Dia 14 será comemorado o Dia Nacional da Poesia.
Me antecipo repostando com imensa satisfação a homenagem que, na descomunal puerilidade dos meus 13 anos, atarantarada ao saber que Cora já não mais vivia, rendi àquela que me apaixonara, a primeira lida, por poesia. Me apaixonara nos versos que açucaradamente suas amarguras - e canduras - tecera.
Cora, meu coração

21/10/1999
Tão jovenzinha morreu
Doce tecelã das palavras se perdeu
Que pena eu ser um bebê
A ver, ao perceber...
Quisera conhecê-la, tocá-la...
Se bem que a conheço tanto
Para se ver com que propriedade se expressava!
Sua clareza
O entendimento a todos traz
Voltar no tempo eu queria
E com ela conviver
Por dois únicos minutos, que fosse!
Há... Minha vovozinha...
Tuas celestiais mãos para escrever...
E para os mais maravilhosos doces
Amorosamente preparar
Assim,
Eras mãzinha de Goías,
Escreveste sobre o Rio Vermelho
Leito querido das lavadeiras
Escreveste sobre a velha cabocla
Mãe de todos...
Quisera eu ter o privilégio de meu pai
Hospedar-me em tua casa
Ter os teu carinhos
Ficar lá, perto de tua sabedoria
Tu,
Que vias o mundo de uma maneira
Que poucos enxergam
E achavas lirismo
Na mais rude dos costumes
Tu,
Sei que agora escreves celestiais poemas
Para alegrar aos anjos do céu
E, sim, os alegra,
E os recita tal modo
Que vem ecoar até meu coração
És tu, Aninha
És tu, Cora Coralina
Aline Negosseki - 20:15
Que pena eu ser um bebê
A ver, ao perceber...
Quisera conhecê-la, tocá-la...
Se bem que a conheço tanto
Para se ver com que propriedade se expressava!
Sua clareza
O entendimento a todos traz
Voltar no tempo eu queria
E com ela conviver
Por dois únicos minutos, que fosse!
Há... Minha vovozinha...
Tuas celestiais mãos para escrever...
E para os mais maravilhosos doces
Amorosamente preparar
Assim,
Eras mãzinha de Goías,
Escreveste sobre o Rio Vermelho
Leito querido das lavadeiras
Escreveste sobre a velha cabocla
Mãe de todos...
Quisera eu ter o privilégio de meu pai
Hospedar-me em tua casa
Ter os teu carinhos
Ficar lá, perto de tua sabedoria
Tu,
Que vias o mundo de uma maneira
Que poucos enxergam
E achavas lirismo
Na mais rude dos costumes
Tu,
Sei que agora escreves celestiais poemas
Para alegrar aos anjos do céu
E, sim, os alegra,
E os recita tal modo
Que vem ecoar até meu coração
És tu, Aninha
És tu, Cora Coralina
Aline Negosseki - 20:15
Olá Aline!
ResponderExcluirQue linda homenagem... repleta de admiração e poesia. Deus te ilumine e te inspire sempre!Abraços, Bruna!
Linda a poesia, só você mesma para escrever coisas assim :)
ResponderExcluirEspero que as portas continuem se abrindo pra você, pois a chave você já tem, que é o seu incrivel talento.
Um abraço da sua irmã, Emmanuela :)
Aaai como eu queria escrever pelo menos um pouco assim *-*
ResponderExcluirTem selinho pra você no Isso ^^
http://issodegarota.blogspot.com/