartães Peixoto Brêtas (Cora Coralina). Recentemente a historiadora Sônia Gabriel e eu finalizamos o livro biográfico de Eugênia Sereno. Beijos, felicidades e a paz!

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  7. Rita
    Sim!... Do Vista Verde já ouvi. E no Satélite tmb!

    Gosto sim da Cora! Ela me despertou tantos sentimentos! Deve ter sido maravilhoso escrever sobre ela. Vou procurar saber da biografia que escreveu, queria muito saber mais a respeito de Aninha.
    Obrigada por sua visita^^
    bjs

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