Conversando com meus botões, como diz minha mãe, organizando mentalmente os meus progressos de escritora-que-publicou-seu-primeiro-livro cheguei a algumas conclusões e só me dei conta que estava fazendo isso - mensurando minha jornada e das boas realizações dessa jornada principalmente ao reencontro de hoje a tarde.
O reencontro com uma leitora que também é uma parente, que um acaso funebre trouxe até mim. Conheci a prima Beth num velório - e isso me soa tão Erico! Conheço-a bem pouco, mas o suficiente para enxergar em seus olhos doces uma alma introspectiva e instigada, que combina comigo. Não é que parece que sempre a conheci? Se ela ler isso vai achar exagero, rsrs..
Bem, vamos ao porque disso...
Não podia dizer que O Último Baile do Império tivera um lançamento oficial, um lançamento físico. Nada concreto, além do entusiasmado lançamento virtual entre as amigas, colegas, antigas leitoras que me incentivaram a der esse passo importante que nunca me arrependerei.
A oportunidade não me foi privada. Poderia tê-lo feito na Oficina de Letras da PUC-PR, mas um infortúnio impediu. Fiquei triste. Muito triste. Mas creio que tudo ocorre, afinal, para o bem dos que amam e temem seu Criador.
E isso se comprovou, depois. Seria longa história...
O importante é tentar enquanto for possível. Quando não for mais, entregar a situação a Ele e esperar a oportunidade de entender o porque das coisas, dos fatos. Ficar conformada e descansada no Senhor. Buscando a Poliana que existe em nós, e todos os outros motivos para deixar a tristeza de lado e seguir em frente porque o plano pode ser muito mais que nossos olhos, no momento vivenciado, podem enxergar.
Quando o tempo passa, tudo se faz mas claro. E a gente entende.
Então, hoje, no evento que reencontrei minha prima Beth, me lembrei. Eu tive sim o lançamento físico do livro! No começo do ano, no aniversário de nossa outra prima em comum, a Helena (77 aparentando 17 a menos! em disposição, aparência e vitalidade).
Foi sem querer. Mas hoje eu percebi... foi lá! Na chácara da Cachoeira o lançamento de O Último Baile do Império. Foi inesperado e... maravilhoso.
Levei um exemplar de presente para a aniversariante, e tinha mais quatro no porta-malas, que minha sogra tinha comprado para presentear as amigas em SJ dos Campos. A Bernadeth que já viera aqui em casa demonstrar seu encanto por literatura, leitura e conhecimento logo se interessou e comprou um dos livros da minha sogra. A propaganda dela, o entusiasmo, atingiu os presentes e os quatro foram vendidos logo.
Nem sabia que fazer direito, fiquei embaraçada... Assinei e dediquei cada um deles naquela linda tarde ensolarada de fevereiro. E quem não comprou tinha curiosidade, queria saber como é escrever, ter inspiração. Em que livrarias poderiam comprar o livro? Eu que pensava que no mês seguinte estariam nas Livrarias Curitiba! Mas sem o ISBN não foi possível. Para autor independente, pessoa fisíca não compensa...
Bem, foi lá o lançamento, na companhia do meu marido adorado (sem ele eu não teria conseguido sequer sonhar com nada disso), da minha filhinha que já "escreve seus livros" rsrs, dos meus queridos sogros a quem tanto amor devemos, e dessas primas e primos de minha mãezinha amada de quem tanto sofro a ausência.
Afinal, quando a Helena reúne o pessoal, para fazer o bem ao próximo, acaba fazendo para mais gente que imagina. Foi assim naquele 21 de fevereiro e foi hoje, nesse 31 de julho. Hoje eu reencontrei a prima Bernadeth e sua acolhida foi um sorriso e a indagação: "Tem novidade?" Ela se referia ao livro...
Conclusão desse primeiro semestre decorrido desde o lançamento virtual do meu primeiro romance, no natal de 2009; e do lançamento com dedicatórias três dias antes do meu aniversário:
Muitos diriam que vendi poucos livros, mas vendi bem mais que esperava!
Conheci pessoas maravilhosas por causa dele.
Tenho ainda mais inspiração e certeza de que escrever é tudo que mais quero continuar fazendo.
E, depois da leitura daqueles que se arriscaram a experimentar...
As inseguranças, os medos e as tolas expectativas minguam e desaparecem quando se escuta uma leitora dizer a sorrir largamente que a obra que você escreveu é tudo que ela esperava, é exatamente o ritmo que ela gosta e que a surpreende, e que está ansiosa por novidade: um outro romance, um segundo filho de papel e idéias.
Aline N. T. - às 22h36min
Aline. Você consegue se expressar de uma forma tão clara e suave que conseguimos nos encontrar nas palavras. Ainda não tenho um livro escrito, mas a sensação de ver textos nossos editados pela Internet, dá-me também uma sensação de que estamos sendo úteis para a Obra que Deus tem nos reservado. Há anos atrás escrevi um texto O Ato de Ler o qual fora tema motivador para o ENEM 2006 e logo em seguida editado por uma revista do Rio Grande do Sul. Jamais pensara nisso, o que me motivou a criar blog. Recentemente, através dos primeiros desenhos que minha neta vem realizando na escolinha, resolvi dedicar-lhe seu primeiro livrinho (não se sabe o futuro - quem sabe seja ela manifeste o gosto pelas letras e palavras no papel) http://rafaela-tecendoretalhos.blogspot.com/. Ela tem 2 anos, mas eu me faço representar. É outro momento mágico para mim. Não sei quantos anos tem sua filha, mas no teu exemplo, suas pegadas não serão diferentes. Um beijo. Adorei seu comentário. Que Deus a abençoe nessa tua jornada tão gratificante. Inajá
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