Diva
de José de Alencar

de José de Alencar

Nesse livro o médico, Dr. Augusto Amaral, poucas posses, conta para o amigo Paulo, protagonista de Lucíola, sua história de amor com a filha da rica burguesia carioca de meados do Século XIX.
A leitura desse livro, mais uma vez, me encantou por conta das descrições, aforismos, sondagens psicológicas e situações que o José de Alencar sempre usa. Sem falar nos diálogos intensos que nos deixam meditar bastante a respeito do que propõe. E, claro, suas minuciosas composições do cenário, expressões, trajos... que nos transportam, sem interrupção ou hesitação, diretamente para o mundo que ele cria.
Mas parou por aí. Não me apaixonei por Emília como aconteceu com Lúcia.
Mimada, emproada, intratável, até mesmo arrogante. Essa é Mila. Tudo a pretexto de manter o coração intocado e casto? Que o amor que tivesse fosse o primeiro, único, último. Mas para isso, que mesmo na realidade da época soa estranho, não precisava ser mal educada, como muitas vezes ela me soou sê-lo. O modo sem razão e selvagem com o qual ela desprezava Augusto desde que se conheceram, quando esteve doente, não me convenceu nem que poderia se tratar de uma relação “te odeio porque te amo”. Era um rancor gratuito. Pareceu-me que ela buscava mesmo um amor verdadeiro, dentre o oceano de futilidade que se via cercada. Mas seu modo repentino de mudar de anjo a pequena diabinha me irritava durante a leitura.
O único ponto que me consola na leitura é que no final o Dr. Amaral tenha-a reduzido a uma humildade que não creio que tenha durado depois do casamento. Mas que a cena em que ele “magoa” seu intocável braço e subjuga aos seus pés, depois de muitas e muitas páginas de humilhações, não me sairá à memória sempre que esse livro for mencionado.
Não digo que não tenha valido a pena. José de Alencar sempre causa profundas emoções quando o lemos. Mas dentre todos desse autor, esse foi o que menos gostei.
Já fui até a bilbioteca e devolvi os volumes e, para variar, peguei três contemporâneos.
Depois de terminar a leitura de A Vida de Joana d'Arc, do Erico Verissimo, que está me surpreendendo demais, falarei quais são eles.
A leitura desse livro, mais uma vez, me encantou por conta das descrições, aforismos, sondagens psicológicas e situações que o José de Alencar sempre usa. Sem falar nos diálogos intensos que nos deixam meditar bastante a respeito do que propõe. E, claro, suas minuciosas composições do cenário, expressões, trajos... que nos transportam, sem interrupção ou hesitação, diretamente para o mundo que ele cria.
Mas parou por aí. Não me apaixonei por Emília como aconteceu com Lúcia.
Mimada, emproada, intratável, até mesmo arrogante. Essa é Mila. Tudo a pretexto de manter o coração intocado e casto? Que o amor que tivesse fosse o primeiro, único, último. Mas para isso, que mesmo na realidade da época soa estranho, não precisava ser mal educada, como muitas vezes ela me soou sê-lo. O modo sem razão e selvagem com o qual ela desprezava Augusto desde que se conheceram, quando esteve doente, não me convenceu nem que poderia se tratar de uma relação “te odeio porque te amo”. Era um rancor gratuito. Pareceu-me que ela buscava mesmo um amor verdadeiro, dentre o oceano de futilidade que se via cercada. Mas seu modo repentino de mudar de anjo a pequena diabinha me irritava durante a leitura.
O único ponto que me consola na leitura é que no final o Dr. Amaral tenha-a reduzido a uma humildade que não creio que tenha durado depois do casamento. Mas que a cena em que ele “magoa” seu intocável braço e subjuga aos seus pés, depois de muitas e muitas páginas de humilhações, não me sairá à memória sempre que esse livro for mencionado.
Não digo que não tenha valido a pena. José de Alencar sempre causa profundas emoções quando o lemos. Mas dentre todos desse autor, esse foi o que menos gostei.
Já fui até a bilbioteca e devolvi os volumes e, para variar, peguei três contemporâneos.
Depois de terminar a leitura de A Vida de Joana d'Arc, do Erico Verissimo, que está me surpreendendo demais, falarei quais são eles.
Aline N. - às 15h37min
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